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Série Nova: One Big Happy – 1×01 – Pilot

One Big Happy - Season PilotAquela visão tradicional de uma família formada por uma mulher seu marido e seus filhos está há muito tempo ultrapassada, felizmente os tempos mudaram e hoje existem diferentes tipos de famílias, e é exatamente essa nova realidade que a sitcom One Big Happy, criada pela apresentadora e comediante Ellen Degeneres e Liz Feldman (2 Broke Girls), apresenta ao público.

Na história Lizzy (Elisha Cuthbert, de Happy Endings) é uma lésbica que mora com seu melhor amigo Luke (Nick Zano, de Happy Endings), os dois decidem ter um filho juntos através da inseminação artificial. Depois de algumas tentativas Lizzy finalmente fica grávida, mas a situação fica um pouco mais complicada depois que Luke se casa com Prudence (Kelly Brook, de Piranhas), uma britânica que conheceu a poucos dias.

No papel a ideia de One Big Happy era muito boa, ainda mais por ter dois bons comediantes como Cuthbert e Zano, além da beleza estonteante de Brook, mas na prática a sitcom não funciona e não tem graça alguma. A série já deixa uma péssima primeira impressão em sua cena inicial, onde Lizzy e Luke simplesmente contam a história de sua vida para uma funcionária de uma farmácia! O primeiro exemplo de um roteiro que exagera ao ser excessivamente explicativo, repetitivo e com piadas fracas que ficam ainda piores pelo uso daquelas risadas pré-gravadas que sempre soam falsas. O piloto teve como tema principal e de discussão entres os três personagens a cor de uma parede, um assunto banal demais e que foi usado somente para fazer um patético trocadilho em inglês relacionado nacionalidade de Prudence.

Cuthebert e Zano estão bem em seus papéis e tem química, mas nada que seja o bastante para superar as limitações de um roteiro com péssimos e repetitivos diálogos, perdi a conta de quantas vezes foi repetido que Lizzy é certinha e lésbica (jura?). É fato que a modelo Kelly Brook é linda e tem um corpo deslumbrante mas não tem talento algum para ser atriz, por mais que se esforce e seja realmente carismática, não consegue ter o mesmo ritmo de seus companheiros de elenco, para disfarçar isso a série usa ao máximo seu corpo com forçadas cenas de nudez; pior ainda foi Brook tentando passar por uma pessoa que gosta de ficção científica, as referências ao gênero sci-fi e também aos clichês das comédias românticas não soaram natural.

O roteiro se esforça demais para mostrar de forma natural que essa é a história uma família diferente do padrão, mas acaba durante a história deixando isso de lado e não consegue passar sua mensagem central, especialmente por se centralizar demais na questão da rivalidade entre Lizzy e Prudence que disputam a atenção de Luke que vira o macho alfa. Degeneres e Feldman são lésbicas assumidas, defensoras dos direitos dos homossexuais e das mulheres, por isso é estranho perceber como as próprias aprovaram tantas piadas clichês sobre lésbicas e a ideia de usar Kelly Brook como uma mulher objeto.

Vai dar certo? Não, One Big Happy tinha no papel uma ideia promissora e que poderia até levantar uma bandeira contra o preconceito ao mostrar um novo tipo de família, mas na prática é uma série com péssimas piadas e que desperdiça seu bom elenco com personagens estereotipados.

Para quem gosta de…: sitcoms familiares, Happy Endings e Kelly Brook.

O TV Cinema e Música vai acompanhar? Não!

dois

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