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Crítica: Os Boxtrolls

boxtrolls-image-1Após o reconhecimento com as elogiadas animações Coraline e o Mundo Secreto (2009) e ParaNorman (2012), o estúdio Laika apresenta Os Boxtrolls, onde traz o seu estilo mais clássico de animação em uma história mais comercial, visando alcançar não só a crítica, mas um público maior e fazer frente a frente as grandes Pixar e DreamWorks.

A trama tem como base as histórias de A Gente é Monstro!, de Alan Snow. Ambientada no pequeno lugarejo de Pontequeijo, onde anos atrás um bebê desapareceu e teria sido sequestrado pelos temidos boxtrolls. O exterminador de boxtrolls Arquibaldo Surrupião deseja encontrar a criança e eliminar todos os boxtrolls para conseguir o chapéu branco que o fará subir na sociedade e comer um queijo muito especial, mesmo sendo alérgico a queijo. Na verdade os boxtrolls são divertidas e simpáticas criaturas que vivem no subterrâneo e que encontraram e criaram cuidaram do bebê que cresceu e ganhou o nome de Ovo. Anos mais tarde a pequena Winnie, filha de um lorde, descobre que o bebê cresceu e está morando com os boxtrolles, o que inicia um grande aventura.

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A qualidade técnica, e diria cada vez mais rara no gênero, da Laika retorna com um trabalho impecável na criação da animação que mistura um detalhado trabalho de stop-motion e computação gráfica que ganha mais intensidade pelo 3D. Os personagens sempre buscam o máximo do realismo com visuais densos e rostos fortes, não produzidos para para vender bonecos. Os Boxstrolls é uma animação requintada e bastante comercial; a história tem elementos de Tarzan, o menino criado por seres de espécie diferente da sua, de Meu Malvado Favorito, os próprios boxtrolls que não deixam de ser uma espécie de Minions, e a relação de Ovo com os boxtrolls traz a lembrança de Monstros S.A. Mesmo tendo este tom mais comercial a animação dos diretores Graham Annabie e Anthony Stacchinão não deixa de ser ousada, como ter um engraçado vilão travesti, e passa suas mensagens mais adultas, com uma crítica a alta sociedade, ridicularizando a aristocracia, sobre o preconceito daquilo que é diferente do padrão e sobre aceitar a si mesmo.

jnshort26f-2-webNão tendo a originalidade das outras produções do estúdio e sendo a mais fraca da Laika, Boxtrolls é excessivamente comercial e talvez muito por isso não conseguiu ser o grande sucesso que o estúdio esperava conseguir. Comercialmente Boxtrolls obteve na bilheteria dos EUA a melhor estreia de uma animação da Laika, mas após alguma semanas em cartaz já está perto de sair da lista de 10 filmes mais vistos nos EUA e vai precisar de bons resultados na bilheteria ao redor do mundo para igualar a sua arrecadação ao seu custo de produção.

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