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Crítica: Livrai-nos do Mal

Livrai nos do mal-1Nos últimos anos é difícil encontrar um filme de terror que não tenha sido baseado em uma história aparentemente real, artifício usado para provocar a curiosidade do público ao saber que o que está assistindo teria realmente acontecido, o que nunca é verdade já que no cinema, principalmente no gênero do terror, tudo é aumentado para assustar e chocar. É seguindo essa moda que estreia Livrai-nos do Mal filme de terror baseado nas histórias contadas pelo policial Ralph Sarchie que largou a sua profissão para ao lado de um padre investigar e solucionar casos de possessões demoníacas.

A trama acompanha o sargento Ralph Sarchie (Eric Bana, de Star Trek ) que ao lado de seu parceiro começa a investigar um misterioso caso envolvendo três veteranos da guerra do Iraque. Sarchie começa a questionar o que é real ou não, além de sua própria fé, tendo ajuda do padre Mendoza (Édgar Ramírez, de A Hora Mais Escura) para solucionar este caso que aparenta ser uma possessão demoníaca.

Livrai nos do mal-2Após dirigir o elogiado O Exorcismo de Emily Rose, Scottie Derrickson volta ao tema das possessões demoníacas com uma trama que tinha tudo para ser no mínimo um razoável filme de terror, mas a oportunidade é desperdiçada pelas próprias escolhas do diretor que também assina o roteiro. A primeira opção questionável é necessidade de um alívio cômico vivido por Joel McHale (Community) como o parceiro de Sarchie, o personagem tem boas piadas que funcionam na primeira e mais leve parte do filme, já no segundo ato quando o roteiro vira realmente uma história de terror, as piadas do coadjuvante destoam com o clima da história.

O diretor quis ser ousado ao tentar encaixar algo novo na trama através da trilha sonora ao colocar uma música do The Doors que soa totalmente desconexa com a proposta do filme, o clima sombrio criado com cuidado por Derrickson vira quase uma piada diante da escolha e da excessiva repetição da canção da banda de Jim Morrison. Derrickson pelo menos tem capacidade para criar um clima sombrio que a história pede e tem algumas boas ideias, como as cenas com a visão noturna, porém não deixa de repetir os padrões do gênero, com os costumeiros sustos e exageradas cenas de mutilação.

Livrai nos do mal-3Livrai-nos do Mal não tem um lado terror psicológico que funcionou muito bem O Exorcismo de Emily Rose, é muito mais um terror normal sobre possessão com personagens principais comuns, o atípico padre que não segue tão fortemente as regras da religião católica e o policial distante de sua família por causa do seu emprego; a obrigação de ter este enredo familiar atrapalha mais do que ajuda ao ser apresentado de uma forma não natural com a trama principal. A dupla principal ganha mais seriedade pelas interpretações de Bana e Ramírez, destacando-se o segundo em mais uma atuação onde consegue passar muita emoção em seus poucos diálogos.

Livrai-nos do Mal, que fracassou na bilheteria nos EUA, é mais um dos vários filmes descartáveis de terror lançados neste ano e que exalta a necessidade urgente do gênero se reinventar.

dois

Um comentário em “Crítica: Livrai-nos do Mal

  1. A atriz Olivia Munn é mais uma vítima infeliz de vazamento de fotos privadas, no entanto, ainda uma grande atriz e eu a amo sério a redação, é incrível.

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