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Crítica: Annie

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A primeira cena do remake do musical Annie mostra uma garota parecida com a protagonista do filme original de 1982 cantando no estilo dos clássicos musical e logo em seguida conhecemos Annie B (Quvenzhané Walis), uma garota mais criativa e espontânea até na sua música, uma maneira de afirmar logo de cara ao público que a proposta deste remake é modernizar a história criada originalmente em 1885 e que depois virou musical na Broadway e filme em Hollywood.

A premissa é também levada para os tempos atuais, Annie é uma garota órfã que sonha em encontrar os seus verdadeiros pais e que mora com outras órfãs na casa de Hannigan (Cameron Diaz), uma ex-cantora frustrada. Annie acaba sendo salva de um acidente pelo bilionário da telefonia Will Stacks (Jamie Foxx) que com ajuda de seus assistentes usa a imagem da fofa garota para alavancar sua candidatura a prefeitura de Nova York.

'Annie' Film Set

O diretor Will Gluck (Amizade Colorida) faz um forte esforço para adaptar a história original ao máximo para os tempos modernos, trazendo temas atuais como a internet e o vicio nela, os jogos políticos e a falta de altruísmo da sociedade atual. Temas que poderiam até funcionar se Annie não fosse tão politicamente correto e falso, nada parece verdadeiro, desde os personagens, as atuações e principalmente as músicas. O popular rapper Jay-Z foi o responsável por modernizar e dar uma nova roupagem para as clássicas canções do musical, com uma forte inspiração em musicais recentes que usam os sons ambientes como partes das melodias. A nova roupagem tem um resultado bastante agradável na parte instrumental e péssimo nas vozes do seu elenco, com um descarado e exagerado uso de auto-tune.

O uso do artifício para melhorar, neste caso piorar, as performances como cantores do elenco é tão grande que alguns dos integrantes tem suas vozes totalmente modificadas. Por mais que Rose Bryne faça uma razoável atuação como assistente de Will, a atriz é prejudicada pelo auto-tune que a faz parecer dublar a voz de outra pessoa. Quando o auto-tune não prejudica as canções, os próprios atores fazem isso, Cameron Diaz e Bobby Cannavale, como o maldoso assistente de Will, disputam para ver quem faz a atuação mais caricata ou a pior performance, o dueto dos dois é uma das piores canções da história dos musicais.

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Aquela carismática garota que encantou o mundo e foi indicada ao Oscar pela sua atuação em Indomável Sonhadora é transformada em mais falsa e insossa atriz-mirim de Hollywood, Wallis perde seu encanto e parece um robô feito para fazer feições para emocionar o público. Jammie Foxx é o único que se salva, forma uma agradável dupla com Wallis e seu Stacks faz virar a realidade a mensagem de que as pessoas podem mudar e assim melhorar o mundo

Annie consegue dar uma nova cara ao clássico musical, transformando a adorável história em uma típica obra comercial Hollywoodiana e da indústria da música atual que cri com auto-tune artistas falsos e descartáveis.

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