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Crítica: O Sétimo Filho

SEVENTH SONA Universal, assim como todos os estúdios de Hollywood, busca uma série literária voltada para o público jovem que possa ser adaptada para o cinema e que se torne uma nova franquia de sucesso. A chance de realizar este desejo apareceu com O Sétimo Filho, filme baseado no primeiro livro da série literária As Aventuras do Caça-Feitiço, de Joseph Delaney. No papel a ideia parecia muito boa, pelo sucesso dos livros de Delaney e pelo elenco do filme ter dois nomes de peso, Jeff Bridges e Julianne Moore, nos papéis principais. Se os chefões do estúdio tivessem tido um pouco mais de calma poderiam ter percebido desde o começo que estavam  investindo em produto fadado a não dar certo; adaptaçã começou a ser produzida em 2011 pela Legendary Pictures em 2011 e desde então teve sérios problemas nos bastidores, desde mudanças do elenco e especialmente no orçamento, o que fez com que sua estreia fosse adiada quatro vezes até finalmente ser lançado em fevereiro deste ano nos EUA, com distribuição da Universal.

Na trama, John Gregory (Jeff Bridges) é o último Caça-Feitiço, um caçador de bruxas e monstros do mal, que recentemente perdeu mais um aprendiz. Gregory precisa encontrar um novo aluno e escolhe Thomas Ward (Ben Barnes, de O Retrato de Dorian Gray), o sétimo filho de um sétimo filho. A dupla precisa impedir o plano da poderosa bruxa Mãe Malkin (Moore) que após escapar da prisão deseja colocar as bruxas no comando da humanidade e também quer se vingar de Gregory que foi o responsável pela sua prisão.

Seventh-Son-Movie-HD-2015-2O Sétimo Filho faz apenas uma repetição de tudo que já foi contado e mostrado em inúmeros filmes de fantasia, especialmente aqueles lançados nos últimos anos. Narra a tradicional jornada do jovem que precisa aceitar seu destino como um herói e durante este percurso terá que lidar com um mestre rabugento, um incontável número de criaturas e claro um amor impossível. Uma produção que tem dois nomes de peso que não ajudam em nada, pelo contrário, só pioram ainda mais o filme. Bridges praticamente repete os trejeitos e a voz que usou no seu rabugento personagem de Bravura Indômita, a única mudança é que neste filme caça bruxas e não bandidos.

Moore também não faz esforço algum para trazer algo de diferente para sua personagem, apenas faz uma caricata atuação como uma tradicional Bruxa, não fugindo até do clichê da risada maléfica. Ben Barnes repete a mesma falta de talento e carisma de O Retrato de Dorian Grey, não tem capacidade para ser um protagonista de um filme deste porte. O seu antecessor no cargo de aprendiz é interpretado por Kit Harrington (Game of Thrones) que mesmo em uma curta participação não deixa dúvidas de que deveria ser ele o escolhido para viver o personagem principal.

10790924O diretor russo Sergei Bodrov conta sua história como se fosse um jogo de videogame, onde a dupla principal enfrenta a cada cinco minutos uma nova criatura, o que se torna cansativo já na terceira terceira criatura. O mínimo que se espera de uma produção deste tamanho são efeitos especiais decentes e pelo menos nessa parte o resultado é satisfatório, apresentando monstros e bruxas bastante realistas, mas que não escondem as falhas do pífio roteiro. O Sétimo Filho entra para cada vez maior lista de adaptações literárias que fracassaram e sua única marca é deixar uma pequena mancha na carreira de Jeff Bridges e Julianne Moore.

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