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Constantine – 1×13 – Waiting for the Man (Season ou Series Finale)

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Wainting for The Man é um dos melhores arcos dos quadrinhos de Constantine, foge do padrão da história ao mostrar Constantine enfrentando o pior demônio que existe, o ser humano! Terminar a temporada, ou talvez a série, com uma adaptação, bastante fiel, desta história foi uma excelente escolha e que somente provou potencial de Constantine, uma série que amadureceu e evoluiu bastante nestes 13 episódios.

As mudanças feitas na história original foram precisas e necessárias para ligá-la aos enredos próprios de Constantine, Zed e o policial Jim Corrigan. Constantine enfrenta demônios e monstros todos os dias, mesmo assim ficou bastante abalado com o homem que era satanista e pedófilo, ensinando a dura lição de que a Trevas Ascendentes pode trazer não apenas demônios, mas também pode despertar o que existe de pior no ser humano. Um caso que não fez Constantine perder sua fé no ser humano e que sim aumentou ainda mais sua vontade de colocar cada demônio no seu devido lugar. Não posso deixar de comentar sobre a sarcástica piada feita por Constantine sobre como os médicos o avisaram de que teria câncer no pulmão se continuasse fumando e que isso não aconteceu, o que foi uma clara referência ao que acontecerá com o personagem no futuro e as críticas que a série enfrentou por relutar em mostrar o protagonista fumando.

Zed teve uma ligação pessoal com a história da garota que fugiu de casa e que tinha uma forte ligação com seu pai, trazendo para Zed lembranças de sua própria vida. Apesar de ainda achar Zed uma personagem bastante fraca, foi interessante ver o confronto interno de Zed ao ter a visão sobre a morte de Corrigan e não sabe como lidar com isso. O caso também mostrou um diferente lado da personalidade de Jim Corrigan, o detetive deu um importante passo em sua história ao concordar com Constantine de que o Homem merecia pagar com sua vida pelo que fez. Particularmente não estou gostando nem da atuação de Emmett Scanlan e muito menos desta versão de Jim Corrigan, apesar das visões de Zed não consigo enxergar com bons olhos o caminho que o levará a se transformar no Espectro, o personagem precisa sofrer algumas alterações antes disso acontecer. Algo que também não gostei foi o beijo entre Zed e Corrigan, desnecessário e meio estúpido da parte dela começar um relacionamento com uma pessoa que sabe que vai morrer, ainda mais ilógico foi o ciúmes de Constantine, não considero de forma alguma uma boa ideia Constantine e Zed ficarem juntos.

O caso ganhou ainda mais emoção com a dica dada por Gary Lester que voltou dos mundos dos mortos para avisar Constantine sobre a recompensa que foi colocada pela sua cabeça. Algo que gostei nesta temporada foi a rivalidade entre Constantine e Papa Midnite e que ficou mais intensa neste episódio, com Papa tentando matar Constantine para em troca salvar alma de sua irmã. Assustador o homem vodu que Papa mandou para matar Constantine que foi prepotente ao não se proteger e se não fosse Jim Corrigan teria sido morto, mas também foigGenial a maneira que Constantine virou o feitiço contra o feiticeiro ao enganar Papa usando o mesmo truque que o dele.

Hora de falar sobre a surpreendente revelação final de que Manny é o responsável pelas Trevas Ascendentes e que está controlando a perigosa Brujeria! Essa inesperada reviravolta ganha ainda mais força por ter sido introduzida depois de um episódio bastante dedicado a mostrar o lado bom de Manny que passa de herói para um vilão com um enorme potencial. Foi uma revelação daquele tipo que dá vontade de você assistir a temporada de novo só para ver se passou despercebido algum detalhe que poderia ter indicado que isso iria acontecer. Começo a suspeitar que Manny não seja apenas um anjo que trocou de lado, mas talvez seja o próprio Lúcifer, o Anjo Caído! Manny é muito esperto e sabe que para seu plano dar certo vai precisar tanto de Constantine como de Zed, o olhar de admiração de Manny para Zed ganha outra perspectiva após a revelação sobre seu verdadeiro objetivo.

quatro

Sobre a Temporada:

Seria errado dizer que foi injusta a baixa audiência e críticas sobre Constantine, fato é que a série começou muito mal, inicialmente parecia querer ser apenas uma espécie de nova Supernatural e não conseguia aproveitar os elementos que fizeram as HQ’s de Constantine ser um clássico. A temporada teve muitos altos e baixos e Constantine demorou demais para definir seu próprio estilo e quando começou a melhorar de verdade foi quando ficou mais parecida com os quadrinhos, mas isso aconteceu já perto do fim da sua curta temporada.

É impossível dizer se a NBC errou ou não ao reduzir para 13 o número de episódios desta primeira temporada, claro isso prejudicou e muito a série, mas talvez se isso não tivesse acontecido a equipe criativa da série não teria feito este grande esforço corrigir os erros e melhorar a história. Pelo menos último episódio teve um leve aumento na audiência, o futuro de Constantine deve ser anunciado nos próximos meses e o rumor que circula é que a NBC está buscando uma maneira de passar a série para um novo canal, sendo o SyFy o favorito. A primeira temporada de Constantine foi no máximo mediana, mas inegavelmente a história amadureceu e melhorou nos últimos episódio e terminou com este gancho sobre Manny que tem um enorme potencial e que pode trazer novos elementos para uma história que ainda está longe da perfeição.

Nota da temporada:

tres

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