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Crítica: O Garoto da Casa ao Lado

O Garoto da Casa ao Lado-3Depois de estrelar Nunca Mais (2002) a atriz e cantora Jennifer Lopez volta a protagonizar uma história onde interpreta uma mulher que precisa fugir de um homem possessivo agora em O Garoto da Casa ao Lado.

Lopez vive Claire, uma professora de literatura e mãe de um adolescente que vive um momento de crise em seu casamento após descobrir que seu marido (John Corbett, de United States of Tara) a traiu. Carente e solitária Claire acaba se interessando pelo seu vizinho Noah (Ryan Guzman, de Ela Dança, Eu Danço 4), um sedutor e aparentemente perfeito jovem de 20 anos pouco anos, que começa a se aproximar de Claire e seu filho, uma relação que irá mudar a vida de Claire para sempre.

Boy Next Door, TheEsse tipo de premissa já foi usada milhares de vezes no cinema, inclusive no péssimo Nunca Mais, estrelado pela própria Lopez, que até se torna um filme melhor se for comparado a O Garoto da Casa ao Lado. O longa é dirigido pelo experiente Rob Cohen (Velozes e Furiosos, Triplo X) que faz uma direção robótica e sem personalidade alguma, incapaz de ir além dos clichês do gênero e ainda é prejudicado por efeitos especiais precários, incluindo uma cena de um acidente de automóvel que beira ao amadorismo e uma última cena que parece ter sido retirada de um dos filmes da franquia Jogos Mortais.

O roteiro da estreante Barbara Curry é trash e beira ao pornô soft, especialmente em seu primeiro ato, os diálogos são vergonhosos e incluem cômicas citações literárias que ficam ainda mais forçadas por serem ditas por Guzman e Lopez, já que um óculos não é o bastante para fazer com que a atriz passe por uma mulher intelectual. Mesmo em um elenco onde todos estão péssimos, Jennifer Lopez consegue fazer a pior atuação de todos, Lopez ainda insiste em ser levada a séria como uma atriz, mas seu talento como atriz é ainda menor do seu como, uma pífia, cantora. sua falta de química com Guzman piora ainda mais a história.

O Garoto da Casa ao Lado-1

Apesar de uma caricata atuação, Guzman até convence como o homem possessivo e em certo momentos diverte diante das absurdas atitudes do seu personagem, uma história que realmente fará o público rir de tão absurda e que não tem nenhuma preocupação em ser realista. A melhor cena tanto de Lopez como de Guzman é a da transa de seus personagens, onde o filme abraça o seu lado pornô soft com Lopez mostrando suas conhecidas curvas e Guzman o seu peitoral.

Muitos telefilmes atuais e até produções amadoras conseguem ser superiores em tudo a O Garoto da Casa ao Lado, um desperdício de dinheiro para quem fez o filme e para quem tiver a coragem e o desprazer de assisti-lo.

meio

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Crítica: Cinderela

Cinderela-1Chegou a vez de Cinderela entrar na interminável lista da Disney de adaptações em live-action de suas clássicas fábulas, uma adaptação que mantém uma certa fidelidade a obra original e que traz de volta o estilo clássico das produções da Disney.

Cinderela não repete o mesmo estilo de Alice no País das Maravilhas e Malévola que trouxeram algo novo para as clássicas fábulas e tinham até uma certa ousadia nas mudanças feitas nas histórias originais e em suas mensagens. Uma das poucas diferenças entre a animação original lançada em 1950 e essa nova versão é a opção de não colocar as clássicas canções na história, o que faz com que o filme perca parte do seu encanto, mas o deixa menos cansativo para os adultos.

Cinderela-2O roteiro de Chris Weitz faz algumas mudanças na história original que podem desagradar  os fãs mais xiitas, mas que ajudam a dar mais realismo e lógico para a ligação entre Cinderela (Lily James) e o Príncipe (Richard Madden), a relação do futuro casal ganha mais profundidade, especialmente com duas cenas que aproximam mais os personagens e também ajudam a aumentar a duração do filme. Repetindo o seu tradicional estilo shakespeariano, o bom diretor Kenneth Branagh (Thor) não se esforça muito e faz apenas um tradicional conto de fadas, bastante colorido e lindos aos olhos, com belíssimos figurinos, talvez a melhor qualidade desta adaptação.

Lily James (Downton Abbey) tem a beleza e o jeito delicado necessários para interpretar a Cinderela, uma personagem doce e que é gentil até na hora de se vingar de sua madrasta (Cate Blanchett) e suas filhas (Sophie McShera e Holiday Grainger). Richard Madden (Game of Thrones) também tem o padrão físico para ser uma versão moderna do príncipe e repete os valores da protagonista, um casal exemplar e perfeito para ser admirado pelas crianças. As veteranas Cate Blanchett, como a madrasta malvada, e Helena Bonham Carter, como a fada madrinha, se destacam e encantam mais do que o casal principal. Blanchett está ótima como a elegante e maldosa madrasta que esbanja carisma e prende atenção do público quando está em cena. Bonham Carter faz rir como a fada madrinha que nesta versão é mais atrapalhada e falastrona, a clássica cena da transformação da Cinderela ganha nesta adaptação um tom mais escrachado e cômico.

Cinderela-3Cinderela não é moderna como a Elsa de Frozen, é uma mocinha tradicional que repete em um número incontáveis de vezes a mensagem de que é preciso ter coragem e ser gentil, praticamente um processo de lavagem cerebral para as crianças. Cinderela não deixa de ser um passo para trás na necessária evolução que a Disney estava apresentando nos seu últimos filmes.

tres

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Chicago PD – 2X17 – Say Her Real Name

Chicago P.D.Após um mês de folga Chicago PD retornou com um episódio que colocou Ruzek como protagonista da história e da investigação sobre o assassinato de uma garota.

Antes de qualquer coisa preciso comentar sobre aquele ridículo corte de cabelo do Ruzek para parecer mais jovem e moderninho, Ruzek está cada vez mais se especializando em operações onde precisa se infiltrar e criar disfarces. Ruzek jamais traria Burgess, apenas deu corda para a paquera da garota para manter o seu disfarce, esse curto momento entre os dois já foi o bastante para mostrar o impacto que foi para Ruzek ver garota ser assassinada na frente dele e do Al, o maconheiro resfriado. O ápice da investigação foi quando Voight e a equipe pegaram o político latino para fazer um passeio por Chicago, o acordo que Voight e político fizeram foi genial, nem mesmo o FBI é capaz de mandar em Voight que manda em Chicago. Todos os integrantes da equipe tiveram papéis importantes na solução do caso, passando por Antonio com seus contatos até o novato e atrapalhado do Mouse, a conversa dele com Lindsay foi ótima.

A jovem morreu por acreditar demais em uma causa e na minha maneira de pensar não deveria ter aceitado desde o o começo a ideia de transar com o político latino, acabou sendo vítima de um jovem que esqueceu completamente do objetivo do grupo e quis apenas ganhar uma grana extorquindo o político. Ruzek poderia ter batido muito mais no rapaz que matou a moça, mas preferiu torturá-lo psicologicamente e conseguiu fazer com que confessasse o crime. Burgess entendeu que Ruzek estava apenas fazendo o seu trabalho e foi um belo gesto da parte dela incentivá-lo a ir a homenagem para garota, Ruzek não pode ficar pensando no que poderia ter feito se tivesse chegado alguns minutos antes de a jovem ser jogada do prédio, Ruzek deve ficar com a consciência tranquila por ter feito justiça.

Will, irmão de Halstead, surgiu do meio do nada e chegou pregando uma hilária pegadinha na Platt que achou que iria morrer por causa de uma mísera alergia. Will acabou sendo obrigado a contar para Halstead o real motivo do seu retorno a Nova York, aposto que Will está envolvido em alguma coisa séria e precisa da ajuda de Halstead para resolver esse problema. Mais um momento fofo entre Halstead e Erin que precisam ficar juntos!

Nunca imaginei que algo pudesse acontecer entre Voight e Olivia, de Law & Order: SVU; Olivia foi direta e mandou uma bebida para conquistar o sargento, tomara que Voight não se faça de durão e e aproveite essa chance de ficar com uma mulher linda e espetacular em sua profissão. A atriz Sophia Bush anunciou em seu Instagram que Chicago Fire e SVU vão ter um novo episódio crossover, o que pode ser uma nova oportunidade para Voight rever Olivia.

Comentário Extra:

Não entendi o sumiço de Atwater neste episódio, só que sinceramente o personagem não fez falta alguma.

tres

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Arrow – 3×17 – Suicidal Tendencies

xgreetings-arrow-s3e17.jpg.pagespeed.ic.xa9uexirvr3PRN0EVvKxUm regular episódio que teve dois enredos com muita ação e que novamente debateu a velha questão sobre ser ou não possível um herói ter uma vida normal.

A melhor parte do episódio foi o seu começo com o casamento de Diggle e Lyla. Boas risadas com Oliver acreditando que tinha chegado adiantado, mas na verdade estava atrasado, provando ser um péssimo padrinho, agora Diggle vai ter que colocar Oliver nas fotos dos padrinhos através do photoshop! Cômico e embaraçoso o encontro de Oliver com Felicity (linda demais) e Ray, foi sensacional a ameaça discreta que Diggle fez para Ray cuidar bem de Felicity e foi hilária a reação de Oliver ao ver Ray assumindo o papel de padre no casamento, Felicity tinha que ter pegado o buquê! É claro que alguma coisa tinha que acontecer para acabar com a festa, desta vez Ra’s Al Ghul que continua com seu plano de persuasão para forçar Oliver a aceitar o seu convite; enquanto Diggle e Lyla tiveram que adiar a sua lua de mel e foram obrigados a reunir o Esquadrão Suicida para salvar a vida de um senador americano que tinha sido sequestrado. .

O Esquadrão Suicida é um grupo muito especial e diferente por essa sua mistura de heróis e vilões sendo obrigados a trabalharem juntos e o time ganhou um toque de humor com a introdução da Cúpido e seu comportamento obsessivo, ri com ela se apaixonando por Deadshot depois ter sua vida salva por ele. A dinâmica do grupo funcionou muito bem e foi excelente a opção de colocar uma tradicional missão de resgate. Como sou um leitor das HQ’s da DC já conhecia o senador Joseph Cray e por isso não fiquei tão surpreso com a virada de que o senador estava por de trás do sequestro, o que não diminui o impacto dele ter feito tudo isso para virar um herói e sonhando em ser um dia eleito presidente dos EUA!

Até que enfim o flashback foi usado para um bom propósito! Deadshot tem uma história muito rica e que foi bem aproveitada neste episódio, os flashbacks ajudaram a entender os motivos que levaram Deadshot a perder parte de sua humanidade, para Deadshot o amor é uma bala no cérebro! Deadshot teve uma bela jornada em Arrow, passou de vilão para um herói de verdade, sacrificou a sua vida para salvar a dos reféns, mas não conseguiu ser reconhecido por isso, adorei a reviravolta final com o Senador saindo como o herói e o Deadshot como o vilão! Não acredito que o Deadshot tenha morrido na explosão, mas sim ficou gravemente ferido, o que seria o gancho perfeito para o personagem aparecer em um futuro episódio já usando seu o traje completo, igual ao dos quadrinhos, para esconder as cicatrizes que ganhou após a explosão. O que aconteceu com Deadshot fez com Diggle e Lyla repensassem se vale a pena continuar nesta perigosa vida agora que são pais de uma menina. Fiquei surpreso com a decisão de Lyla de pedir demissão e aceitar que Diggle continuasse trabalhando com o Arqueiro, mas duvido que ela vai conseguir ficar muito tempo afastada da ação e acredito que Diggle ainda está em duvida se deve ou não continuar no  time Arrow.

Essa pequena participação do Esquadrão Suicida foi melhor do que toda essa  fraca história criada para Oliver nesta temporada, essa sua disputa com a Liga dos Assassinos está pecando pela falta de emoção e também está ficando enfadonha essas idas e vindas dele e de Felicity, história que ficou ainda pior com a introdução de Ray. Brandon Routh pode até ser charmoso, mas é um péssimo ator, incapaz de passar as emoções do seu personagem, não consigo acreditar neste desejo de Ray por justiça e de vingança pela morte de sua esposa. Pior ainda essa é versão ridícula do Átomo que parece uma cópia paraguaia do Homem de Ferro com aquela tosca arma que atira raios!!! Adorei como todos colocaram Ray no seu devido lugar, tanto Felicity como Laurel, que ganhou uma nova e empolgada treinadora, mostraram que Ray não seria capaz de provar que Oliver é o Arqueiro, o burro do Ray deveria ter ido conversar com o Lance que voltou a odiar o Arqueiro e poderia ajudá-lo a literalmente desmascarar Oliver.

Roy deve ter mudado de opinião sobre achar legal armadura de Ray depois de ser eletrocutado por ele! Foi cômico ver Ray se achando o cara, voando e atirando raios e depois ser derrubado por Oliver que precisou de apenas uma bombinha para fazer isso! Oliver destruiu o ego de Ray e mostrou ainda mais sua superioridade ao não matá-lo, Ray teve ainda que precisa provar para Felicity que merece estar ao lado dela. Felicity ficou orgulhosa por ver Oliver ter provndo para Ray que estava certa sobre ele e entendeu que Oliver queria apenas evitar que Felicity o trocasse por um homem que estava seguindo pelo mesmo caminho sombrio e solitário que ele.

O que passa na cabeça de Maseo! Não consigo entender as atitudes de Maseo, em um episódio ele salva a vida de Oliver e em outro destrói a vida e imagem do Arqueiro ao matar a prefeita de Starling City e ainda apontou uma flecha para Felicity, mas é claro que ela não vai morrer; assumo que tstou curioso para saber o que levou Maseo a desistir de sua família e entrar para a Liga dos Assassinos. Oliver pode até ter ganhando mais um parceiro com Ray, mas terá muito trabalho tanto para provar sua inocência, como para acabar com o planos de Ra’s.

tres_e_meio

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iZombie – 1×02 – Brother, Can You Spare a Brain?

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iZombie apresentou um segundo episódio ainda mais atraente e divertido do que o anterior e superando o piloto em alguns quesitos, com mais maturidade na parte dramática.

Sou totalmente a favor dos casos da semana ter uma pegada mais voltada para o humor como aconteceu neste episódio com o hilário crime do pintor que foi assassinado! Liv adquiriu do pintor não só o seu talento artístico, mas o seu comportamento apaixonado, latino e bastante safado; foram hilárias as cenas de Liv descrevendo de forma estranha os rostos das pessoas, pintando e flertando com a amante do pintor e com todo mundo que passava na frente dela! Rose Mclver mostrou não somente um controle maior sobre sua personagem, mais uma versatilidade em geral, já que Liv lhe dará a oportunidade de semanalmente reinventar a sua atuação graças aos traços das personalidades adquiridas. Mclver deu um show neste episódio, o olhar dela para o corpo da amante do pintor foi sensacional, desculpe leitoras do blog, mas em respeito ao público masculino preciso comentar que Liv é uma zumbi sexy e com um belo corpo!

Clive ainda parece um pouco forçado com seu estilo detetive falastrão, até Liv está mais preocupada sobre a mentira dela ser uma médium do que o próprio Clive que apenas quer a ajuda dela para solucionar os casos. A química do trio Liv, Ravi e Clive melhorou bastante, especialmente na cena da descoberta sobre a identidade do assassino; apesar de todas as reviravoltas no caso, Liv não acertou a identidade do culpado pelo crime e foi engraçada a maneira que Ravi cortou o momento da eminente revelação sobre a identidade do assassino para explicar sua nova teoria sobre a altura do assassino. O roteiro soube brincar com o velho clichê de que a esposa é sempre a culpada, Clive no fim estava certo tanto sobre a esposa e como na prática nenhuma mulher aceitaria conviver pacificamente com as amantes do seu marido.

É interessante a maneira versátil que as memórias e personalidades adquiridas por Liv estão sendo usada na trama, sendo importantes tanto para o caso da semana e para trazer humor, mas também para passar mensagens positivas e ajudar Liv amadurecer e aceitar seu novo estado físico. Apesar do texto ter usado alguns velhos clichês, o texto conseguiu passar a ideia de que Liv precisa, mesmo morta, aproveitar ao máximo sua vida. Por mais que ainda goste de Liv, o Major não poderia simplesmente aceitar que agora Liv quer ficar com ele depois de o ignorar por seis meses! Liv tomou um merecido fora para aprender que não pode ficar mudando de ideia toda hora, acho ótima essa opção de que Liv terá que correr atrás de Major. O único elemento que não melhorou entre o piloto e este segundo episódio foi a relação de Liv com Peyton, ainda acho a colega de quarto de Liv chata demais e sem utilidade na trama.

Uma acertada decisão escalar David Anders para viver o Blaine, o Zumbi 2, o ator é conhecido pelo seu talento para viver vilões e soube criar a dualidade que o seu personagem necessita, Blaine tenta fingir ser do bem para Liv, mas é um verdadeiro monstro! A melhor cena do episódio foi Blaine levantando da maca no necrotério e surpreendendo Liv que estava a sua procura; boas risadas com os dois discutindo a vida como zumbis e Liv o ensinando usar a expressão “modo zumbi completo”, na prática Blaine sabe muito bem usar o seu modo zumbi completo, foi deliciosamente nojenta a cena em que ele matou os caras no carro.

Por maior que Blaine tenha criado um disfarce quase perfeito de bom zumbi falhou no seu objetivo de conquistar a confiança de Liv que não é do tipo mocinha burra e desconfia que ele está escondendo algo. Simplesmente genial e diabólico o plano de Blaine de criar o Time Z! Blaine continua pensando como um traficante e criou um clube de zumbis controlados por ele, já que além de transformar as pessoas é também o responsável por oferecer a alimentação dos zumbis, claro que ele cobra um alto preço pelos cérebros! Ocasionalmente o plano de Blaine será descoberto por Liv e estou curioso para descobrir como será essa luta entre os zumbis!

quatro

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The Flash – 1×16 – Rogue Time

Rogue TimeUsar o artifício da viagem do tempo é algo arriscado e que precisa ser trabalhado com muito cuidado para evitar que a história fique complexa demais e não fazer com que o seu público se sinta enganado por ver algo e descobrir que isso não serviu para nada. Em sua primeira trama oficial sobre viagem do tempo The Flash ultrapassar de forma regular estes dois desafios.

Por mais que Wells tenha avisado Barry do perigo de mexer com o tempo, Barry acreditou que tinha controle sobre o tempo por saber o que iria acontecer no futuro, mas ao prender Mardon acabou destruindo o futuro que conhecia e criando uma nova e mais problemática linha do tempo. Depois da revelação da semana passada sobre Wells foi interessante vê-lo com medo que as atitudes de Barry tivessem mudado o seu futuro, o que não aconteceu, mas isso ainda pode acontecer.

Barry se livrou do Mago do Tempo, mas teve que enfrentar um desafio ainda maior com a Galeria de Vilões que ganhou o reforço de Lisa, a irmã de Snart que com ajuda dela e do sempre insano Mick desejava derrotar a máfia local e tomar o controle da cidade. Gostei bastante da introdução de Lisa que tem uma personalidade oposta a de seu irmão, se Snart é frio e calculista, Lisa é mais espontânea e maluca. Odiei a ideia de dar a ela como poder uma tosca arma que atira ouro, apenas repetindo o que já tinha sido feito com Mick e Snart, isso diminuiu bastante o valor da personagem e fez com que ela ficasse ridícula. Nos quadrinhos em sua versão clássica Lisa uo codinome de Patinadora Dourada e utilizar seus patins como arma, recentemente ganhou uma versão na qual tem poderes de voar e de se projetar pelo astral, mas sinceramente até essa versão Patinadora era melhor do que essa ridícula arma que parecia atirar glitter!

Cisco não descobriu a verdade sobre Wells e não foi morto por ele, mas não teve vida fácil nesta nova linha temporal. Cisco acabou indo na festa de aniversário do seu irmão Dante, achei boba a história da rivalidade entre eles, não vi motivos para os pais amarem tanto Dante, sendo que o filho de ouro e bem-sucedido é o Cisco. A cada episódio Cisco torna-se um personagem mais denso e foi um momento marcante em sua história ter que escolher entre revelar a identidade do Flash ou salvar a vida de seu irmão. A série está aos poucos criando uma atraente rivalidade entre Barry e a Galeria de Vilões, admiro bastante essa versão de Snart que é muito inteligente e colocou Barry em uma situação onde o vilão está com a vantagem por saber a real identidade do Flash. Barry evitou algumas mortes ao voltar no tempo, mas acabou com isso prejudicando a sua identidade secreta e foi obrigado a fazer um acordo de trégua entre ele e Snart, mas o Capitão Frio dificilmente vai deixar de usar essa importante informação e Barry sempre terá que pensar duas vezes ao fazer algo contra a Galeria dos Vilões.

A cena principal deste episódio foi novamente entre Wells e Cisco, pensei que o pior iria acontecer novamente quando o doutor levou o jovem para a frente da máquina, mas aqui a situação tomou um rumo inverso do que aconteceu na outra linha temporal. Wells novamente declarou seu amor por Cisco e que o considera como um filho, mas fez isso para ajudar Cisco a reconquistar a sua confiança e cara de pau do Wells usou a mentira da falsa fuga do Flash Reverso para mostrar que até ele comete erros. Nesta nova linha temporal Wells e Cisco acabaram ainda mais unidos e Cisco agora confia ainda mais no falso do Wells.

Barry terminou com Linda por acreditar que Iris acabaria declarando seu amor por ele, mas ao prender Mardon também interrompeu a série de eventos que levaria Iris a fazer isso. Barry jogou fora a chance que tinha de ficar com Iris, ainda levou um novo fora dela e um belo soco de Eddie, um preço alto para Barry aprender a não mexer com o tempo. Barry foi salvo por Caitlin que inventou uma história bizarra para explicar as estranhas atitudes dele; não entendi o que levou Caitlin a fazer isso, já que ela não sabe sobre a história da viagem do tempo e talvez tenha feito isso com um ato de amizade e preocupação com Barry, a fofa cena dele agradecendo a ajuda de Caitlin só aumenta a minha torcida para que eles fiquem juntos.

Para piorar ainda mais a história, Barry acabou evitando que Simon contasse para Iris sobre a sua suspeita sobre Wells! Cisco não morreu, mas de qualquer maneira Wells acabou tirando a vida de uma pessoa, nesta linha temporada foi a de Simmons e desta maneira impediu que a “história do século” fosse publicada, mesmo ela não sendo importante para o seu século. A reviravolta e a maior mudança feita pela viagem do tempo foi que o sumiço de Simon fez com que Barry finalmente começasse a desconfiar sobre Wells! Sempre achei mais lógico Barry ser aquele que precisa provar para os outros que Wells não é uma boa pessoa, o aluno se virando contra o professor, para isso terá a ajuda de Joe que foi o primeiro a desconfiar de Wells. Isso consequentemente deve levar ao conhecido confronto entre Barry e Wells e a tentativa do Flash de salvar a vida de sua mãe, algo que pode ocasionar na morte de mais pessoas, algo que o próprio Wells avisou Barry.

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Agents of S.H.I.E.L.D. – 2X14 – Love in the Time of Hydra

CLARK GREGG, IAIN DE CAESTECKERO amor em tempos de guerra é sempre algo triste e complicado, amigos se tornam inimigos e vice-versa, além do surgimento de alianças inesperadas acontecem como a de Ward e a agente 33!

A melhor parte deste episódio foi a de Ward e a agente 33, um casal bem atípico e formado por duas pessoas com sérios problemas de caráter. Bizarra a cena da agente 33 tentando seduzir o Ward usando o rosto da Skye e a voz da May, o que mexeu com Ward que pode até saber que Skye não o ama, mas isso não mudou o que ele sente por ela. O sociopata Ward usou seu charme para conquistar a confiança da agente 33, sabe como enganar as pessoas dizendo exatamente o que elas querem ouvir, como ao mentir para agente 33 sobre sua reconciliação com sua família. Ward não ajudou de graça a agente 33 a recuperar o seu antigo rosto, provavelmente quer conquistar a confiança dela e precisa dela para usá-la no seu próprio plano.

A busca de Ward e a agente 33 pelo antigo rosto dela foi excelente e a dupla conseguiu invadir facilmente, até demais, a base do Talbot! Apesar de atualmente ter uma história mais séria, Agents of SHIELD não pode perder seu humor que reapareceu na engraçadíssima parte com Talbot interrogando as mulheres para achar a 33 e até apontou uma arma para sua própria esposa! Talbot e o exército realmente precisam da ajuda de Coulson e da SHIELD, já que não conseguiram evitar que Ward e agente 33 capturassem Backshi. Apesar de ter gostado desta fase onde a atriz Ming-Na Wen teve um duplo papel na história, gosto da opção da agente 33 voltar a sua real identidade como Kara, agora com esse seu assustador rosto deformado. Ward e Kara formam um tradicional casal de vilões, o sociopata e a maluca deformada que vão se divertir ao torturar Bakshi com seu próprio remédio.

Skye está muito mais para Bruce Banner/Hulk do que para o Capitão América! Essa curiosa analogia feita na discussão entre Simmons e Fiz resume bem a história de Skye atualmente, gostei também da referência a tentativa de suicídio de Bruce Banner que mostra bem este conflito que Skye também vive de ter que lutar contra uma força que existe dentro de si. Por mais que relutasse Coulson sabia desde o começo que a única solução sobre o problema da Skye era afastá-la da equipe; outra boa analogia foi feita por Coulson ao contar a história da origem do seu carro Lola, o que ele quis dizer foi que, diferentemente de May, acredita que a antiga Skye ainda existe e que a mudança de Skye foi apenas exterior, mas isso não muda verdade que Skye sofreu uma grande mudança, assim como Lola agora pode voar, Skye é capaz de criar enormes terremotos.

A história de Skye e de Bruce Banner ficou ainda mais parecida com a decisão de Coulson de isola-la na casa secreta de Nick Fury, esse período de isolamento será uma oportunidade para Skye aprender a usar e controlar os seus poderes. Como previ no review anterior, Simmons criou uma luva especial para ajudar Skye a controlar melhor seus poderes, a luva também é um passo para Skye/Daisy ficar mais parecida com a sua versão Inumana dos quadrinhos. Ainda sobre Simmons, amei quando Fitz disse que na verdade Simmons está apenas com medo das mudanças que estão acontecendo e que a pior de todas é relacionada a própria Simmons que mudou para pior, espero que isso faça com que Simmons comece a mudar a sua postura e realmente ajude Skye a voltar para equipe.

A verdadeira SHIELD foi finalmente revelada! Uma estreia triunfal de Edward James Olmos (Battlestar Galactica) como o Robert Gonzales ao lado do seu time formado Mack, Bobbi, Tomás Calderon (o ótimo Kirk Acevedo) que já mostrou ser sarcástico e nervosinho e a agente Weaver, sendo que a última já tinha aparecido na série na primeira temporada. Um grupo que tem uma visão mais antiquada e militar, nunca gostaram de Nick Fury e muito menos de Coulson, não aprovam as atitudes de Coulson e por isso querem tirá-lo do poder. Gostei bastante da ideia de Gonzalez ter uma ligação com Isabelle (Lucy Lawless) e a morte dela ser mais um motivo para aumentar o ódio que ele sente por Coulson.

Voltando a questão no amor em tempos de Hydra, Gonzalez foi inocente de acreditar que Bobbi seria capaz de separar a sua missão do seu amor por Hunter que foi o mais sábio ao ponderar que ambos os lados têm bons argumentos, mas que Coulson não merece ser expulso do seu posto. Bobbi na verdade não se esforçou para evitar que Hunter escapasse, exatamente por isso assumiu a missão de parar Coulson antes que Hunter conte para todos a verdade, espero que no momento certo Bobbi acorde e mude de lado. Finalmente May e Coulson perceberam que Mack está mentindo e estão de olho nele, só que ainda precisam descobrir que Bobbi é também uma espiã.

Estou bastante curioso e empolgado para ver que rumo essa história vai tomar com os membros da SHIELD brigando entre si e qual será o papel de Skye nesta luta.

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