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American Horror Story: Freak Show – 4×07 – Test of Strength

BN-FP671_1118HO_G_20141118174913Ryan Murphy e sua equipe de roteiristas esqueceram de que estão contando uma história de terror e no lugar criaram este drama familiar com uma certa dose de Glee. Não existe explicação para aquela cena de Jimmy cantando Nirvana, o personagem poderia provocar Elsa de outra maneira e foi mais uma desnecessária cena musical, além da vergonhosa performance de Evan Peters.

Stanley/Richard é o monstro maior desta história, trazendo caos para todos ao seu redor, manipulando facilmente Dell e Elsa para enriquecer com a vida e corpos dos freaks. Stanley já coloca na cabeça de Elsa que a morte é única maneira de se livrar das gêmeas para sempre, a pobre alemã ainda acredita que ele a levará a sua sonhada fama. Sarah Paulson está sendo um dos poucos motivos para gostar desta temporada, sua atuação como Dot e Bette ganha mais intensidade interpretando duas pessoas tão diferentes e que são unidas pelo mesmo corpo. Vejo um pouco da personalidade de Elsa tanto em Dot como em Bette, tendo em comum a ganância; Dot lembra Elsa pela sua frieza e capacidade de tudo para alcançar o que deseja, no caso a cirurgia, e Bette entra em conflito com Elsa pelo desejo de ambas de serem famosas. A relação entre as irmãs é tensa e fica a sensação de que a qualquer momento Dot irá tentar novamente matar sua irmã, Bette também provoca Dot ao zombar dela citando o antes e depois mudar a cor do seu cabelo para loiro.

Enquanto não mata as gêmeas, Stanley conseguiu um freak para o museu com a morte da pequena Ma Petite, pelo menos não vou ter que ouvir mais aquela voz irritante. Dell ser o homem mais forte do mundo e ao mesmo tempo homossexual é algo interessante e este episódio lidou com estes dois lados deste denso personagem. O lado sensível apareceu na interação de Dell e Jimmy com a confirmação de que são pai e filho e os dois tendo um momento de carinho, o gesto de Dell pegando as luvas de Jimmy foi bem tocante, jamais seria capaz de matar o seu próprio filho. O lado monstro surgiu quando tentou matar Eve e levou uma merecida surra e depois ao matar de forma tão fria a pequena Ma Petite, mas sem deixar de mostrar remorso pelo ato, justificado, pelo menos para si, pelo medo de que sua homossexualidade seja revelada. Só realmente espero que morte de Ma Petite e sua exposição no museu seja real e não mais um desnecessário truque para enganar o público.

O único momento de real horror foi no curtíssimo enredo de Penny ao ser transformada em uma freak pelo seu nojento pai, com ajuda do tatuador, seria até mais humano da parte dela matá-la do que ter feito isso. Penny virou uma espécie de mulher lagarto com aquelas tatuagens e a língua cortada, o que não deixa de ser um castigo para Paul, tanto por ter se aproximado dela e também por ele mesmo ter feito algo parecido com seu corpo, realmente foram feitos um para o outro!

American Horror Story: Freak Show deveria mudar de nome para American Drama Story: Problemas Familiares!

tres

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