Rodada de Notícias – 25/05
Cinema
(Atualizado) Mercúrio também participará de X-Men Days of Future Past
Além de participar de Os Vingadores 2, o mutante Mercúrio também aparecerá em X-Men Days of Future Past. O diretor Bryan Singer anunciou em seu twitter que o ator Evan Peters (American Horror Story) viverá o Mercúrio que tem a habiidade de supervelocidade é filho de Magneto. O diretor ainda fez uma leve piada ou provocação sobre a participação do personagem em ambos os filmes ao escrever “Antes de ser um Vingador, ele era um garoto REALMENTE rápido”. Não se sabe como essa história será resolvida entre a Marvel e a Fox e já existe um rumor de que a participação de Peters nos dois filmes. X-Men – Days of Future Past estreia em 18 de julho de 2014. O certo seria uma parceria de ambos os estúdios ou no final X-Men pode acabar prejudicando Os Vingadores com essa dupla participação de Mercúrio. (ATUALIZADO) Agora é oficial os dois estúdios devem entrar em uma forte briga e a Fox teria exigido a participação do personagem unicamente para sair na frente da Marvel. Prova desta briga é que Singer deletou seu comentário que dizia sobre sair na frente de Os Vingadores e escreveu um novo onde não é citado o filme da Marvel.
Tom Cruise desiste de estrelar O Agente da U.N.C.L.E.
Tom Cruise desistiu de protagonizar de The Man from U.N.C.L.E, adaptação cinematográfica da série de espionagem dos anos 60 O Agente da U.N.C.L.E. O motivo seria que Cruise quer se dedicar mais na produção de Missão Impossível. Agora a Warner Bros precisa encontrar um protagonista do mesmo nível de fama de Cruise. Estão também confirmados no elenco Armie Hammer (Espelho, Espelho Meu) e Alicia Vikander (O Amante da Rainha)vai estrelar ao lado de Tom Cruise a adaptação cinematográfica da série de espionagem dos anos 60 O Agente da U.N.C.L.E. A série que foi exibida na NBC entre 1964 e 68, contava as aventuras dos agentes Napoleon Solo e Illya Kuryakin da UNCLE, contra os inimigos da THRUSH. Guy Ritchie (Sherlock Holmes) dirige o longa que também será ambientado nos anos 60. Se não for um nome de peso, o escolhido vai entrar já com a fama de ser o substituto de Cruise.
Gael Garcia Bernal vai estrelar longa dirigido por Jon Stewart
Gael Garcia Bernal protagonizará Rosewater, filme que marca a estreia como diretor do ator e apresentador Jon Stewart (The Daily Show). A trama baseada em uma história real acompanha um jornalista americao que vai até o Irã em 2009 para acompanhar as eleições presidenciais, mas acaba preso por 118 dias acusado de espionagem e brutalmente torturado por um homem que ele conhecia apenas pelo seu cheio de Água de Rosas, Rosewater em inglês. Stewart irá se ausentar por três meses o The Daily Show para as filmagens. Só foi eu falar que Bernal não ganha oportunidades nos EUA e pronto ele ganha uma excelente.
TV
Atriz de Shield no elenco de Sons of Anarchy
A atriz CCH Pounder (The Shield) fará uma participação especial na sexta temporada de Sons of Anarchy. Pounder viverá uma advogada que terá um envolvimento com os Sons. Muito da participação se deve por The Shield e Sons of Anarchy terem o mesmo criador, Kurt Sutter. A mais que aguarda temporada de Sons os Anarchy deve estrear em outubro e será comentada aqui no blog.
Personagem Coach pode retornar na série New Girl
Com o cancelamento de Happy Endings, o ator Damon Wayans Jr. pode retornar a série New Girl. O ator viveu no piloto o personagem Coach, mas por causa de Happy Endings, teve que deixar a série e no seu lugar foi introduzido o personagem Winston interpretado por Lamorne Morris. Apesar de não ser oficial, existe uma grande chance de Wayans Jr. retornar a série na terceira temporada de New Girl. Winston não está bem na série, personagem que não serve quase para nada, seria bom ver Coach de volta.
Últimos episódio de Cult serão exibidos em junho
O CW irá exibir os seis episódios restantes da já cancelada série Cult nos dias 28 de junho e 5 e 12 de julho em cada dia serão dois episódios. Mais uma série que entra na lista daquelas que nunca deveriam ter visto a luz do dia.
Criadora da série Reign deixa a série antes mesmo da estreia
Stephanie SenGupta criador e produtora de Reign irá abandonar antes mesmo da sua estreia no canal CW. SenGupta deixa a produção porque quer se dedicar a um novo projeto, já nos bastidores circula a notícia de que ela abandonou a produção porque não concordava com a outra produtora Laurie McCarthy sobre suas ideias para a trama. Agora McCarthy assume sozinho a função de showrunner. O drama adolescente Reign irá contar o período que Mary Stuart (interpretada por Adelaide Kane), rainha da Escócia, viveu na França, além de problemas internos e intrigas, ela precisa lidar com seu noivo, o príncipe Francis (Toby Regbo), que tem uma amante que o leva a questionar sobre o casamento. Reign estreia no segundo semestre. Se a série fizer sucesso ninguém nem irá lembrar da saída de SenGupta.
A guerra começa no novo vídeo de True Blood
A sexta temporada de True Blood ganhou um novo teaser que mostra o governador Burrell falando sobre a possível guerra entre humanos e vampiros. A nova temporada estreia em 16 de junho e já aviso que essa série não ire comentar no blog.
Divulgada música inédita de Taylor Swift
Vazou na internet uma música inédita de Taylor Swift, intitulada “R-E-V-E-N-G-E”. Não existe nenhuma informação de quando a canção foi gravada, mas é possível perceber que tem uma sonoridade mais voltada para o country do que para pop atual que a cantora costuma fazer em seus trabalhos.
Revolution – 1×18 – Clue
A Torre virou objeto de desejo para os três grupos de personagens de Revolution e faltando dois episódios para o final da temporada todos eles devem se encontrar no misterioso lugar.
Nora tentou ao máximo se segurar e não entregar Mills e Rachel, foram 21 dias de torturas fortes que quase a levaram a morte e por mais que tenha se esforçado no final não aguentou e contou não só sobre Mills, como também sobre a Torre e a ida de Rachel para o local. Jurava que após saber da existência do local, Monroe iria matar Randall de uma vez por todas, só que o esperto canalha usou uma carta na manga ao revelar que o lugar não é capaz só de ligar a luz, mas também esconde muitos segredos que nem o presidente dos EUA sabia. O coringa da história acabou sendo Sanborn que parecia ser um vilão e depois decidiu mudar de lado ao fingir a morte de Nora e levá-la para Mills que prepara um ataque para acabar com Monroe e sua milícia assim que a luz for ligada novamente. Sanborn diz ter cansado de fazer coisas horríveis para Monroe e por isso decidiu salvar Nora que nunca mais será a mesma pessoa depois de passar tantos traumas e pela culpa de ter sido a delatora de Monroe e Rachel.
Assim começou uma corrida sobre quem chegaria primeiro na misteriosa Torre e claro que Monroe largaria na frente e foi surpreso ao descobrir que Randall não foi capaz de abrir a porta do local, mas garantiu que iria conseguir fazer isso. Dentro da Torre foi uma surpresa ver um grupo de pessoas dentro do local e olhando através de câmeras tudo que estava acontecendo lá fora, quem são eles e de que lado eles estão, são as duas principais perguntas.
A primeira viagem de avião de Charlie (cada vez mais coadjuvante) foi muito turbulenta tanto durante quanto na decolagem ao pousarem para para pegar mais combustível e foi neste ponto o início de uma série de mortes, o piloto, um dos homens do grupo, além do helicóptero danificado. Mills como gênio descobriu que na verdade um dos integrantes era o culpado pelas sabotagens, grupo formado por Mills, Charlie, Jason, Nora, Neville, Sanborn e Jim. Por causa das alucinações de Nora cheguei a ter certeza que o espião era Sanborn ou até a própria, diferente de todo o grupo não desconfiei de Jason e acreditei que ele estava falando a verdade, o jovem já escolheu o seu lado e pretende ficar até o fim, mesmo com ninguém confiando nele. Tinha certeza que o final seria bem clichê com Sanborn sendo o culpado, só que em um raro momento de criatividade dos roteiristas, o verdadeiro espião era Jim. Não colocaria a culpa totalmente em Jim e sim em Mills que foi o culpado principal por essa situação. Mills arrancou Jim de sua nova vida e sua esposa para ter ele ao seu lado na luta contra Monroe, deixando Jim sem escolha assim como ficou ao descobrir que a milícia tinha capturado sua mulher e ele precisava ajudá-los matando Mills e Neville para assim recuperá-la. Na sua escalada para mostrar ser um bom rapaz, Jason matou Jim salvou a vida de Mills e ainda deixou Neville com um sorriso no rosto ao ver a atitude do seu filho, mais feliz ainda ficou ao ver como Jason não perdoou Charlie por não ter confiado nele e assim o breve romance entre os dois entra em uma nova crise.
Já Rachel e Aaron chegaram um pouco depois para descobrirem que Monroe estava na Torre e assim a cientista tomou a decisão de que iria matar o vilão e assim tambéma dar a oportunidade de Aaron entrar no local. Da maneira mais fácil possível, mesmo sendo aparentemente a única mulher da mílicia no local, Rachel entrou na cabana de Monroe com uma granada para matá-lo e ainda soltou o pino, mas é claro que nenhum deles irá morrer desta maneira, não tem como a série continuar se mais um importante personagem morrer.
Revolution teve um episódio até que melhor diante de sua fraca qualidade de narrativa desde seu retorno neste ano e agora caminha para os seus dois últimos episódios.
Nos Cinemas: Somos Tão Jovens
Contar a história de uma pessoa tão anárquica e sensível como Renato Russo não seria fácil, a maior dificuldade é como capturar um ser humano tão profundo e cheio de maluquices com uma mente genial em apenas uma história de 90 minutos. O filme Somos Tão Jovens tenta revelar o artista através de sua juventude e suas descobertas que o tornaram o homem que marcou uma geração e outras mesmo após sua morte em 1996, com a Legião Urbana.
Curioso como Cazuza e Renato Russo, dois dos principais artistas da música nos últimos 30 anos, tenham tido suas histórias contadas no cinema de forma tão parecida e tão burocrática, já que é impossível ver Somos Tão Jovens e não lembrar de Cazuza – Tempo Não Para (2004). Dois filmes que tinham como tema principal homens únicos e que seus diretores e roteiristas infelizmente escolheram uma forma simplista para contar suas histórias, ambos não conseguem ao seu final transportar para a tela tudo que estes dois históricos personagens foram na vida real. Se fica um diferencial entre ambas as obras, é que Somos Tão Jovens consegue abordar sem menos medo questões polêmicas como a personalidade difícil de Renato, sua sexualidade e mesmo que superficialmente o momento político da ditadura.
O roteiro escrito por Marcos Bernstein não tenta explicar o lado humano do mito e sim como o jovem professor de inglês que tornou-se um dos maiores compositores da música nacional, quase uma história em busca de explicações para as canções que viriam ser cantadas por muitas gerações, o que torna o filme um grande atrativo para os mais fanáticos. A trama dirigida de forma normal por Antonio Carlos da Fontoura se divide em dois períodos da vida de Renato Russo, primeiro a descoberta do punk e como isso mudou sua vida e a criação do Aborto Elétrico e a segunda parte na sua saída do grupo e os primeiros passos do que viria ser o compositor que conhecemos.
A primeira parte e que deveria ser a mais importante pela proposta do filme é voltada a entender como Renato Russo conheceu o punk e decidiu que seria capaz de montar uma banda, o jovem quieto preso em casa por causa de uma doença se solta ao mundo e decide se libertar das amarras que o seguravam, uma espécie de auto liberdade e assim conhece mais da vida fora dos livros que passa horas lendo, e a partir deste momento vivendo de verdade ao máximo. Essa parte que seria a introdução e mais importante é o grande defeito do roteiro, quem conhece um pouco sobre a carreira de Russo e da sua passagem pelo Aborto Elétrico sabe que esse período tem histórias deliciosas que são contadas resumidamente, como as brigas e fins da banda, enquanto outras acabam ficando totalmente de fora. Temas como a paixão platônica de Renato por Flavio Lemos (Daniel Passi), baixista do Aborto Elétrico e seu conhecido relacionamento complexo de amizade com Fê Lemos (Bruno Torres), baterista do Aborto, são retratados muito rapidamente e sem aprofundamento.
O roteiro aborda levemente a questão da sexualidade de Renato usando mensagens em pequenas cenas e acertar ao fazer isso no lugar de mostrar , o que não seria necessário, explicitamente isso, como na divertida cena de Renato conversando com sua mãe sobre gostar de meninos e não meninas, e ela sem compreender o que seu filho queria dizer. Família que pela trama mostrada no filme teve pouco importância na história de Renato diante do pouco espaço em tela, como o seu pai (Marcos Breda) e sua mãe (Snadra Corveloni), dando um pouco mais de espaço para sua irmã interpretada por Bianca Comparato. Além do texto um pouco simplista, o que pesa e muito para o ritmo lento da primeira parte são as atuações caricatas do elenco coadjuvante; os intérpretes dos integrantes do Aborto são muito fracos, principalmente o intérprete de Fê e também temos participações que de tão caricatas ficam engraçadas como Ibesen Perucci como Dinho Ouro Preto e principalmente Edu Moraes como Herbet Vianna.
O que incomoda entre a transição da primeira parte e da segunda é que a trama é rapidamente adiantada em anos sem no mínimo pequenos avisos, talvez seria necessário um uso de letreiro na tela ou qualquer outro artifício para ajudar nestas passagens de tempo. Em um momento Renato está todo punk, cinco minutos já virou o Trovador Solitário barbudo e em outro já aparece sem barba querendo formar a Legião Urbana. Tudo é contado rapidamente demais e a segunda parte que é mais profunda e necessária para o entendimento do personagem é contada de forma rápida demais, talvez se invertesse o espaço dado entre ambas as partes a trama teria um ritmo mais comovente e atrativo. Assim como Cazuza não foi um filme sobre o Barão Vermelho, Somos Tão Jovens não é sobre a Legião Urbana, a formação da banda é contada rapidamente e bruscamente, personagens como Dado Villa-Lobos (interpretado pelo seu próprio filho Nicolau Villa-Lobos) e Marcelo Bonfá (Conrado Gody) são retratados rapidamente no rápido final da história que corre para apresentar a formação do Legião Urbana, muito para os fãs que foram assistir o filme por isso, mas já aviso que estes vão ter que esperar um novo filme para essa história ser melhor contada.
Um pouco do verdadeiro Renato Russo e que poderia seguir de caminho para toda a história é a relação dele com sua amiga Ana, interpretada de forma esplêndida pela atriz Laila Said. O complexo relacionamento de amizade misturado com um amor entre os dois é o principal atrativo do filme e onde a história flui mais naturalmente. As qualidades visíveis e superiores ao restante do elenco de Thiago e Laila agradam em cenas comoventes da bonita amizade entre ambos e como através dela a verdadeira face de Renato, sem sua postura impotente para o resto do mundo, expondo o lado mais sensível e verdadeiro do músico, nestes momentos é possível ver o homem por de trás do mito.
Thiago Mendonça que já tinha feito uma ótima atuação como Luciano em 2 FIlhos de Francisco e faz novamente um belíssimo trabalho, se não tem um roteiro perfeito em mãos, consegue fazer uma atuação que passa muito mais do que conseguir imitar fielmente os trejeitos e a voz de Russo, e sim consegue transpor em sua atuação uma lembrança verdadeira de Renato Russo. Uma atuação tão marcante que é quase impossível imaginar um outro ator vivendo Renato Russo em qualquer outro filme que seja sobre o músico.
Somos Tão Jovens segue à risca a cartilha das cinebiografias, divertido para os fanáticos por Renato por conhecerem mais sobre como foram criadas as suas composições, uma mediana introdução do mito para uma nova geração que não viveram o auge do músico, porém aqueles que entendem o valor atemporal de Renato Russo para a música, fica a certeza de que sua história merecia ser contada com uma maior profundidade.
Doctor Who – 7×14 – The Name of The Doctor
Uma construção narrativa perfeita e magnífica que em 14 episódios trouxe a história de Clara Oswald, a nova companheira que já entrou para a história de 50 anos de Doctor Who. A dócil e inexplicável companheira que teve e ainda terá muita importância na vida do Doutor, já que sem ela a história que conhecemos nunca aconteceria. Alguns fãs criticaram, exageradamente, essa temporada, só que novamente quase todos foram calados pela genialidade de Steven Moffat que criou uma trama perfeita de cair o queixo. Moffat é um escritor que escreve o começo já pensando no fim, foi assim nas outras temporadas e nesta novamente com Clara desde a sua participação no episódio de natal até agora na explicação da Garota Impossível. Após assistir The Name of The Doctor a minha vontade instantânea era assistir a temporada toda novamente já que agora sei como tudo aquilo começou e que começo!
Foi um episódio bastante complexo e se eu escrevesse sobre tudo que aconteceu iria ficar chato e longo demais, por isso preferi separar por partes.
O Mistério: Por causa de um criminoso e uma perigosa declaração sobre o Doutor, Madame Vastra decidiu fazer uma importante reunião no mundo dos sonhos onde é possível viajar no tempo com Jenny, Strax, Clara e a volta de River Song, mas a surpresa foi que era a versão dela era pós-biblioteca. Essa cena já foi hilária com Vastra chamando Clara de nova Companheira e River com um olhar maléfico ao ouvir isso e a Madame tendo que corrigir ao dizer ” Assistente”. O encontro no mundo dos sonhos, ótima ideia, foi a deixa para o surgimento do vilão ou melhor a volta.
A Grande Entidade: O vilão do episódio de natal retornou com novos e poderosos inimigos os Whisper Men desta vez aprisionando os amigos do Doutor, o obrigando a ir ao único lugar que o vigilante do tempo não poderia ir, o local onde está o seu caixão, Trenzalore. A Entidade em si teve pouca importância e serviu mais como ligação para a história de Clara com o Doutor ter uma explicação.
Trenzalore e o caixão do Doutor: “ ”Nos campos de Trenzalore, durante a queda do décimo primeiro, onde nenhuma criatura viva pode falar falsamente ou falhar ao responder, uma Pergunta será feita, uma pergunta que nunca deve ser respondida.” O local onde a última batalha do Doutor foi disputada e ele morreu, o seu caixão foi outra sacada sagaz ao ser a própria Tardis vazando e ficando ao contrário, o que quer dizer grande por fora e não por dentro. O local também tinha uma criação benfeita com lápides com tamanhos equivalentes a importância dos seus donos. Gostei de ver como o Doutor ficou mexido com o local e o medo em seu olhar o tempo todo, talvez pela possibilidade de encontrar com um certo homem…
O nome do Doutor é “Por favor”? Quando a Grande Entidade exigia que o Doutor falasse seu nome para a porta do seu caixão fosse aberta, o Doutor disse “Please/Por Favor” e a porta abriu! Na verdade foi a própria River Song que disse o nome Do Doutor, mas isso gerou inúmeras piadas na internet sobre o nome do Doutor ser “por favor”.
River Song: A volta de River Song já estava confirmada para este episódio há tempos, mas a surpresa foi ser a versão dela pós-biblioteca, o que é mais uma referência ao Décimo Doutor que estará no especial de 50 anos. Vale ressaltar que o Décimo quando colocou a memória da River na biblioteca não tinha ideia de quem ela era na verdade. O lado mais humano do Doutor foi visto quando ele disse que sempre conseguia ver River só que não queria contar para ela porque não queria ter uma despedida, já que sabe tanto do passado como do futuro da relação deles e por isso evitava uma despedida que acabou acontecendo em um belo beijo; um momento engraçado já que o Doutor era o único capaz de vê-la e a reação do trio Madame Vastra, Jenny e Strax foi muito engraçado. Diga-se de passagem o trio merece um prêmio pela ótima participação nesta temporada e juro que morri de medo que Jenny iria morrer, mas no final foi só um grande susto. River Song teve um até logo e claro que irá voltar em futuro seja com essa ou em outras versões, mas sobre isso é melhor não comentar afinal são …spoilers!
A Cicatriz do Doutor: A Grande Entidade queria entrar no corpo do Doutor morto que nada mais era do que uma cicatriz no tempo, uma grande energia com tudo que ele fez na história do universo. A Entidade queria entrar nesta cicatriz para existir em todos os tempos e para sempre, além de acabar com o Doutor que a derrotou. A cena da Entidade entrando na cicatriz aumentou ainda mais a dimensão da importância do Doutor, sem ele quase tudo seria diferente, mundos e pessoas não existiriam. Um mundo sem o Doutor seria um lugar frio e triste. Também vale mencionar que quando o Doutor apontou a screwdriver para a cicatriz foi possível ouvir uma frase de todos os Doutores.
Clara, a Garota Impossível: Como um fã eterno desta série eu declaro que já chorei na primeira cena com Clara encontrado os doutores do passado. Com o primeiro o ajudando a escolher a Tardis certa, o terceiro, o quarto, o quinto, o sexto, o sétimo, o oitavo e o décimo na discreta cena na Biblioteca do episódio Silence in Library que teria ligação com River. Clara disse no começo do episódio que sempre sabe quem é o doutor, afinal ela é “Clara Oswald. Eu nasci para salvar o Doutor”. O episódio bem escrito explicou como para salvar o Doutor e a história do universo, Clara entrou na cicatriz do Doutor e assim acabou se espalhando como ecos por diferentes épocas e assim desta maneira única e muito inteligente tem a lógica de como Clara tornou-se a Garota Impossível. Sempre é alto o preço para as companheiras e coloco que o de Clara foi um dos maiores. Tanto o Doutor como esta versão de Clara não tinham ainda passado pela experiência de Tranzelore e por isso não lembravam de como se conheceram, a clássica brincadeira da viagem do tempo.
O Décimo Primeiro Doutor: O Doutor viu mais uma companheira morrer para salvá-lo, tecnicamente essa foi a terceira vez que Clara deu a sua vida por algo relacionado ao protagonista e por isso o Doutor não poderia deixar isso acontecer e entrou na sua própria cicatriz no tempo para salvar Clara, na tocante cena dele dando a folha que seria a coisa mais importante na vida dela e a ligação para sempre lembrar da verdade. Lembram que quando o Doutor conheceu a atual Clara, ela disse que a folha tinha sido da primeira viagem dela? Moffat seu gênio!
John Hurt, O Doutor!: Claro que o troll do Moffat tinha que colocar algo no final para explodir nossas mentes e quando o Doutor resgata Clara os dois encontram com um homem interpretado pelo ator John Hurt e a companheira faz questão de ressaltar que ela nunca tinha vista essa versão do Doutor e o Décimo Primeiro explica que essa versão não é ele porque abandonou o nome Doutor e o próprio responde que fez isso porque não teve escolha e tomou essa atitude em nome da paz e da sanidade! Quem é este homem? Não vou ficar aqui discutindo todas as teorias, é impossível decidir mesmo depois de ler tantas ideias sobre o assunto e fico ainda em dúvida se é uma versão do passado ou do futuro.
Certo é que a resposta para a grande questão será dada no dia 23 de novembro quando será exibido o episódio com duas horas para celebrar os 50 anos de Doctor, com Clara, o Décimo Primeiro, John Hurt, Rose Tyler (Billie Piper) e sim o retorno mais aguardado do século do Décimo Doutor (David Tennant)!
Alguém me arranja uma Tardis porque eu quero ir logo para o dia do especial!
Nota da temporada:
Game Of Thrones – 3×08 – Second Sons
O que seria da vida antiga e das sociedades com reis sem os casamentos forçados criando famílias fracassadas seja na vida real ou na ficção como em Game of Thrones. O casamento de Tyrion com Sansa foi um momento marcante da série e também da verdadeira face do fracasso reinado de Joffrey e toda sua família.
O casamento dos dois de tão trágico tornou-se cômico diante de uma situação onde os noivos e todos ao seu redor estavam visualmente desconfortáveis. Tyrion voltou a ser o mesmo fanfarrão de sempre e foi através da bebida que conseguiu superar o fracasso do seu casamento que já começou com o mesquinho e infantil Joffrey provocando seu tio ao tirar o banco que traria mais altura para ele e virando assim piada para todo o reino, ainda depois ao irritá-lo uma nova vez ouviu uma resposta de Tyrion sobre a sexualidade do Rei, momento maravilhoso. Joffrey cada vez mais perdido com seu lado falso maléfico ao revelar para Sansa seus planos de estuprá-la. Tyrion e Sansa temerosos com o futuro que planejam para eles, principalmente Tywin que não irá sossegar e parar de incomodar Tyrion até que ele lhe de um neto com Sansa. Tyrion e Sansa serão cúmplices deste relacionamento já fadado a problemas com a não consumação na primeira noite, algo que Tyrion só fará ao ter certeza que é o desejo de Sansa disposta a nunca realizar o ato com seu marido, mas ambos terão que fazer isso pela pressão externa. No meio do casal e formando um trio, está Shae que com um sorriso perdoou um pouco Tyrion pelo casamento ao perceber que os dois recém-casados não tinha tido de verdade sua transa. Ainda falando em casamentos e vendo o futuro que a espera, Cersei cansou de fingir e mostrou sua verdadeira face de uma mulher rancorosa e cheia de ódio primeiro ameaçando Margaery acabando com o joguinho entre elas e depois grossa com seu futuro marido.
Enquanto os Lannisters caminham para um fracasso interno, a cada vez mais deslumbrante Daeneyers Targaryen continua sua ascensão em busca de mais aliados para sua guerra. Khalessi com sua força, beleza e dignidade conquista a todos aqueles que seguem um código de conduta, como Daario, mercenário capitão dos Second Sons que dão nome ao episódio. Impossível não olhar para Daario e ter uma lembrança de Drogo, ambos bastante parecidos fisicamente. Daario que afirma ter um código de conduta próprio e matou seus aliados porque eles queriam a morte de Khalessi. O encontro entre Khalessi e Daario foi um jogo de sedução e inteligência de ambos os lados, a jovem esperta ao seduzi-lo discretamente com sua nudez sem medo de mostrar seu corpo e Daario com um juramento de lealdade e de entregar os seus Seconds Sons para integrarem ao lado dos eunucos o exército cada vez mais poderosos de Khalessi. Ressalto que foi uma bela cena de nudez, sensual na medida certa e com um propósito para a trama.
Pequenas menções para as outras tramas do episódio, Gendry caiu como um patinho no papo e literalmente corpo de Melisandre que usará o sangue do jovem para as suas magias em favor de Stannis. Seguindo uma ideologia oposta, Davos tenta ainda sem sucesso acordar Stannis dos perigos de Melisandre e de fazer um ato cruel com o seu próprio sobrinho, mas Stannis não pode mais ser convencido a mudar de pensamento, tomou sua decisão final onde fará qualquer coisa para derrotar os Lannister’s. As outras duas passagens tiveram caminhos diferentes do esperado, o Cão de Caça mudando de lado e decidindo levar Arya para sua família, com o objetivo de conseguir dinheiro com isso. Já o final teve a grande surpresa da volta dos Caminhantes Brancos (adoro estes personagens) que representado por um deles foi em busca do flho de Gilly que foi salva em um ato raro de coragem de Sam ao matar a temerosa criatura.
Após mais um ótimo episódio Game of Thrones terá uma pequena pausa e retorna no dia 2 de junho com o penúltimo episódio da temporada.
Bates Motel – 1×10- Midnight (Season Finale)
Bates Motel não fez uma perfeita primeira temporada, teve alguns erros, precisa melhorar algumas coisas nos seus personagens e desenvolvimentos das tramas, só que fez a sua lição principal ao deixar o público curioso em saber como a trama seguirá depois dos eventos deste episódio.
Se a primeira temporada de Bates Motel teve uma lição principal foi de desmistificar a imagem de monstro de Norma Bates, muito pela belíssima e segura atuação de Vera Farmiga. A série revelou uma imagem totalmente diferente do que se esperava da personagem, sim bastante carente e tendo um amor estranho pelo seu filho Norman, mas que se torna justificável na revelação do lado sociopata dele e que fica bem mais lógico com o agora conhecimento do passado dela. Norma sofreu desde os treze anos com os abusos sexuais do seu próprio irmão e ironicamente para protegê-lo preferiu não revelar a verdade para os seus pais, principalmente de seu pai porque saberia que ele seria capaz de matar seu próprio filho. Norma foi traumautizada por este ato e muito por isso tem essa relação obsessiva com seu filho, o que também ajudou a entender a reação ao ser estuprada por Keith. O abraço sincero entre mãe e filho após a revelação do sombrio passado dela foi uma das mais bonitas cenas da série e talvez um dos motivos para o que viria acontecer no fim do episódio.
Esse passado e os problemas de Norman também aumentaram a expectativa para ver como também ficará Dylan nesta história. O irmão mais velho inicialmente parecia querer distância da sua família, só que diante dos trágicos eventos recentes se aproximou de Norma, a quem agora já chama de mãe e revelou a verdade sobre o seu trabalho com a maconha, além da engraçada cena dele a ensinando a usar a arma. Este lado mais cômico de Norma precisa ser melhor desenvolvido e menos intenso, muitas vezes parece forçado demais e a personagem perde um pouco do seu impacto com o humor forte demais. O que pode atrapalhar muito essa relação familiar estável é o relacionamento de Norman com Dylan por causa da Bradley, a jovem insuportável que veio só para trazer problemas para todos os homens da cidade. Norman ficou com ciúmes do seu irmão e com seu comportamento sociopata dificilmente irá lidar bem com um possível relacionamento entre seu irmão e a menina que ele gosta.
Norman ficou obcecado por Bradley desde a primeira transa deles, a garota realmente o encantou e agora está perdidamente apaixonado, o que só trouxe problema para ele e deverá trazer muitos outros com Dylan e também Emma. A doce personagem que estava linda para ir ao baile e com seu jeito ingênuo achando que poderia fazer Norman acordar que ela era a garota certa para ele, só que após mais uma rejeição, Emma parece ter finalmente desistido dele. Além do fora de Emma, Norman teve que ainda levar um soco do namorado de Bradley para ele ficar longe dela e ainda diz que Norman aproveitou o momento da morte do pai dela para se dar bem! Parece que os homens da cidade não perceberam a falsidade e os jogos criados por Bradley que com sua imagem de falsa santa usa a todos para o seu bem próprio.
Desde o episódio passado ficou evidente uma tensão sexual entre Norman e a professora Watson que numa mistura de amor materno, carência e atração fisicamente tentou disfarçar fracamente que sentia algo pelo jovem, a cena dele flagrando ela discutindo com alguém no celular, só serviu para aumentar essa tensão que chegou ao limite ao ela encontrar Norma na chuva e machucado e levá-lo para casa. Só uma pessoa muito sem malícia não ia achar que a Sra. Watson deixar a porta aberta enquanto trocava de roupa não era um convite para Norman que inesperadamente teve um dos seus episódios psicóticos. A voz dentro da louca cabeça de Norman veio novamente através da imagem de sua mãe, reparem na roupa bem estranha e antiga que ela usava, que dizia que a Sra. Watson estava o seduzindo e “ele sabia o que tinha que fazer”. O sorriso maléfico de Norman ao receber a “ordem” de sua mãe foi o bastante para saber como a cena iria terminar.
Norman Bates que acabou sendo ofuscado na primeira temporada pela personagem de Norma, uma personagem mais amadurecida, muito também pela muitas vezes caricata atuação de Freddie Highmore que ainda está muito inseguro no papel, mas por exemplo neste episódio deu sinais de que com o tempo pode chegar a atuação certa para o papel.
A morte de Keith no início da temporada foi o fio condutor do enredo principal que aparentemente foi finalizado em partes nesta temporada. Jake, o morador do quarto 9, deu um ultimato para Norma porque acreditava que ela estava em posse do dinheiro escondido por Shelby, só que tanto o misterioso homem como Norma não suspeitavam da verdade. O xerife Romero foi um personagem que parecia um coadjuvante normal e foi crescendo na metade da temporada e agora se torna peça principal para o desenvolvimento da trama. Dos personagens criados para a série Romero parece o melhor, um clássico xerife que inicialmente aparentava ser um dos bandidos só que ao matar Jake e jogar o dinheiro fora prova que na verdade só quer proteger a sua cidade a todo custo. A atrapalhada Norma quase o matou sem entender o que ele faria com Jake, só que o Xerife não deixou dúvidas de que pode ser uma pessoa confiável até alguém fazer algo contra sua cidade.
Enquanto Norma acreditava que agora daqui em diante tudo iria ficar bem e ia levar seu filho para juntos acenderam uma fogueira, é revelado o corpo da professora morta com a garganta cortada, mais uma vítima de Bates e caso que deve ser o enredo inicial da segunda temporada, com a reação de todos, o próprio Norman, Norma, inclusive Romero, ao saber da morte da professora. Lembrando que a nova temporada tem estreia prevista somente para o primeiro semestres de 2014.
Nota da temporada:












