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Greys Anatomy – 11×10 – The Bed’s Too Big Without You

137788_6024_prePior do que estar sozinho é ter milhares de pessoas ao seu redor e ainda assim se sentir sozinho, é quando isso acontece que você realmente entende que no fim você sempre está sozinho. Ter essa noção de solidão é importante tanto para aprender a lidar consigo mesmo como também com os outros ao seu redor, pensamento que Grey’s Anatomy conseguiu explicar tão bem através das histórias de seus personagens.

Meredith, dormindo com um tumor

Quem diria que o melhor para Meredith, como personagem, seria ficar afastada de Derek, bastou ele sair da trama para a personagem voltar a ganhar força e conseguir se destacar de verdade. Meredith aos poucos está conseguindo equilibrar sua carreira com suas obrigações como mãe, mas também não pode abandonar as crianças na creche e pronto.

Meredith conseguir pensar fora da caixa e mostrar toda sua capacidade como médica ao ter a genial ideia de usar a impressora 3D para imprimir uma versão do complexo câncer da paciente, muito fofa a história de amor da paciente e seu marido. Meredith também teve uma essencial ajuda de Bailey e Maggie, e uma pequena de Karev, não seria nada ruim ver mais cenas deste trio de doutoras trabalhando juntas. Sagaz a ligação entre a história do episódio com a do clássico livro a Odisseia, o câncer era realmente um grande desafio e as doutoras ganharam dele ao trabalharem em equipe e confiarem em seus instintos.

Talvez a melhor cena desta temporada foi a conversa de Meredith, Maggie, Bailey e Amy sobre solidão e a falta de ter alguém para dormir ao seu lado. O que mais chamou atenção foi a revelação de Maggie que perdeu a chance de casar com o homem ideal por não gostar de dormir na cama com uma mesma pessoal, uma atitude bastante atípica e que ajuda ainda mais a Maggie ser essa pessoa solitária. Sempre fui a favor de uma aproximação de Meredith com Amy, penso que as duas combinam, mas preciso concordar que a química entre Meredith com Maggie está cada vez mais aumentado. Neste momento de extrema solidão, Meredith precisa tanto aprender a dormir, e se virar, sozinha, como também perceber que seu mundo não se resume a Derek, Cristina e Karev, abrindo as portas para Maggie ter uma participação maior em sua vida.

Karen e Jo, a técnica da pausa

Meredith quer de qualquer jeito transformar Karev em sua nova Cristina, foi uma jogada bastante inteligente ensinar, escondido de Karev, para Jo sobre a estranha técnica da pausa durante o sexo, pobre Karev que está preso no meio dessas mulheres. Na minha opinião essa técnica da pausa jamais daria certo na vida real.

Callie e Hunt, voltando ao jogo

Desde o começo percebi que aquela mulher estava dando em cima de Callie e não de Hunt, mas Callie ficou tanto tempo fora do jogo que demorou para perceber isso e acabou dando um grande fora. Callie e Hunt vivem uma fase de solidão e estão usando a medicina como uma maneira de tapar esse buraco.

Callie e Hunt não podem de maneira alguma pensar que a cota de felicidade deles acabou, só não estão ainda preparados para entrarem em relacionamentos mais profundos. Morri de pena do Hunt na cena final lembrando da Yang, o que eles tiveram foi muito especial e talvez ele nunca consiga ter um amor igual ao que teve com Cristina. Já Callie precisa de uma nova chance, teve uma série de relacionamentos ruins e não concordo que Arizona foi o grande amor de sua vida, acredito que Callie ainda encontrará um novo amor.

Amy, a vida de uma doutora e milhares de bebês em suas mãos

Mais do que salvar a vida de Herman e consequentemente a vida de centenas de outros bebês, para Amy tirar o câncer do cérebro de Herman é uma maneira de provar a todos que merece o seu emprego. Webber foi, como sempre, um paizão ao ajudar Amy a entender que não pode colocar esse peso em cima de si e ao mostrar que os residentes que são lerdos e não ela que não sabe ensinar, o que aconteceu com Steph foi o maior exemplo disso. Amy não precisa provar seu valor para ninguém e sim acreditar mais em si mesma.

Arizona e o curso intensivo

Apesar de ser uma pessoa bastante estúpida, Herman está a sua maneira tentando aproveitar ao máximo o tempo que tem para salvar mais vidas e passar seu legado para Arizona que está começando a entender a grande diferença entre lidar com um feto e com uma criança fora da barriga.

April e Avery, preparem as grandes armas!

A solidão de April está bastante ligada a sua fé, já que está claramente se sentindo abandonada pelo Deus que tanto acredita. Concordo com Avery de que a melhor decisão, tanto para April como para a criança, é fazer um aborto, seria um ato de crueldade deixar a criança nascer para ter alguns meses de vida e somente sofrer neste período. Sou totalmente contra o aborto, não por questões religiosas, mas neste caso e em outros parecidos o procedimento é a melhor solução. A mãe da April está apenas enxergando a situação através das regras de sua religião e está errado ao não pensar no que é melhor para sua filha e seu neto. Todo mundo já sabia que a criança teria o pior grau da doença, agora April e Avery não podem fugir mais desta decisão e precisam decidir sobre o futuro da criança.

tres_e_meio

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