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Crítica: Cinderela

Cinderela-1Chegou a vez de Cinderela entrar na interminável lista da Disney de adaptações em live-action de suas clássicas fábulas, uma adaptação que mantém uma certa fidelidade a obra original e que traz de volta o estilo clássico das produções da Disney.

Cinderela não repete o mesmo estilo de Alice no País das Maravilhas e Malévola que trouxeram algo novo para as clássicas fábulas e tinham até uma certa ousadia nas mudanças feitas nas histórias originais e em suas mensagens. Uma das poucas diferenças entre a animação original lançada em 1950 e essa nova versão é a opção de não colocar as clássicas canções na história, o que faz com que o filme perca parte do seu encanto, mas o deixa menos cansativo para os adultos.

Cinderela-2O roteiro de Chris Weitz faz algumas mudanças na história original que podem desagradar  os fãs mais xiitas, mas que ajudam a dar mais realismo e lógico para a ligação entre Cinderela (Lily James) e o Príncipe (Richard Madden), a relação do futuro casal ganha mais profundidade, especialmente com duas cenas que aproximam mais os personagens e também ajudam a aumentar a duração do filme. Repetindo o seu tradicional estilo shakespeariano, o bom diretor Kenneth Branagh (Thor) não se esforça muito e faz apenas um tradicional conto de fadas, bastante colorido e lindos aos olhos, com belíssimos figurinos, talvez a melhor qualidade desta adaptação.

Lily James (Downton Abbey) tem a beleza e o jeito delicado necessários para interpretar a Cinderela, uma personagem doce e que é gentil até na hora de se vingar de sua madrasta (Cate Blanchett) e suas filhas (Sophie McShera e Holiday Grainger). Richard Madden (Game of Thrones) também tem o padrão físico para ser uma versão moderna do príncipe e repete os valores da protagonista, um casal exemplar e perfeito para ser admirado pelas crianças. As veteranas Cate Blanchett, como a madrasta malvada, e Helena Bonham Carter, como a fada madrinha, se destacam e encantam mais do que o casal principal. Blanchett está ótima como a elegante e maldosa madrasta que esbanja carisma e prende atenção do público quando está em cena. Bonham Carter faz rir como a fada madrinha que nesta versão é mais atrapalhada e falastrona, a clássica cena da transformação da Cinderela ganha nesta adaptação um tom mais escrachado e cômico.

Cinderela-3Cinderela não é moderna como a Elsa de Frozen, é uma mocinha tradicional que repete em um número incontáveis de vezes a mensagem de que é preciso ter coragem e ser gentil, praticamente um processo de lavagem cerebral para as crianças. Cinderela não deixa de ser um passo para trás na necessária evolução que a Disney estava apresentando nos seu últimos filmes.

tres

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Chicago PD – 2X17 – Say Her Real Name

Chicago P.D.Após um mês de folga Chicago PD retornou com um episódio que colocou Ruzek como protagonista da história e da investigação sobre o assassinato de uma garota.

Antes de qualquer coisa preciso comentar sobre aquele ridículo corte de cabelo do Ruzek para parecer mais jovem e moderninho, Ruzek está cada vez mais se especializando em operações onde precisa se infiltrar e criar disfarces. Ruzek jamais traria Burgess, apenas deu corda para a paquera da garota para manter o seu disfarce, esse curto momento entre os dois já foi o bastante para mostrar o impacto que foi para Ruzek ver garota ser assassinada na frente dele e do Al, o maconheiro resfriado. O ápice da investigação foi quando Voight e a equipe pegaram o político latino para fazer um passeio por Chicago, o acordo que Voight e político fizeram foi genial, nem mesmo o FBI é capaz de mandar em Voight que manda em Chicago. Todos os integrantes da equipe tiveram papéis importantes na solução do caso, passando por Antonio com seus contatos até o novato e atrapalhado do Mouse, a conversa dele com Lindsay foi ótima.

A jovem morreu por acreditar demais em uma causa e na minha maneira de pensar não deveria ter aceitado desde o o começo a ideia de transar com o político latino, acabou sendo vítima de um jovem que esqueceu completamente do objetivo do grupo e quis apenas ganhar uma grana extorquindo o político. Ruzek poderia ter batido muito mais no rapaz que matou a moça, mas preferiu torturá-lo psicologicamente e conseguiu fazer com que confessasse o crime. Burgess entendeu que Ruzek estava apenas fazendo o seu trabalho e foi um belo gesto da parte dela incentivá-lo a ir a homenagem para garota, Ruzek não pode ficar pensando no que poderia ter feito se tivesse chegado alguns minutos antes de a jovem ser jogada do prédio, Ruzek deve ficar com a consciência tranquila por ter feito justiça.

Will, irmão de Halstead, surgiu do meio do nada e chegou pregando uma hilária pegadinha na Platt que achou que iria morrer por causa de uma mísera alergia. Will acabou sendo obrigado a contar para Halstead o real motivo do seu retorno a Nova York, aposto que Will está envolvido em alguma coisa séria e precisa da ajuda de Halstead para resolver esse problema. Mais um momento fofo entre Halstead e Erin que precisam ficar juntos!

Nunca imaginei que algo pudesse acontecer entre Voight e Olivia, de Law & Order: SVU; Olivia foi direta e mandou uma bebida para conquistar o sargento, tomara que Voight não se faça de durão e e aproveite essa chance de ficar com uma mulher linda e espetacular em sua profissão. A atriz Sophia Bush anunciou em seu Instagram que Chicago Fire e SVU vão ter um novo episódio crossover, o que pode ser uma nova oportunidade para Voight rever Olivia.

Comentário Extra:

Não entendi o sumiço de Atwater neste episódio, só que sinceramente o personagem não fez falta alguma.

tres

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Arrow – 3×17 – Suicidal Tendencies

xgreetings-arrow-s3e17.jpg.pagespeed.ic.xa9uexirvr3PRN0EVvKxUm regular episódio que teve dois enredos com muita ação e que novamente debateu a velha questão sobre ser ou não possível um herói ter uma vida normal.

A melhor parte do episódio foi o seu começo com o casamento de Diggle e Lyla. Boas risadas com Oliver acreditando que tinha chegado adiantado, mas na verdade estava atrasado, provando ser um péssimo padrinho, agora Diggle vai ter que colocar Oliver nas fotos dos padrinhos através do photoshop! Cômico e embaraçoso o encontro de Oliver com Felicity (linda demais) e Ray, foi sensacional a ameaça discreta que Diggle fez para Ray cuidar bem de Felicity e foi hilária a reação de Oliver ao ver Ray assumindo o papel de padre no casamento, Felicity tinha que ter pegado o buquê! É claro que alguma coisa tinha que acontecer para acabar com a festa, desta vez Ra’s Al Ghul que continua com seu plano de persuasão para forçar Oliver a aceitar o seu convite; enquanto Diggle e Lyla tiveram que adiar a sua lua de mel e foram obrigados a reunir o Esquadrão Suicida para salvar a vida de um senador americano que tinha sido sequestrado. .

O Esquadrão Suicida é um grupo muito especial e diferente por essa sua mistura de heróis e vilões sendo obrigados a trabalharem juntos e o time ganhou um toque de humor com a introdução da Cúpido e seu comportamento obsessivo, ri com ela se apaixonando por Deadshot depois ter sua vida salva por ele. A dinâmica do grupo funcionou muito bem e foi excelente a opção de colocar uma tradicional missão de resgate. Como sou um leitor das HQ’s da DC já conhecia o senador Joseph Cray e por isso não fiquei tão surpreso com a virada de que o senador estava por de trás do sequestro, o que não diminui o impacto dele ter feito tudo isso para virar um herói e sonhando em ser um dia eleito presidente dos EUA!

Até que enfim o flashback foi usado para um bom propósito! Deadshot tem uma história muito rica e que foi bem aproveitada neste episódio, os flashbacks ajudaram a entender os motivos que levaram Deadshot a perder parte de sua humanidade, para Deadshot o amor é uma bala no cérebro! Deadshot teve uma bela jornada em Arrow, passou de vilão para um herói de verdade, sacrificou a sua vida para salvar a dos reféns, mas não conseguiu ser reconhecido por isso, adorei a reviravolta final com o Senador saindo como o herói e o Deadshot como o vilão! Não acredito que o Deadshot tenha morrido na explosão, mas sim ficou gravemente ferido, o que seria o gancho perfeito para o personagem aparecer em um futuro episódio já usando seu o traje completo, igual ao dos quadrinhos, para esconder as cicatrizes que ganhou após a explosão. O que aconteceu com Deadshot fez com Diggle e Lyla repensassem se vale a pena continuar nesta perigosa vida agora que são pais de uma menina. Fiquei surpreso com a decisão de Lyla de pedir demissão e aceitar que Diggle continuasse trabalhando com o Arqueiro, mas duvido que ela vai conseguir ficar muito tempo afastada da ação e acredito que Diggle ainda está em duvida se deve ou não continuar no  time Arrow.

Essa pequena participação do Esquadrão Suicida foi melhor do que toda essa  fraca história criada para Oliver nesta temporada, essa sua disputa com a Liga dos Assassinos está pecando pela falta de emoção e também está ficando enfadonha essas idas e vindas dele e de Felicity, história que ficou ainda pior com a introdução de Ray. Brandon Routh pode até ser charmoso, mas é um péssimo ator, incapaz de passar as emoções do seu personagem, não consigo acreditar neste desejo de Ray por justiça e de vingança pela morte de sua esposa. Pior ainda essa é versão ridícula do Átomo que parece uma cópia paraguaia do Homem de Ferro com aquela tosca arma que atira raios!!! Adorei como todos colocaram Ray no seu devido lugar, tanto Felicity como Laurel, que ganhou uma nova e empolgada treinadora, mostraram que Ray não seria capaz de provar que Oliver é o Arqueiro, o burro do Ray deveria ter ido conversar com o Lance que voltou a odiar o Arqueiro e poderia ajudá-lo a literalmente desmascarar Oliver.

Roy deve ter mudado de opinião sobre achar legal armadura de Ray depois de ser eletrocutado por ele! Foi cômico ver Ray se achando o cara, voando e atirando raios e depois ser derrubado por Oliver que precisou de apenas uma bombinha para fazer isso! Oliver destruiu o ego de Ray e mostrou ainda mais sua superioridade ao não matá-lo, Ray teve ainda que precisa provar para Felicity que merece estar ao lado dela. Felicity ficou orgulhosa por ver Oliver ter provndo para Ray que estava certa sobre ele e entendeu que Oliver queria apenas evitar que Felicity o trocasse por um homem que estava seguindo pelo mesmo caminho sombrio e solitário que ele.

O que passa na cabeça de Maseo! Não consigo entender as atitudes de Maseo, em um episódio ele salva a vida de Oliver e em outro destrói a vida e imagem do Arqueiro ao matar a prefeita de Starling City e ainda apontou uma flecha para Felicity, mas é claro que ela não vai morrer; assumo que tstou curioso para saber o que levou Maseo a desistir de sua família e entrar para a Liga dos Assassinos. Oliver pode até ter ganhando mais um parceiro com Ray, mas terá muito trabalho tanto para provar sua inocência, como para acabar com o planos de Ra’s.

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iZombie – 1×02 – Brother, Can You Spare a Brain?

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iZombie apresentou um segundo episódio ainda mais atraente e divertido do que o anterior e superando o piloto em alguns quesitos, com mais maturidade na parte dramática.

Sou totalmente a favor dos casos da semana ter uma pegada mais voltada para o humor como aconteceu neste episódio com o hilário crime do pintor que foi assassinado! Liv adquiriu do pintor não só o seu talento artístico, mas o seu comportamento apaixonado, latino e bastante safado; foram hilárias as cenas de Liv descrevendo de forma estranha os rostos das pessoas, pintando e flertando com a amante do pintor e com todo mundo que passava na frente dela! Rose Mclver mostrou não somente um controle maior sobre sua personagem, mais uma versatilidade em geral, já que Liv lhe dará a oportunidade de semanalmente reinventar a sua atuação graças aos traços das personalidades adquiridas. Mclver deu um show neste episódio, o olhar dela para o corpo da amante do pintor foi sensacional, desculpe leitoras do blog, mas em respeito ao público masculino preciso comentar que Liv é uma zumbi sexy e com um belo corpo!

Clive ainda parece um pouco forçado com seu estilo detetive falastrão, até Liv está mais preocupada sobre a mentira dela ser uma médium do que o próprio Clive que apenas quer a ajuda dela para solucionar os casos. A química do trio Liv, Ravi e Clive melhorou bastante, especialmente na cena da descoberta sobre a identidade do assassino; apesar de todas as reviravoltas no caso, Liv não acertou a identidade do culpado pelo crime e foi engraçada a maneira que Ravi cortou o momento da eminente revelação sobre a identidade do assassino para explicar sua nova teoria sobre a altura do assassino. O roteiro soube brincar com o velho clichê de que a esposa é sempre a culpada, Clive no fim estava certo tanto sobre a esposa e como na prática nenhuma mulher aceitaria conviver pacificamente com as amantes do seu marido.

É interessante a maneira versátil que as memórias e personalidades adquiridas por Liv estão sendo usada na trama, sendo importantes tanto para o caso da semana e para trazer humor, mas também para passar mensagens positivas e ajudar Liv amadurecer e aceitar seu novo estado físico. Apesar do texto ter usado alguns velhos clichês, o texto conseguiu passar a ideia de que Liv precisa, mesmo morta, aproveitar ao máximo sua vida. Por mais que ainda goste de Liv, o Major não poderia simplesmente aceitar que agora Liv quer ficar com ele depois de o ignorar por seis meses! Liv tomou um merecido fora para aprender que não pode ficar mudando de ideia toda hora, acho ótima essa opção de que Liv terá que correr atrás de Major. O único elemento que não melhorou entre o piloto e este segundo episódio foi a relação de Liv com Peyton, ainda acho a colega de quarto de Liv chata demais e sem utilidade na trama.

Uma acertada decisão escalar David Anders para viver o Blaine, o Zumbi 2, o ator é conhecido pelo seu talento para viver vilões e soube criar a dualidade que o seu personagem necessita, Blaine tenta fingir ser do bem para Liv, mas é um verdadeiro monstro! A melhor cena do episódio foi Blaine levantando da maca no necrotério e surpreendendo Liv que estava a sua procura; boas risadas com os dois discutindo a vida como zumbis e Liv o ensinando usar a expressão “modo zumbi completo”, na prática Blaine sabe muito bem usar o seu modo zumbi completo, foi deliciosamente nojenta a cena em que ele matou os caras no carro.

Por maior que Blaine tenha criado um disfarce quase perfeito de bom zumbi falhou no seu objetivo de conquistar a confiança de Liv que não é do tipo mocinha burra e desconfia que ele está escondendo algo. Simplesmente genial e diabólico o plano de Blaine de criar o Time Z! Blaine continua pensando como um traficante e criou um clube de zumbis controlados por ele, já que além de transformar as pessoas é também o responsável por oferecer a alimentação dos zumbis, claro que ele cobra um alto preço pelos cérebros! Ocasionalmente o plano de Blaine será descoberto por Liv e estou curioso para descobrir como será essa luta entre os zumbis!

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The Flash – 1×16 – Rogue Time

Rogue TimeUsar o artifício da viagem do tempo é algo arriscado e que precisa ser trabalhado com muito cuidado para evitar que a história fique complexa demais e não fazer com que o seu público se sinta enganado por ver algo e descobrir que isso não serviu para nada. Em sua primeira trama oficial sobre viagem do tempo The Flash ultrapassar de forma regular estes dois desafios.

Por mais que Wells tenha avisado Barry do perigo de mexer com o tempo, Barry acreditou que tinha controle sobre o tempo por saber o que iria acontecer no futuro, mas ao prender Mardon acabou destruindo o futuro que conhecia e criando uma nova e mais problemática linha do tempo. Depois da revelação da semana passada sobre Wells foi interessante vê-lo com medo que as atitudes de Barry tivessem mudado o seu futuro, o que não aconteceu, mas isso ainda pode acontecer.

Barry se livrou do Mago do Tempo, mas teve que enfrentar um desafio ainda maior com a Galeria de Vilões que ganhou o reforço de Lisa, a irmã de Snart que com ajuda dela e do sempre insano Mick desejava derrotar a máfia local e tomar o controle da cidade. Gostei bastante da introdução de Lisa que tem uma personalidade oposta a de seu irmão, se Snart é frio e calculista, Lisa é mais espontânea e maluca. Odiei a ideia de dar a ela como poder uma tosca arma que atira ouro, apenas repetindo o que já tinha sido feito com Mick e Snart, isso diminuiu bastante o valor da personagem e fez com que ela ficasse ridícula. Nos quadrinhos em sua versão clássica Lisa uo codinome de Patinadora Dourada e utilizar seus patins como arma, recentemente ganhou uma versão na qual tem poderes de voar e de se projetar pelo astral, mas sinceramente até essa versão Patinadora era melhor do que essa ridícula arma que parecia atirar glitter!

Cisco não descobriu a verdade sobre Wells e não foi morto por ele, mas não teve vida fácil nesta nova linha temporal. Cisco acabou indo na festa de aniversário do seu irmão Dante, achei boba a história da rivalidade entre eles, não vi motivos para os pais amarem tanto Dante, sendo que o filho de ouro e bem-sucedido é o Cisco. A cada episódio Cisco torna-se um personagem mais denso e foi um momento marcante em sua história ter que escolher entre revelar a identidade do Flash ou salvar a vida de seu irmão. A série está aos poucos criando uma atraente rivalidade entre Barry e a Galeria de Vilões, admiro bastante essa versão de Snart que é muito inteligente e colocou Barry em uma situação onde o vilão está com a vantagem por saber a real identidade do Flash. Barry evitou algumas mortes ao voltar no tempo, mas acabou com isso prejudicando a sua identidade secreta e foi obrigado a fazer um acordo de trégua entre ele e Snart, mas o Capitão Frio dificilmente vai deixar de usar essa importante informação e Barry sempre terá que pensar duas vezes ao fazer algo contra a Galeria dos Vilões.

A cena principal deste episódio foi novamente entre Wells e Cisco, pensei que o pior iria acontecer novamente quando o doutor levou o jovem para a frente da máquina, mas aqui a situação tomou um rumo inverso do que aconteceu na outra linha temporal. Wells novamente declarou seu amor por Cisco e que o considera como um filho, mas fez isso para ajudar Cisco a reconquistar a sua confiança e cara de pau do Wells usou a mentira da falsa fuga do Flash Reverso para mostrar que até ele comete erros. Nesta nova linha temporal Wells e Cisco acabaram ainda mais unidos e Cisco agora confia ainda mais no falso do Wells.

Barry terminou com Linda por acreditar que Iris acabaria declarando seu amor por ele, mas ao prender Mardon também interrompeu a série de eventos que levaria Iris a fazer isso. Barry jogou fora a chance que tinha de ficar com Iris, ainda levou um novo fora dela e um belo soco de Eddie, um preço alto para Barry aprender a não mexer com o tempo. Barry foi salvo por Caitlin que inventou uma história bizarra para explicar as estranhas atitudes dele; não entendi o que levou Caitlin a fazer isso, já que ela não sabe sobre a história da viagem do tempo e talvez tenha feito isso com um ato de amizade e preocupação com Barry, a fofa cena dele agradecendo a ajuda de Caitlin só aumenta a minha torcida para que eles fiquem juntos.

Para piorar ainda mais a história, Barry acabou evitando que Simon contasse para Iris sobre a sua suspeita sobre Wells! Cisco não morreu, mas de qualquer maneira Wells acabou tirando a vida de uma pessoa, nesta linha temporada foi a de Simmons e desta maneira impediu que a “história do século” fosse publicada, mesmo ela não sendo importante para o seu século. A reviravolta e a maior mudança feita pela viagem do tempo foi que o sumiço de Simon fez com que Barry finalmente começasse a desconfiar sobre Wells! Sempre achei mais lógico Barry ser aquele que precisa provar para os outros que Wells não é uma boa pessoa, o aluno se virando contra o professor, para isso terá a ajuda de Joe que foi o primeiro a desconfiar de Wells. Isso consequentemente deve levar ao conhecido confronto entre Barry e Wells e a tentativa do Flash de salvar a vida de sua mãe, algo que pode ocasionar na morte de mais pessoas, algo que o próprio Wells avisou Barry.

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Agents of S.H.I.E.L.D. – 2X14 – Love in the Time of Hydra

CLARK GREGG, IAIN DE CAESTECKERO amor em tempos de guerra é sempre algo triste e complicado, amigos se tornam inimigos e vice-versa, além do surgimento de alianças inesperadas acontecem como a de Ward e a agente 33!

A melhor parte deste episódio foi a de Ward e a agente 33, um casal bem atípico e formado por duas pessoas com sérios problemas de caráter. Bizarra a cena da agente 33 tentando seduzir o Ward usando o rosto da Skye e a voz da May, o que mexeu com Ward que pode até saber que Skye não o ama, mas isso não mudou o que ele sente por ela. O sociopata Ward usou seu charme para conquistar a confiança da agente 33, sabe como enganar as pessoas dizendo exatamente o que elas querem ouvir, como ao mentir para agente 33 sobre sua reconciliação com sua família. Ward não ajudou de graça a agente 33 a recuperar o seu antigo rosto, provavelmente quer conquistar a confiança dela e precisa dela para usá-la no seu próprio plano.

A busca de Ward e a agente 33 pelo antigo rosto dela foi excelente e a dupla conseguiu invadir facilmente, até demais, a base do Talbot! Apesar de atualmente ter uma história mais séria, Agents of SHIELD não pode perder seu humor que reapareceu na engraçadíssima parte com Talbot interrogando as mulheres para achar a 33 e até apontou uma arma para sua própria esposa! Talbot e o exército realmente precisam da ajuda de Coulson e da SHIELD, já que não conseguiram evitar que Ward e agente 33 capturassem Backshi. Apesar de ter gostado desta fase onde a atriz Ming-Na Wen teve um duplo papel na história, gosto da opção da agente 33 voltar a sua real identidade como Kara, agora com esse seu assustador rosto deformado. Ward e Kara formam um tradicional casal de vilões, o sociopata e a maluca deformada que vão se divertir ao torturar Bakshi com seu próprio remédio.

Skye está muito mais para Bruce Banner/Hulk do que para o Capitão América! Essa curiosa analogia feita na discussão entre Simmons e Fiz resume bem a história de Skye atualmente, gostei também da referência a tentativa de suicídio de Bruce Banner que mostra bem este conflito que Skye também vive de ter que lutar contra uma força que existe dentro de si. Por mais que relutasse Coulson sabia desde o começo que a única solução sobre o problema da Skye era afastá-la da equipe; outra boa analogia foi feita por Coulson ao contar a história da origem do seu carro Lola, o que ele quis dizer foi que, diferentemente de May, acredita que a antiga Skye ainda existe e que a mudança de Skye foi apenas exterior, mas isso não muda verdade que Skye sofreu uma grande mudança, assim como Lola agora pode voar, Skye é capaz de criar enormes terremotos.

A história de Skye e de Bruce Banner ficou ainda mais parecida com a decisão de Coulson de isola-la na casa secreta de Nick Fury, esse período de isolamento será uma oportunidade para Skye aprender a usar e controlar os seus poderes. Como previ no review anterior, Simmons criou uma luva especial para ajudar Skye a controlar melhor seus poderes, a luva também é um passo para Skye/Daisy ficar mais parecida com a sua versão Inumana dos quadrinhos. Ainda sobre Simmons, amei quando Fitz disse que na verdade Simmons está apenas com medo das mudanças que estão acontecendo e que a pior de todas é relacionada a própria Simmons que mudou para pior, espero que isso faça com que Simmons comece a mudar a sua postura e realmente ajude Skye a voltar para equipe.

A verdadeira SHIELD foi finalmente revelada! Uma estreia triunfal de Edward James Olmos (Battlestar Galactica) como o Robert Gonzales ao lado do seu time formado Mack, Bobbi, Tomás Calderon (o ótimo Kirk Acevedo) que já mostrou ser sarcástico e nervosinho e a agente Weaver, sendo que a última já tinha aparecido na série na primeira temporada. Um grupo que tem uma visão mais antiquada e militar, nunca gostaram de Nick Fury e muito menos de Coulson, não aprovam as atitudes de Coulson e por isso querem tirá-lo do poder. Gostei bastante da ideia de Gonzalez ter uma ligação com Isabelle (Lucy Lawless) e a morte dela ser mais um motivo para aumentar o ódio que ele sente por Coulson.

Voltando a questão no amor em tempos de Hydra, Gonzalez foi inocente de acreditar que Bobbi seria capaz de separar a sua missão do seu amor por Hunter que foi o mais sábio ao ponderar que ambos os lados têm bons argumentos, mas que Coulson não merece ser expulso do seu posto. Bobbi na verdade não se esforçou para evitar que Hunter escapasse, exatamente por isso assumiu a missão de parar Coulson antes que Hunter conte para todos a verdade, espero que no momento certo Bobbi acorde e mude de lado. Finalmente May e Coulson perceberam que Mack está mentindo e estão de olho nele, só que ainda precisam descobrir que Bobbi é também uma espiã.

Estou bastante curioso e empolgado para ver que rumo essa história vai tomar com os membros da SHIELD brigando entre si e qual será o papel de Skye nesta luta.

quatro

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The Fosters – 2×21 – The End of the Beginning (Season Finale)

SHERRI SAUM, TERI POLO, JAKE T. AUSTIN, ALEXANDRA BARRETO, MAIA MITCHELL, HAYDEN BYERLYO último episódio da segunda temporada de The Fosters foi um dos melhores deste ano, fechou bem alguns dos principais arcos, outros vão continuar no próximo ano e como já virou tradição na série a última cena deixou um bombástico gancho!

Começo o review falando sobre Jude que orgulhosamente assumiu sua homossexualidade, foi linda a cena de Jude, com as unhas pintadas em forma de protesto, encarado o pai de Connor e depois confessando para Lena sobre ele e Connor. Lena foi maravilhosa ao dizer para o preconceituoso do pai do Connor que ele não pode fugir da verdade, não tem o direito de não querer um filho gay, se ama Connor precisa aceitá-lo completamente. O pai de Connor aos poucos vai se conformar com a novidade tanto que permitiu que Jude e Connor se reencontrassem! Os dois ainda vão enfrentar grandes desafios na luta contra o preconceito e sinto que estão preparados para isso, adorei a confiança de Jude ao contar para Callie que Connor é seu namorado.

Escrevi ao longo desta temporada que o meu amor por Callie foi diminuindo a cada episódio, especialmente por essa chata e longa história da sua adoção. Inicialmente odiei o avô (veterano Patrick Duffy) paterno de Callie, mas em sua sinceridade exagerada o avô apenas disse tudo que eu penso sobre Robert, mas não precisava ter dito isso na frente da Callie. O avô tem razão ao dizer que Robert simplesmente obrigou sua família a aceitar Callie, a esposa de Robert e Sophia gostam de Callie, mas em nenhum momento Robert se preocupou em perguntar a opinião delas sobre essa situação. Todo esse estresse só piorou o problema de Sophia que chegou ao limite, foi ótimo ver Sophia tendo noção do seu problema e disposta a se cuidar.

Robert pode ser um homem grisalho, mas se comporta como um adolescente que quer mostrar para seu pai que o superou e que é melhor que ele, um comportamento ridículo e egocêntrico. A maior verdade dita pelo avô foi dizer para seu filho que jamais conseguirá compensar os erros que cometeu no passado em relação a Callie e só vai piorar a sua relação com ela ao querer tirá-la de um lar onde está feliz! Pela primeira vez Callie e Robert conversaram como pai e filha, um diálogo sincero onde Callie assumiu que todos erraram e que ama Robert e que ele sempre será o seu pai! Um momento tão bonito que quase destruído depois de Robert ter descoberto sobre a história da emancipação! Pensei que essa seria a desculpa para prolongar este arco por mais uma temporada, mas felizmente isso não aconteceu e Robert agiu pela primeira vez como um adulto ao passar a guarda de Callie para os Fosters! Callie pode finalmente relaxar, e voltar a ser a personagem que era antigamente, agora que é oficialmente uma integrante desta família, torço para que Callie mantenha uma relação com Robert, Sophia e toda essa importante parte de sua família.

O jeito impulsivo de Stef é algo bastante preocupante e que está afetando a vida de todos, por muito pouco seu plano de emancipar Callie não fez com que os Fosters perdessem a guarda dela para sempre. Stef precisa parar imediatamente de tomar decisões sem antes conversar com Lena, precisa deixar de se preocupar tanto com os problemas dos outros e dar mais atenção para Lena antes que a perca! Lena não se recuperou até hoje da perda do bebê, está muito triste e sabe que adotar a criança de Ana não é a decisão correta, é apenas uma maneira de fugir dos problemas do seu casamento; Lena está cansada deste comportamento impulsivo de Stef, não tiro a razão dela, as atitudes de Stef acabaram fazendo com que elas se afastassem.

Lena acabou se aproximando demais de Monte que virou sua melhor amiga e confidente, mas Monte acabou se apaixonando por Lena e era uma questão de tempo até Monte tentar levar essa relação para o próximo nível. Não fiquei surpreso com Lena ter parado o beijo de Monte, mas ficou claro que isso mexeu bastante com ela e que também sente algo pela diretora, a própria Lena afirmou que está preocupada com o futuro do seu casamento. Repito o que escrevi nos meus últimos reviews, Lena e Stef precisam conversar sobre o que está acontecendo entre elas, antes que seja tarde demais.

Infelizmente não posso dizer que gostei do rumo da história de Brandon nesta temporada, outro personagem que mudou para pior. Que ódio que eu senti de Lou! Não acredito nem um pouco nessa sua declaração de amor para Brandon, parece ter dito isso somente para convencer Brandon a ir na turnê, já que está mais preocupada com o futuro do grupo que pode ter a chance de assinar com uma gravadora, Lou sabe que sem Brandon a chance disso acontecer diminui bastante. Gostei dessa reaproximação entre Brandon e Mike que foi o responsável por segurar a mulher representante do programa. Até o último episódio Brandon manteve a duvida sobre ir na turnê ou no programa, a música pop ou a música clássica! Acredito que tenha tomado a decisão final e a certa ao escolher a música clássica, apesar de ter cometido um erro no teste, torço para que a mulher o aprove. Brandon não pode largar sua verdadeira paixão por um amor adolescente com Lou que se realmente o ama precisa aceitar a decisão dele.

Por motivos óbvios deixei para comentar no final do texto o enredo envolvendo Mariana, Jesus e Ana. Começo pela parte mais leve com a disputa entre os grupos de dança, essa história é um exemplo do processo de amadurecimento que Mariana viveu nesta temporada. Marina soube passar de forma inteligente por cima de uma situação adversa, não deixou um pé torcido, acidente que aconteceu por culpa do bagunceiro do Jesus, destruir seu sonho e usou sua inteligência, e dotes como hacker, para ganhar de forma espetacular a competição! Mariana mostrou para suas rivais a evolução da sua ideia da dança robô, que foi roubada pelo grupo rival, ao colocar um holograma no seu lugar! Um espetáculo a apresentação do grupo da Mariana com o holograma, o jogo de luzes e uma excelente coreografia.

Acertei ao escrever na semana passada que os avós de Mariana e Jesus acabariam fazendo as pazes com Ana e a ajudariam a criar essa nova criança. Ana não aceitou inicialmente o convite de seus pais porque não queria magoar Mariana, repetindo a mesma atitude de Lena e Stef que só aceitaram adotar essa criança por causa da Mariana. Jesus foi o único a mandar Mariana parar de pensar somente no que seria melhor para ela, mas sim o que seria o melhor para o futuro de Ana e da criança; a própria Mariana na semana passada disse para seus avós que o nascimento desta criança é uma segunda chance para todos eles se reaproximarem.

Tudo parecia caminhar para um final feliz, mas Ana tinha que começar a entrar em processo de parto enquanto dirigia o carro com Jesus e Mariana dentro! Jesus e Mariana não deveriam ter deixado Ana continuar dirigindo, deveriam ter chamado uma ambulância ou um dos dois assumir a direção, já que estavam perto do hospital! Fiquei chocado ao ver o outro carro surgir do nada e colidir com muita força com o deles, para aumentar o drama Stef foi chamada para ajudar em um acidente que teve uma vítima fatal! Obviamente a ideia da equipe criativa de The Fosters era deixar os fãs da série preocupados e ansiosos para saber o que vai acontecer, o que seria um bom gancho para o início da terceira temporada, mas o ator Jake T. Austin, intérprete de Jesus, pode ter estragado tudo! O ator escreveu em seu twitter logo após a exibição deste episódio que sua participação na série foi encerrada e que não retornará para a terceira temporada!

Durante o episódio Lena e Stef autorizaram Jesus a ir para o colégio interno, o que obviamente diminuirá a participação do personagem na história, mas não o excluiria totalmente, já que seria ilógico ele não aparecer nunca mais por este motivo; por isso a declaração de Austin aumenta a teoria de que Jesus pode ser a vítima falta no acidente, mas a resposta final será dada somente no retorno de The Fosters entre junho e julho este ano.

tres

Sobre a Temporada:

A segunda temporada de The Fosters não conseguiu alcançar o mesmo e bom nível de qualidade do seu primeiro ano. Enredos instáveis, muitas idas e vidas nas histórias dos personagens, alguns exageros dramáticos, entre outras falhas. A relação de Stef e Lena ficou mais realista ao mostrar essa crise na vida do casal e gostei bastante da maneira que ambas as personagens foram trabalhadas separadamente; Callie deixou de ser uma personagem adorável e ficou bem chatinha durante este ano, mas felizmente o arco sobre Robert chegou ao fim; Brandon perdeu parte da sua personalidade depois do acidente com sua mão e falta o personagem definir o seu destino; considero uma boa notícia a saída de Jesus, o personagem nunca pareceu se encaixar na história e todos os seus enredos foram fracos, além do que Jake T. Austin deixou bastante a desejar em sua atuação; Mariana e Jude foram os personagens que mais amadureceram e mudaram para melhor, obviamente o maior legado desta temporada foi a corajosa opção de debater a questão da homossexualidade na adolescência.

Nota da Temporada:

tres