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Crítica: 3 Dias Para Matar

3 Dias Para Matar-1A primeira cena de 3 Dias Para Matar parece ser a introdução para mais um filme de ação produzido e escrito por Luc Besson que repete a fórmula e história da franquia Busca Implacável, colocando um ator veterano, desta vez Kevin Costner, no papel principal. Passado alguns minutos percebe-se que Besson desta vez fazer uma sátira da sua própria franquia.

Na trama, Costner vive o veterano agente da CIA Ethan que é obrigado se aposentar depois de descobrir que está com um câncer terminal. O agente tenta então se aproximar de sua filha Zooey (Hailee Steinfeld, de Bravura Indômita) e sua ex-esposa (Connie Nielsen, de Ninfomaníaca) de quem esteve distante por causa do trabalho, mas então surge a agente Vivi (Amber Heard, de) que lhe oferece uma droga experimental que pode aumentar o seu tempo de vida, mas  em troca o protagonista terá que fazer um último trabalho.

3 Dias Para Matar 23 Dias Para Matar não é um filme que se leva a sério do começo ao fim, desde os ridículos diálogos, o vilão que se chama Lobo, a ideia das armas químicas, a caricata femme fatale e principalmente nas cenas de ação, onde o lado sério do gênero é trocado pelo total escracho. Esta proposta segue na escolha de McG (Guerra é Guerra) para dirigir o longa, profissional conhecido exatamente por fazer relativamente bem filmes que misturam ação e humor.

A ação atrelada ao humor dá um bom ritmo, com ajuda de um inspirado Costner que está muito bem como o clássico agente que não consegue largar o seu trabalho e tem uma maneira sarcástica de agir. Este artifício do humor disfarça as outras falhas do roteiro, com muitos buracos, e ideias que não funcionam na prática, como a tal droga que irá salvar a vida de Costner e que depois fica quase em segundo plano no terceiro ato. Outro elogio vai para Amber Heard divertida e linda como a femme fatale, personagem descaradamente exagerada e cheia de clichês que expõe o tom satírico da obra.

3 Dias Para Matar-3Este humor que percorre a trama atrapalha o que deveriam ser um arco dramático, no qual Besson faz uma crítica ao problema dos imigrantes na França ao colocar uma família que invade a casa do protagonista, assunto sério e atual que se perde em piadas que beiram ao racismo. Outro arco dramático que funciona melhor é a relação de Ethan com sua filha Zooey, um enredo que espalhado entre muitas cenas de ação tem até suas qualidades, muito pela química e atuação de Costner e Haifeeld, ótima como uma típica adolescente. Este enredo tem uma simbiose boa com a ação que faz o filme ter também seu tom filme para família, sem perder o humor, como nas cenas com o italiano prisioneiro de Ethan e na cena de pai e filha andando de bicicleta, esta talvez uma cena séria que virou uma piada.

Como todos os últimos filmes de ação de Besson, como Busca Explosiva e Lucy, 3 Dias para Matar é um produto puramente comercial, com a diferença primordial de não querer enganar ninguém parecendo ser uma história que mereça a ser levada a sério.

dois_e_meio

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