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Vikings – 3×01 – Mercenary (Season Premiere)

vikings-season-36Vikings começou a sua terceira temporada com mais um magnífico episódio e não deixando dúvida alguma que é uma das melhores séries da atualidade. Mercenary foi um episódio que apresentou muito bem os promissores enredos principais desta novo ano e ainda introduziu novos personagens.

Os Vikings nasceram para lutar e conquistar, por isso todos estavam ansiosos para voltar ao mar rumo a Wessex. Ragnar é um rei atípico, nunca pediu para alcançar este grau de poder e sabe o perigo dele, continua sendo aquele mesmo fazendeiro que pensa cada passo com um enorme cuidado. Essa sua calma é que o diferencia do resto dos seus companheiros e o faz ser um verdadeiro vencedor. Seu próprio filho Bjorn não tem essa calma e tem um comportamento impulsivo, muito mais parecido com o de seu tio Rollo, a cena inicial mostrou a vontade de Bjorn de defender seu povo e ao mesmo tempo sua sede por poder. Bonita a preocupação e carinho de Bjorn com sua esposa Thorunn que é muito parecida com Lagertha, uma mulher decidida e que tem dentro de si o sangue de uma guerreira. Ragnar já percebeu que a presença de Thorunn pode tirar atenção de Bjorn na batalha e precisa ensinar seu filho sobre a própria experiência que teve com Lagertha nos campos de batalha.

Nunca fui a favor da decisão de Ragnar de largar Lagertha, uma mulher admirável que agora cole os louros e os problemas de ser a líder de um povo. Lagertha parece tão preocupada em expandir seu reino e viajar pelos mares que não conseguiu ver que tem um inimigo interno com o falso Kalf (Ben Robson), um personagem que fez uma forte estreia. Kalf finge uma falsa lealdade a Lagertha, enquanto nas suas costas se alia ao inimigo dela Einar para tirá-la do poder, já que não apoia essa decisão dela de abandonar seu povo para fazer essas viagens.

Lagertha confia tanto em Kalif que até pensou em se casar com ele, mas ele a dispensou, uma tática para conquistar ainda mais a lealdade dela. A conversa de Lagertha com o Vidente ligou o alerta sobre o futuro dela na história e com grande pesar já a coloco como a favorita para morrer nesta temporada. Não entendo essa necessidade de Lagertha de querer casar, ela não precisa de um homem ao seu lado, mas talvez encontre isso com Ecbert! A maior surpresa do episódio foi o flerte de Ecbert com Lagertha, realizado através do tradutor Athelstan, Lagertha parece da vez mais disposta a levar seu povo para Wessex, o que deve aumentar sua crise com Kalif.

Mais uma vez Athelstan se vê preso entre escolher o seu Deus católico ou os Deuses do povo que aprendeu a amar. Athelstan ganhou uma pretendente com Judith, o que criou uma tensão entre Athelstan e o marido dela Aethelwulf que não é nada calmo e odeia os vikings. Falando ainda sobre as mulheres de Ragnar, desta vez sobre sua esposa Auslag que está sendo ainda mais deixada de lado depois do nascimento de seu filho doente. Emblemática a cena com Ragnar brincando com seus dois filhos saudáveis até a chegada de Auslag e o bebê, a expressão das crianças deixou claro o preconceito que o recém-nascido está sofrendo de sua própria família. Apesar de manter uma certa distância, Ragnar ama seu filho, mas não parece sentir o mesmo por Aslaug.

Ragnar tomou a atitude certa ao fechar o acordo com Ecbert para tirar do poder o tio e irmão de Kwenthrith, princesa se apaixonou por Ragnar ao vê-lo no campo de batalha, conhecendo o passado de Ragnar é bem capaz que algo aconteça entre eles. A cena de batalha foi, como sempre, espetacular e mostrou toda a genialidade do vikings na arte da guerra, sempre capazes de superar exércitos maiores do que o deles com suas inteligentes táticas, desta vez derrotando o tio de Kwenthrith, enquanto o seu irmão assistia tudo sem poder fazer nada e sabendo que será o próximo.

Pela primeira vez a série mostrou na prática a questão da diferença das línguas dos vikings e os ingleses, até então a série nunca tinha apresentado um episódio com tantos diálogos nas línguas originais de cada povo, o que traz mais realismo. Os diálogos de Vikings são magníficos e existe muita sabedoria neste povo de guerreiros, o peculiar filosofo Floki foi bem realista ao afirmar que as famílias não são felizes e a felicidade pode ser algo perigoso se você se contentar e ficar preso a ela.

cinco

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