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Crítica: Simplesmente Acontece

Simplesmente Acontece-1Simplesmente Acontece adapta para o cinema o best-seller de Cecelia Ahern, autora do dramático P.S. Eu te Amo e que aqui conta uma história de amor mais engraçada e menos chorosa. Na história, Rosie (Lily Collins, de Sem Saída) e Alex (Sam Claflin, da franquia Jogos Vorazes) são amigos de infância que cresceram juntos e que acabaram se apaixonando, mas não tem coragem de assumir o que um sente pelo outro.

É muito difícil assistir Simplesmente Acontece e não fazer rapidamente uma comparação com o recente Um Dia (2011), ambos filmes românticos baseados em livros que contam uma história de dois amigos que se amam, mas que não conseguem ficar juntos. Por mais que tente criar situações, algumas delas levemente engraçadas, para que Alex e Rosie acabem nunca ficando juntos, como uma gravidez indesejada, relacionamentos que terminam em divórcios ou traições, uma série de eventos que não disfarçam os intermináveis 102 minutos de Simplesmente Acontece, onde o público tem que acompanhar as idas e vidas da história de Rosie e Alex.

Simplesmente Acontece-2O já citado Um Dia conseguiu fazer isso muito melhor e sem apelar para situações falsamente cômicas, tendo apoio nas atuações de Anne Hathaway e Jim Sturgess, um casal extremamente superior ao formado por Lily Collins e Sam Claflin. Lily Collins não parece natural no papel de Rosie, uma personagem um tanto quanto simpática com seu jeito atrapalhada, mas que não conquista pela falta de carisma de sua intérprete. Claflin mostra ser um lindo rosto e nada mais, é difícil acreditar nele como o garoto que tem dificuldades para conquistar garotas.

Simplesmente Acontece falha vergonhosamente ao mostrar a passagem de tempo entre a adolescência e a fase adulta dos seus protagonistas, o que é feito somente através de mudanças no corte de cabelo e roupas, a dupla principal nunca envelhece fisicamente e isso

faz a passagem do tempo parecer falsa. Essa passagem de tempo também deixa muitos buracos na história, personagens aparecem e somem sem explicações e o público não consegue sentir um amadurecimento em Rosie e Alex que parecem adultos com comportamentos de adolescentes.

5D3_8104.CR2O diretor alemão Christian Ditter se inspira e tentar fazer o seu próprio filme indie moderninho, desde a sua restrita paleta de cores e usa e abusa de uma trilha sonora recheada de sucessos das últimas décadas e de músicas alternativas. Juliette Towhidi escreveu o roteiro com a colaboração da autora e juntas não tiveram nem mesmo a sensibilidade de disfarçar o uso da fórmula padrão do gênero, não deixando de fora até a clássica e repetitiva cena no aeroporto.

Sem originalidade alguma com sua história de amor otimista e com cara de conto de fadas, Simplesmente Acontece é nada mais do que um produto raso montado para agradar os fãs do gênero e da obra de Ahern.

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