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Doctor Who – 8×12 – Death in Heaven (Season Finale)

doctor-who-season-8-finale-part-2-death-heavenLogo no primeiro teaser da oitava temporada de Doctor Who uma pergunta foi colocada com o Doutor perguntando para Clara se ele era um homem bom? Essa pergunta passou por toda a temporada até ser respondida neste final de temporada que foi um dos episódios mais tristes da história da série.

A versão feminina do Master era mais cruel que as anteriores, até agora estou abalado pela triste morte fofa da Gooze (com gravata borboleta), e também tinha sua sensibilidade, realmente Missy desejava ter seu velho amigo de volta. Seu plano de criar um exército de zumbis Cybermen somente para provar que o Doutor era parecido com a sua velha amiga, um plano que só poderia ter saído da cabeça de uma megalomaníaca.

O plano de Missy incluía colocar Clara e o Doutor juntos, já que foi ela que os aproximou, parecendo testar como o Doutor reagiria com alguém parecido com ele e também com seu velho inimigo/amigo Master. Pobre Clara que entrou no meio desta antiga batalha e acabou sendo a maior prejudicada, perdendo o único homem que amou em sua vida e consequentemente seu melhor amigo.

O Doutor teve a chance de responder a pergunta inicial ao perceber que não é um homem bom ou mal, apenas um idiota alienígena com uma Tardis e uma Screwdiver. Um dos temas desta temporada foi como o Doutor coloca nas mãos dos humanos a decisão final sobre o futuro deles, foi assim como Pink, sempre sendo o homem que ajuda os humanos, mas jamais será o seu líder ou presidente. Pink sempre ficou reforçando essa imagem de que o Doutor era um general muito para disfarçar a própria culpa do que fez no seu período no exército, no fundo Pink não deixou de ser um soldado e também em um herói. Foi bonito e lógico Pink fazer o último sacrifício e salvar o mundo, Pink sempre sentiu que precisa fazer algo para apagar os erros do passado. Se dar sua vida não fosse o bastante, ainda desperdiçou a chance de ressuscitar e ficar com Clara para no lugar salvar o garoto que matou por acidente na guerra.

Duvido que uma vilã sagaz como Missy aceitaria ser morta tão facilmente e tenho certeza que a sua morte foi mais uma encenação dela esperando uma nova oportunidade para retornar a vida do Doutor. Diga-se de passagem a cena da morte de Missy e o salvamento de Kate foi uma bela homenagem ao clássico personagem o Brigadeiro Lethbridge Stewart. É chegada a hora de falar da misteriosa cena final do Doutor encontrando ou não Gallifrey. Moffat obviamente não deixaria o Doutor voltar para seu planeta natal tão facilmente e criou um mistério sobre o que Doutor viu para deixá-lo irritado daquele jeito! O futuro de Gallifrey continua um enorme mistério, talvez tudo tenha sido em vão e o planeta não exista mais e foi mais uma pegadinha de Missy. Uma pergunta que dificilmente teremos uma resposta logo.

O Doutor sentiu a responsabilidade de ter intervindo tanto na vida de Clara e estava disposto a deixá-la ir embora para ficar com Pink, o oposto do que aconteceu. O diálogo final entre o Doutor e Clara foi um dos melhores desta temporada, um tentando proteger o outro e não querendo decepcionar o outro. Clara mentiu para não deixar o Doutor preocupado e com o peso de não ter conseguido salvar Pink e o Doutor mentiu para Clara pode ficar em paz acreditando que ele será feliz em Galiffrey.

Acredito que este não foi o ponto final da história do Doutor e Clara apenas uma vírgula, o derradeiro destino desta parceria deve ser revelado no especial de natal!

quatro_e_meio

Sobre a Temporada:

Ainda faltando o especial de Natal vou fazer uma pequena análise sobre este ano. Steve Moffat continuou o caminho sombrio e dramático que começou lá no especial de 50 anos até chegar neste episódio, aproveitou a nova reencarnação do Doutor para lhe dar um tom mais sério e menos alegre. O Doutor de Peter Capaldi foi um personagem oposto da versão de Matt Smith, muito mais sombrio e denso, com um leve e mais sarcástico humor. Capaldi conseguiu trazer este lado mais sombrio do Doutor e mostrou o motivo de ter sido o escolhido nas cenas dramáticas deste episódio.

Duas coisas prejudicaram e muito a estreia de Capaldi como o doutor; o primeiro foi a sequência de episódios medianos desta temporada, tirando os dois últimos, todos os outros dificilmente vão entrar para a lista de histórias inesquecíveis da série. Outro fator foi a própria Clara Oswald que muitas vezes se tornou a protagonista da trama, talvez porque o público já a conhecia e gostava dela, enquanto o novo Doutor ainda precisava conquistar o seu lugar. É preciso ressaltar que Jenna Coleman assumiu bem este papel de protagonista, a atriz fez uma atuação impecável. Mesmo assim ressalto a opinião de que talvez seja hora de trocar realmente de companheira, trazendo uma nova personagem e dando a chance para Peter Capaldi conquistar de vez os fãs.

A ousada proposta de transformar o Master em uma mulher foi o maior legado desta temporada. Michelle Gomez interpretou a melhor e mais cruel versão deste clássico vilão, entrou para a história da série e fica a esperança de que retorne, afinal seria um desperdício não utilizar mais uma vez uma clássica personagem como Missy.

Uma temporada que fica marcada por dois episódios finais inesquecíveis e que inicia uma nova e mais sombria era na história de Doctor Who. A fase de Peter Capaldi está apenas começando, e muito bem, e ainda teremos em dezembro o Doutor ajudando o Papai Noel!

tres_e_meio

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