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Crítica: Cinderela

Cinderela-1Chegou a vez de Cinderela entrar na interminável lista da Disney de adaptações em live-action de suas clássicas fábulas, uma adaptação que mantém uma certa fidelidade a obra original e que traz de volta o estilo clássico das produções da Disney.

Cinderela não repete o mesmo estilo de Alice no País das Maravilhas e Malévola que trouxeram algo novo para as clássicas fábulas e tinham até uma certa ousadia nas mudanças feitas nas histórias originais e em suas mensagens. Uma das poucas diferenças entre a animação original lançada em 1950 e essa nova versão é a opção de não colocar as clássicas canções na história, o que faz com que o filme perca parte do seu encanto, mas o deixa menos cansativo para os adultos.

Cinderela-2O roteiro de Chris Weitz faz algumas mudanças na história original que podem desagradar  os fãs mais xiitas, mas que ajudam a dar mais realismo e lógico para a ligação entre Cinderela (Lily James) e o Príncipe (Richard Madden), a relação do futuro casal ganha mais profundidade, especialmente com duas cenas que aproximam mais os personagens e também ajudam a aumentar a duração do filme. Repetindo o seu tradicional estilo shakespeariano, o bom diretor Kenneth Branagh (Thor) não se esforça muito e faz apenas um tradicional conto de fadas, bastante colorido e lindos aos olhos, com belíssimos figurinos, talvez a melhor qualidade desta adaptação.

Lily James (Downton Abbey) tem a beleza e o jeito delicado necessários para interpretar a Cinderela, uma personagem doce e que é gentil até na hora de se vingar de sua madrasta (Cate Blanchett) e suas filhas (Sophie McShera e Holiday Grainger). Richard Madden (Game of Thrones) também tem o padrão físico para ser uma versão moderna do príncipe e repete os valores da protagonista, um casal exemplar e perfeito para ser admirado pelas crianças. As veteranas Cate Blanchett, como a madrasta malvada, e Helena Bonham Carter, como a fada madrinha, se destacam e encantam mais do que o casal principal. Blanchett está ótima como a elegante e maldosa madrasta que esbanja carisma e prende atenção do público quando está em cena. Bonham Carter faz rir como a fada madrinha que nesta versão é mais atrapalhada e falastrona, a clássica cena da transformação da Cinderela ganha nesta adaptação um tom mais escrachado e cômico.

Cinderela-3Cinderela não é moderna como a Elsa de Frozen, é uma mocinha tradicional que repete em um número incontáveis de vezes a mensagem de que é preciso ter coragem e ser gentil, praticamente um processo de lavagem cerebral para as crianças. Cinderela não deixa de ser um passo para trás na necessária evolução que a Disney estava apresentando nos seu últimos filmes.

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