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Crítica: De Volta ao Jogo

John Wick-1Keanu Reeves volta aos cinemas em De Volta ao Jogo, filme de ação que marca a estreia do dublê Chad Stahelski como diretor. Stahelski tem uma longa experiência em Hollywood como coordenador de cenas de ação e como dublê, incluindo do próprio Keanu Reeves em Matrix, o que ajuda a explicar, não totalmente, a decisão do ator de participar desta produção.

Reeves vive John Wick, um temido assassino profissional que se aposentou após conhecer a sua esposa que anos mais tarde falece precocemente. Após a morte de sua amada, a única coisa que resta na vida de Wick é seu potente carro e um cachorrinho que foi deixado pela sua falecida esposa, mas em um ato infantil o prepotente filho do líder da máfia russa local rouba o carro e mata o cachorro de Wick que volta aos velhos tempos e parte em uma jornada em busca de vingança.

TMN_8943.NEFO roteiro do desconhecido Derek Kolstad é uma vergonhosa sopa de clichês de histórias sobre assassinos profissionais, usa e abusa de elementos tradicionais, e já ultrapassados, do gênero, desde o assassino veterano interpretado por Wililem Dafoe, a mulher fatal com Adrianne Palicki e o maior deles é colocar os russos como vilões da trama. Existe uma tentativa de criar uma aura de assassino perfeito sobre John Wick, mas o roteiro faz uma auto-sabotagem ao descrevê-lo como aquele que você contrata para matar o Bicho Papão, uma frase que parece mais uma piada, mas é dita na trama de forma séria e com a intenção de assustar. Com um roteiro patético e sem experiência para dirigir cenas que não sejam de ação, resta ao estreante Chad Stahelski montar muitas cenas de perseguições, tiros e lutas, cuidando bem da arquitetura de cada uma, mas exagerando na repetição de típicas cenas de ação hollywoodianas. A cansativa trilha sonora chama atenção unicamente por ter uma música inédita do roqueiro Marilyn Manson que é tocada repetidamente quase forçando o público a ter que gostar dela ou pelo menos ficar com a canção na cabeça.

Para Reeves o papel de John Wick é uma oportunidade para colocar seu estilo de atuação intimista e praticamente mudo em prática, permanecendo o filme todo com seu conhecido semblante sério e deprimido, o qual já virou inúmeros memes na internet.  É triste ver atores respeitados como Willem Dafoe, Michael Nyqvist e Ian McShane em papéis medíocres, o mesmo não pode ser dito sobre os fraquíssimos e caricatos Alfie Allen (Game of Thrones) e Adrianne Palicki (Agents of SHIELD), o primeiro como o exagerado e mimado filho do mafioso russo e Palicki mais uma vez ganhando destaque pelas suas curvas do que pela sua atuação.

John Wick-3A tentativa de fazer com que um precário filme de ação como John Wick seja levada a sério, o que é impossível para uma premissa onde uma matança acontece por causa do assassinato de um cachorro, é o que faz ser nada mais do que uma excessivamente longa e sem graça piada, até o Bicho Papão riria desta história.

meio

Um comentário em “Crítica: De Volta ao Jogo

  1. O jeito que você descreve só por causa de um cachorro, passa a entender que um cachorro não é nada… Lamentável!

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