Deixe um comentário

Crítica: O Protetor

O-Protetor-22abr2014-02Denzel Washington e o diretor Antoine Fuqua repetem a bem-sucedida parceria de O Dia de Treinamento em O Protetor. O longa é uma adaptação da série oitentista The Equalizer (1985- 1989) que ganha uma reformulação em sua história para se encaixar nos tempos atuais.

Washington vive Robert McCcall, um homem calado e extremamente detalhista, obviamente sofre de TOC (Transtorno Obssessivo Compulsivo). Viúvo, Robert trabalha em uma loja de departamentos durante o dia e passa as noites, por sofrer de insônia, lendo em uma cafeteria. É neste local que Robert conhece Alina (Choë Moretz, de Carrie – A Estranha), uma jovem menor de idade imigrante que trabalha como prostituta e claro sofre nas mãos de seu cafetão. Após um ataque brutal contra Alina, Robert revela a sua verdadeira e mortal identidade, entrando em uma jornada de vingança contra o cafetão e os russos que comandam o esquema de prostituição de jovens imigrantes.

still-of-denzel-washington,-mike-morrell-and-anastasia-sanidopoulos-mousis-in-the-equalizer-(2014)O roteiro de Richard Wenk (Os Mercenários) tem uma certa finura em seu primeiro ato ao se aprofundar na rotina deste metódico e atípico personagem principal, é nos detalhes que é possível desvendar mais sobre Robert, como nos livros que lê, o mais óbvio deles é Dom Quixote. Detalhes introduzidos em uma excessiva e cansativa longa introdução que depois se aprofunda nos velhos clichês dos filmes de ação; cenas de muita violência e sangue, os usuais vilões russos e um herói genial, com o poder de analisar rapidamente os ponto fracos de seus inimigos e com habilidades de um MacGyver. Um furo no roteiro que incomoda é o sumiço de Alina, a chatinha donzela em perigo, no segundo ato, colocando a trama em um jogo de gato e rato entre Robert e o vilão russo, uma narrativa que cansa pela demora para sua conclusão.

Se no primeiro ato Antonie Furqua usa seu filme para apresentar as nuances do seu protagonista e ir além do padrão do gênero, no segundo e excessivamente no terceiro ato o diretor entra na fórmula padrão do gênero; copia descaradamente de outras produções o efeito de parar o tempo enquanto seu protagonista analisa seus inimigos e inclui as desnecessárias cenas do protagonista andando lentamente enquanto uma explosão acontece nas suas costas e a batalha final com água passando pelos personagens por cenários escuros.

The-Equalizer-07Dez2013Denzel Washington vai um pouco além da imagem caricata do personagem herói calado cinquentão, foi do ator a ideia de que o protagonista tivesse TOC, um toque que dá um interessante traço para a personalidade do protagonista. Mesmo com este traço pessoal é impossível não comparar o personagem deste filme com o mesmo vivido por Washington em Chamas da Vingança (2004), em ambos o ator vive um homem extremamente perigoso e que defende a honra de moças indefesas. Pouco para o que se espera de um dos melhores atores da história e que diferentemente do que aconteceu com Dia de Treinamento, não vai render um novo Oscar ao ator e o sim leva a seguir o mesmo caminho trilhado por Liam Neeson com Busca Implacável, trazendo sua experiência e respeito como para uma nova franquia de ação com O Protetor. O longa foi anunciado como o primeiro filme de uma franquia, o que a cena final não deixa dúvida, uma produção que está longe de ser uma boa impactante como foi Dia de Treinamento e serve muito mais para encher os bolsos do estúdio e de Fuqua e Washintgon.

dois_e_meio

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s