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Série Nova: Powers – 1×01 a 03 – Power/Like a Power/Mickey Rooney Cries No More

Powers-TV-Cast-PhotoHá 15 anos Brian Michael Bendis e Michael Avon Oeming tentam adaptar a sua premiada e popular HQ Powers para o cinema ou para a televisão. A dupla primeiro tentou adaptá-la para o cinema, com a Sony Pictures, e depois para a televisão, onde um piloto até chegou a ser gravado para o canal FX, mas ambos os projetos acabaram não dando certo. Em sua primeira série original, a Playstation Network comprou o projeto e encomendou a gravação da primeira temporada que terá 10 episódios, sendo que os três primeiros foram lançados de uma vez e este review se baseia no que foi visto nestes três primeiros episódios.

A trama se passa em um mundo onde os super-heróis e vilões existem e são chamados de Powers. O governo cria uma divisão policial responsável por prender os Powers que usam seus poderes para o mal. O detetive mais conhecido da divisão é Christian Walker (Shartlo Copley, de Distrito 9), um homem que no passado foi um super-herói, mas teve seus poderes roubados pelo seu mentor Wolfe (Eddie Izzard, de Hannibal) que foi colocado em uma prisão pelo próprio Walker. Após seu parceiro ser assassinado por um Powers, Walker descobre que sua nova parceria será a novata Deena Pilgrim (Susan Heyward, de The Following), uma jovem policial que sempre sonhou trabalhar na divisão e com Walker. A trama principal envolve uma conspiração liderada pelo Power John Royalle (Noah Taylor, de Peaky Blinders) que deseja roubar os poderes de outros Powers, para isso usa a jovem Calista (Olesya Rulin), uma jovem que deseja ser uma Power e que venera a veterana heroína Retro Girl (Michelle Forbes, de The Killing), uma antiga namorada de Walker.

O investimento por de trás dos bastidores feito pela PSN foi maior do que o realizado na produção da série, contratando David Spade (30 Dias de Noite) para dirigir o piloto e Copley e Izzard (Hannibal) para os papéis principais. A falta de um orçamento melhor atrapalha e muito o resultado final de Powers, a parte técnica em alguns momentos beira ao amadorismo, os efeitos especiais são fraquíssimos, o que não é nada bom para uma série sobre pessoas com poderes, as cenas com as habilidades dos personagens principais chegam a ser vergonhosas e os uniformes também são horríveis.

O roteiro também tem muitas falhas, os diálogos são fraquíssimos, usando uma linguagem que tenta ser moderna, muito pelo uso de nomes feios, quando na verdade parece falsa e exagerada. O texto também tem o velho problema de ser explicativo demais, o piloto praticamente entrega toda a história e o que irá acontecer nela daqui em diante. A maioria das mudanças realizadas na história original e na personalidade dos personagens principais não funcionam, diante da qualidade da história original seria muito mais inteligente ter adaptado Powers com o máximo possível de fidelidade.

Em uma das primeiras cenas do piloto, o repórter Mario Lopez praticamente faz um resume da história de Walker e seu passado como herói; sendo que na HQ o passado de Walker é mantido em segredo por boa parte da história, já nesta versão é comentado constantemente. Essa rápida revelação sobre o passado de Christian Walker faz com que o personagem ganhe uma nova personalidade na série, passa a ser um homem grosso, triste e que deseja recuperar os seus poderes. Walker é reconhecido e amado por todos, mas odeia o homem que virou após perder seus poderes.

Copley faz uma atuação razoável como Walker, exagera nos trejeitos e na dramaticidade, mas é muito superior a sua parceira Susan Heyward que não está bem como Deena, uma personagem que parece ser somente uma groupie de Walker. Com poucas cenas, Izzard faz o vilão Wolfe ser o personagem mais atraente da história, o ator tem uma habilidade única para viver este tipo de personagem. A adaptação até tenta explorar esse universo onde existe uma linha tênue entre heróis e vilões, além da questão de como ambos são tratados pelo resto da humanidade. Os jovens com poderes são frutos de uma geração que clama por atenção através da internet e que parecem uma espécie de gangue moderna.

Sempre defendi a, polêmica, ideia de que Powers é uma história inadaptável, seja para o cinema ou para a televisão, já que dificilmente alguém na atual indústria do entretenimento teria a capacidade de adaptá-la da maneira certa e conseguindo passar o brilhantismo de sua história e até de sua arte. Essa adaptação de Powers é apenas uma tentativa da Playstation Network de entrar na moda de produções sobre super-heróis, mas faltou experiência, dinheiro, capacidade e coragem nesta limitada adaptação que não consegue explorar nem metade do potencial da história original.

Vai dar certo? Provavelmente sim, por ser exibida através da PSN a série pode acabar conquistando os jogadores de videogame que gostam de super-heróis e que nunca leram a HQ.

Para quem gosta de…: séries e filmes sobre super-heróis.

O TV Cinema e Música vai acompanhar? Não, prefiro reler a HQ Powers.

dois

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