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Constantine – 1×03 – The Devil’s Vinyl

a88e7d0c501048c9c8ae4c72ff56e775Chega a ser depressivo ver uma obra única como Constantine ganhar uma adaptação tão fraca para televisão, transformando uma história especial em uma trama sobrenatural banal e no estilo procedural, nada mais do que um novo Supernatural.

Já era praticamente certo que o caso da semana não seria bom, afinal tentar criar uma história de terror sobre um vinil amaldiçoado não era uma tarefa fácil, ainda mais para os preguiçosos roteiristas da série. Caso que ficou ainda mais clichê com uma história envolvendo a venda da alma para o diabo, se o músico roqueiro tivesse feito isso até seria razoável, mas a trama perdeu todo seu impacto e virou um drama chato com a revelação de que foi a esposa do roqueiro que vendeu sua alma para salvar seu marido que claro estava com câncer!

A expectativa sobre este episódio estava realmente na introdução de Papa Midnite (Michael James Shaw), um popular personagem das HQ’S de Constantine. Como tudo nesta adaptação, o Papa Midnite da série não tem o humor e maldade da versão original, pareceu um vilão bem comum, sua participação episódio se resumiu a cena que tentou matar Constantine e por ser derrotado pelo protagonista. Quando Midnitefoi introduzido na trama o episódio piorou ainda mais e ficou parecendo ainda mais longo, principalmente pela desnecessária e longa demais parte dos homens de Midnite controlados pelo vinil.

Para não dizer que foi tudo ruim, o roteiro introduziu melhor, mas ainda de forma excessivamente didática, os elementos sobrenaturais; a hilária cena de Constantine coberto de sangue fazendo um feitiço, a mão GPS e a carta mágica. Outra qualidade foi a trilha sonora do episódio, principalmente na cena de Constantine ouvindo Sex Pistols. Já Zed e principalmente Chas parecem dois personagens perdidos na trama, a primeira já mostra não ser muito diferente do que foi Liv no primeiro episódio e essa versão da série de Chas é muito sem vida. Coprotagonistas que ainda não mostraram o seu valor e acabam disputando espaço, e muita vezes também tirando, com o protagonista.

Um episódio totalmente banal que pecou pela falta de emoção e também um pouco de humor. Constantine continua sendo uma série sem personalidade que apenas copia a fórmula de outras produções do gênero. Se continuar deste jeito já penso em desistir da série em breve.

Comentário Extra:

O melhor do episódio foi a referência ao período de Constantine como o vocalista da banda Mucus Membrane.

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