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Crítica: November Man – Um Espião Nunca Morre

518702Pierce Brosnan volta aos seus tempos James Bond ao interpretar mais uma vez um agente secreto no filme de ação November Man – Um Espião Nunca Morre.

Brosnan vive o espião da CIA Peter Devereaux que se aposenta após o seu aprendiz Manson (Luke Bracey, de G.I. Joe: Retaliação  ) cometer um erro. Vivendo uma vida tranquila Devereaux é obrigado a voltar ao trabalho para resgatar a colega Natalia (Mediha Musliovic) que possui importantes informações sobre o militar e futuro candidato a presidente da Rússia Arkady Federov (Lazar Ristovski). Uma missão que o acaba colocando em confronto contra o seu ex-pupilo Mason e onde precisará da ajuda de Alice (Olga Krylenko) para desvendar uma perigosa conspiração.

_LET4985.NEFA contratação de Brosnan é justificada pelo seu passado como James Bond, assim como a de Olga Kurylenko, que foi Bond Girl em 007 – Quantum of Solace, mas as comparações com a franquia do agente 007 se limita apenas a estes dois atores. O sonolento roteiro de Michael Finch e Karl Gajdusek, baseado na série de livros November Man, de Bill Granger, reúnes, sem acrescentar os clássicos elementos dos filmes de espionagem, sem acrescentar ou pelo menos conseguir usá-los da melhor maneira. Elementos óbvios como a mega conspiração mundial que obviamentetem como inimigos os russos, o agente secreto aposentado que precisa enfrentar seu aluno e claro uma mulher fatal.

Luke Bracey e Olga Kurleynko são apenas os rostinhos bonitos, utilizados obviamente nas cenas de sexo, e descartáveis da trama, o agente novato Manson é uma mera sombra de Deveroux, uma imitação da realidade na enorme diferença que existe na atuação de Bracey e Brosnan. Mais de dez anos depois deixar o paletó de James Bond, Pierce volta a um papel que lembra o auge de sua carreira, interpretando desta vez um espião mais experiente. Brosnan parece tentar trilhar o mesmo caminho do também veterano Liam Neeson com Busca Implacável, mas sem o mesmo sucesso já que November Man dificilmente vai virar uma franquia de sucesso. Mesmo com 61 anos o ator, ainda tem um razoável físico e competência para cenas de ação, mas pouco pode fazer a um papel tão sem personalidade como de Deveroux, o nada mais do que tradicional agente secreto aposentado, sem o charme e carisma de um James Bond. Brosnan ainda repete a fatídica parceira de Infern de Dante com o diretor Roger Donaldson, mais um da enorme lista de profissionais que parecem robôs em sua direção automatizada.

november-manNovember Man – Um Espião Nunca Morre é um déjà-vu ruim de um longíquo passado de um gênero que nos últimos anos se reinventou, seria uma missão fácil para James Bond eliminar Peter Deveroux.

uma e meio estrela

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