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Crítica: Um Amor de Vizinha

and-so-it-goes01Os veteranos Michael Douglas (Behind the Candelabra) e Diane Keaton (O Casamento do Ano) estrelam a comédia romântica sexagenária Um Amor de Vizinha. Douglas vive o corretor de imóveis Oren Little, um homem amargurado e grosso que ainda tenta superar a perda de sua esposa vítima de câncer. Um dia recebe a inesperada visita de seu filho, um ex-viciado com quem não fala há anos e que ressurge para dizer que está indo para cadeia e que Oren precisará ficará com a neta que nem sabia existir.  Sem talento algum para conviver com qualquer outra pessoa, ainda mais uma criança, Oren pede ajuda de sua vizinha Leah (Keaton), uma cantora que também tenta seguir em frente após a morte de seu marido.

Um Amor de Vizinha nem parece ter sido dirigido por Rob Reiner, que faz uma participação como o pianista que acompanha Leah, experiente profissional no gênero das comédias românticas, responsável pelo clássico Harry & Sally – Feitos um para o outro. Neste novo trabalho Reiner parece mais inspirado em outro sucesso seu Antes de Partir, longa de 2008 estrelado por Jack Nicholson e Morgan Freeman, trazendo novamente dois protagonistas da terceira idade. Reiner esquece o romance e exagera nos pontos dramáticos, a velha clássica de usar uma música como sinal de que agora é a cena para o público se emocionar, O limitadíssimo roteiro de Marks Andrus (Melhor Impossível) quando tenta ser engraçado faz piadas de baixo nível envolvendo latinos ricos, cachorros fazendo suas necessidades. A falta de humor e desastre que esta comédia romântica é vista na cena que o personagem de Rob Reiner escorrega em um brinquedo e fica todo molhado,

and-so-it-goes05A paixão de Oren e Leah realmente só aconteceria no cinema, duas pessoas que já convivem há um bom tempo e do meio do nada se apaixonam loucamente, esquecendo rapidamente de seus finados companheiros. Para fazer com que o clima de amor e familiar fique mais real o diretor aposta ao trazer como neta uma criança linda e de olhos claros com voz fofa, nada melhor para encantar o público. Difícil escolher o que é mais irritante na personagem de Diane Keaton sua voz, ou a falta da mesma, insuportável quando canta ou seu interminável choro; o ritmo da trama melhor muito mais quando Keaton sai de cena e Douglas faz seu show solo com seu personagem que dá a trama pouco de humor com sua excessiva franqueza e comentários agressivos.

a50Basta assistir ao primeiro ato de Um Amor de Vizinha para saber que tipo de história se trata e que seguirá pelos caminhos mais óbvios possíveis, o único sentimento que o meloso romance passa é de constrangimento de ver dois atores como Michael Douglas e Diane Keaton em uma vergonhosa cena de sexo.

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