1 comentário

Crítica: Sin City 2 – A Dama Fatal

Sin City-2-1Quase dez anos após a estreia de Sin City (2005) chega aos cinemas a sequência Sin City – A Dama Fatal, nova adaptação da HQ criada por Frank Miller O diretor Robert Rodriguez e o próprio Frank Miller retornam para essa sequência que repete a estrutura narrativa e a beleza visual do primeiro, tendo como maior novidade o uso do 3D.

A trama é novamente dividida em pequenas histórias, desta vez quatro; “A Dama Fatal” e “Just Another Saturday Night”, adaptações de histórias das HQ’s de Sin City e outras duas, “The Long Bad Night” e “Nancy’s Last Dance” criadas especialmente para os filmes pelo próprio Miller e Rodriguez. Quatro histórias que são bastante opostas e que são mal interligadas pelo diretor Robert Rodriguez que não consegue, como fez bem no primeiro filme, ligá-las de uma maneira natural e que faça a história fluir em um ritmo mais agradável.. O diretor perde o controle das histórias que quando ligadas ficam confusas e exagera no tempo gasto com a fraca trama de A Dama Fatal.

Sin City-2-2A Dama Fatal é uma típica história do estilo de Sin City, o clima noir misturado a uma história cheia de violência e sensualidade, com a repetição do jogo de cores do primeiro filme. Josh Brolin assume, nada bem, o papel de Dwight, no lugar de Clive Owen que viveu o personagem no longa anterior, a citada Dama Fatal é interpretada por Eva Green novamente interpretando uma personagem onde a sua limitada atuação é escondida na exposição de seu belo corpo. Até para os padrões de Sin City a nudez e violência desta história parecem excessivas e colocadas unicamente para chocar.

“Just Another Saturday Night” funciona como prelúdio e introdução para um novo público do universo de Sin City, apoiada no melhor personagem da graphic novel, Marv novamente interpretado muito bem por Mickey Rourke. Ainda mais forçada é a história Nancy’s Last Dance que parece ter sido unicamente criada para trazer Jessica Alba de volta ao papel da sensual Nancy, mas quando a atriz para de rebolar e precisa ter uma atuação mais dramática a sua personagem perde todo o seu encanto. A outra história criada para o filme e a melhor de todas “The Long Bad Night” acompanha Johnny (o ótimo Joseph Gordon Levitt) em uma jornada de vingança; uma trama que não tem o espaço que merecia e é a que melhor consegue repetir a fórmula do primeiro filme e mostrar as qualidades do universo criado por Frank Miller.

Sin City-2-3O gênero de filmes baseado em HQ’s está saturado e mudou, assim como o público, muito nos últimos dez anos, mas Rodriguez e Miller não estão preocupados com isso e preguiçosamente constroem uma reprise, piorada, do primeiro filme, um erro crucial e pouco para o que se espera destes dois criativos profissionais. Essa falta de novidades e criatividade teve como resultado a pífia bilheteria do filme nos EUA, estreando em sexto lugar e ficando apenas uma semana entre os 10 filmes mais vistos no país, acabando com qualquer possibilidade de um terceiro filme.

dois_e_meio

Anúncios

Um comentário em “Crítica: Sin City 2 – A Dama Fatal

  1. Eu acho que é um filme de terror que eu não podia ver d Euna tempo , mas agora eu não sei o que me aconteceu porque Penny Dreadful série da HBO que eu era mais do que cortada e com a estréia de sua segunda temporada , eu

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s