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Série Nova: 12 Monkeys – 1×01 – Pilot

12 Monkeys - PilotNos últimos anos os canais de televisão estadunidenses vem investindo em adaptações de filmes para o formato séries de TV, poucas realmente deram certo, apenas Hannibal e Fargo. O canal SyFy entra nesta moda e de forma audaciosa ao lançar uma série baseada em Os 12 Macacos, clássico filme de ficção científica de 1995 dirigido por Terry Gilliam e estrelado por Bruce Willis e Brad Pitt. O roteiro da série foi escrito por Terry Mataias e Travis Fickett que trabalharam juntos em Nikita e em Terra Nova.

A versão televisiva segue a premissa original, uma praga matou praticamente quase toda a humanidade em meados de 2017, os imunes ao vírus que sobreviveram ou vivem na Terra lutando entre si por comida ou se esconderam no subterrâneo. Um dos sobreviventes é Cole (Aaron Stanford, de Nikita) um homem que nasceu e cresceu neste mundo pós-apocalíptico, Cole é enviado por uma cientista ao passado para buscar informações sobre o que dizimou a humanidade e impedir que isso aconteça. No passado, Cole vai atrás da virologista Cassandra Reilly (Amanda Schull, de Suits) que depois de relutar inicialmente, acaba acreditando na história contada por Cole e tenta ajudá-lo.

Se você é fã, eu sou bastante, do filme original, a primeira coisa a fazer ao assistir a série 12 Monkeys é esquecê-lo, a série não tenta de maneira alguma ter a profundidade do filme original e muito menos deixa no ar o mistério sobre a história ser real ou não. A adaptação televisiva vai por outro caminho e usa, bem, elementos de uma boa série de ficção científica. Se você nunca viu o filme e gosta de séries sci-fi sobre viagem no tempo vai encontrar uma boa opção com 12 Macacos que apresentou um piloto com muitos acertos e uma história que deve crescer ainda mais. O roteiro utiliza muito bem os elementos de uma história sobre viagem do tempo e consegue ir e vir no tempo sem causar confusão ou exagerar nas explicações que são encaixados na trama de forma bem natural, como a questão do paradoxo e os detalhes centrais são entregues aos poucos para o quebra-cabeça ser montado.

Um grande diferencial entre filme e série é que Cole vai constantemente viajar pelo tempo, nunca ficando muito tempo parado em uma só época, o que dá muito movimento para a história e ajuda a criar um complexo quebra-cabeça sobre como as ações de Cole vão mudar o mundo. Essa opção narrativa também ajuda a atiçar a curiosidade do público, como no piloto ao descobrimos que Cole foi até os anos 80 para falar com Leiland (o ótimo Zeljko Ivanek e espero que ele retorne), o que já é um gancho para um futuro episódio. O piloto teve um ritmo frenético e bastante direto, concentrando-se em apresentar seus dois personagens principais e o mistério da trama, uma qualidade foi dar mais espaço a parte da ficção científica do que ao mundo pós-apocalíptico, cenário que está sendo usado excessivamente na TV e no cinema.

Cole e Cassandra formam rapidamente uma atraente dupla, o viajante do tempo por ter vivido em uma realidade dura é tenso e sente o peso do seu papel como salvador da humanidade e sabe que ao conseguir isso apagará a si mesmo da história, o que é uma carga emocional forte. Aaron Stanford com seu jeito sério passa bem essas emoções do seu personagem que ao longo da história vai ficar cada vez mais envolvido e fanático pela solução deste quebra-cabeça. O ritmo rápido do piloto atrapalhou um pouco o desenvolvimento de Cassandra, principalmente na questão de como ela aceita fácil demais a história de Cole, já que o público não vê, mas apenas fica sabendo através dela o que aconteceu na sua vida entre o dia que conheceu Cole até reencontrá-lo dois anos depois. Ao decidir aceitar acreditar em Cole, Cassandra mudou a sua vida para pior, também fica um pouco no ar até que ponto ela está do lado do bem, já que a mensagem deixada por Cassandra no futuro não revela todo seu papel na história do vírus.

Somente nos minutos finais a série revela a existência do misterioso exército dos 12 Macacos, deixando no ar sua importância no que aconteceu no futuro e mistério que ficou ainda maior com a introdução de Jennifer (Emily Hampshire, de Rookie Blue) e seu desenho do macaco. O canal SyFy é conhecido muito mais pelas suas produções de baixo orçamento e muitas vezes com baixa qualidade narrativa, por isso impressiona o texto afiado e os efeitos especiais, com uma bela fotografia, de 12 Monkeys o que mostra como o canal está apostando alto na série.

Vai dar certo? Incerto, sim, eu gostei e muito do piloto, mas a minha preocupação em relação a 12 Monkeysé  o perigo que a série corre, como qualquer uma do gênero, de se perder em sua própria história. A equipe criativa terá que ter muito cuidado para não deixar a história confusa demais ou com excessivas reviravoltas, por isso vejo a série com uma tendência a não ter uma longa vida no máximo 3 temporadas.

Para quem gosta de…: o filme 12 Macacos, ficção científica, histórias de viagens no tempo

O TV Cinema e Música vai acompanhar? Sim! Vou dar um voto de confiança para a série e vou escrever semanalmente sobre Os 12 Macacos aqui no TV Cinema & Música.

quatro

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