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Crítica: Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola

million-ways-to-die-in-the-west-1Seth MacFarlane sempre foi um comediante que não respeita regras, dono de um humor ácido e muitas vezes que passa até dos limites, nunca mudou este seu estilo seja nas séries animadas Uma Família da Pesada, American Dad e The Cleveland Show. Após estrear no cinema com grande sucesso em Ted, o diretor e roteirista estrela com seu próprio rosto e menos ousadia a comédia Um Milhão de Maneiras de Pegar sua Pistola.

MacFarlane vive o fracassado criador de ovelhas Albert que não aceita o rompimento com sua namorada Louise (Amanda Seyfried, de Os Miseráveis) que o trocou pelo barbeiro Foy (Neil Patrick Harris, de How I Met Your Mother). Para tentar reconquistá-la Albert tem ajuda da misteriosa Anna (Charlize Theron, de Prometheus), uma forasteira que na verdade é esposa do temido criminoso Clinch Leatherwood (Liam Neeson, de Busca Implacável).

O diretor e roteirista faz uma longa sátira sobre o velho oeste, destruindo aquela imagem dos filmes de faroeste e mostrando o quão horrível era a vida das pessoas naquela época. MacFarlane usa de uma enorme liberdade artística para quebrar as regras entre presente e passado, criando uma história com diálogos que utiliza palavras e gírias atuais, além de diversas referências ao século 21.

million-ways-to-die-in-the-west-2O diferencial deste filme para os outros do diretor é a não presença de um personagem criado através da computação gráfica e consequentemente dublado por MacFarlane que ao se colocar na frente das câmeras em pele e osso perde a liberdade que um personagem irreal lhe dava, um urso de pelúcia que fala é uma maneira de ajudar o público a levar a trama de uma maneira mais leve e aceitar até as piadas mais fortes. A presença física de MacFarlane não funciona, seja pela falta de habilidade em cena do diretor como ator e Albert é muito mais uma mistura das vozes e trejeitos dos personagens dublados por MacFarlane.

Outra proposta que não dá liga é a combinação de uma história de romance, muito chata, com o estilo de humor do roteirista que parece ter perdido sua inspiração ao longo da criação da história. O roteiro se segura bem no início quando MacFarlane está em uma espécie de stand-up, onde faz uma inteligente sátira ao velho oeste, cometendo um erro de principiante que é de repetir as mesmas piadas, como das mortes no velho oeste. A trama se desmancha e perde a graça quando o romance entre o personagem de MacFarlane e a personagem de Theron vira o tema central, desperdiçando bons personagens coadjuvantes interpretados por Neil Patrick Harris e Amanda Seyfried, a piada sobre os olhos da atriz é espetacular, além de Giovani Ribisi e Sarah Silverman como um casal que serve para o roteiro explorar ao máximo piadas de cunho sexual. O elenco coadjuvante conta ainda com muitos convidados especiais espalhados pelo filme, incluindo uma referência nerd que é a melhor sacada do roteiro.

million-ways-to-die-in-the-west-3Um Milhão de Maneiras de Perder sua Pistola é insosso e óbvio como o seu péssimo título nacional, Seth MacFarlane decepciona pela falta de ousadia e criatividade para apresentar algo novo e não repetir as mesmas e fracas piadas.

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Um comentário em “Crítica: Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola

  1. […] Neeson (Busca Explosiva) foi confirmado no elenco da comédia Ted 2. O ator repetirá a parceria de Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola com Seth MacFarlane, diretor e dublador do urso de pelúcia protagonista. Não foram divulgados […]

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