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Série Nova: Red Band Society – 1×01 – Pilot

Red Band SocietySteven Spielberg apresenta através de sua produtora Aberlin a comovente série estreante Red Band Society, remake da série espanhola Polseres Vermelles.

A série original foi criada por Albert Espinosa que enfrentou uma dura batalha contra o câncer que resultou na perda de uma perna e um pulmão. Espinosa passa essa sua experiência contando a história de um grupo de seis jovens que tem sérias doenças e que por causa disso são obrigados a morar na ala pediátrica de um hospital. É sempre complicado ver uma criança ou adolescente doente em um hospital, ainda mais se você já passou por essa experiência como no meu caso. Ver alguém tão jovem lutando pela sua vida é algo capaz de tocar até a pessoa mais insensível.

Red Band Society emociona de forma natural e seus personagens são encantadores não por causa de suas doenças, mas sim por suas distintas personalidades, cada um com suas qualidades e defeitos. Leo (Charlie Rowe, de Neverland) é um jovem que já é um veterano no hospital lutando contra um câncer, que o fez perder uma perna, e tentando levar uma vida boa dentro das paredes do hospital. Seu melhor amigo é Dash (Astro, de The X Factor) que convive com um grave problema no seu pulmão, mas com seu jeito extrovertido e esperto tenta aproveitar ao máximo o tempo que lhe resta.

Outra moradora do hospital é a fofa Emma (Ciara Bravo, de Big Time Rush), uma garota com um sensacional humor negro, bastante inteligente e que convive com a luta contra a anorexia. O recém chegado Jordi (Nolan Sotillo, de Corey and Lucas for the Win ) é um imigrante ilegal que foi para os EUA em busca de um tratamento contra um câncer parecido com o de Leo; decidido a ponto de convencer o respeitado médico Dr. Jack McAndrew (Dave Annable, de Brothers & Sisters) a aceitá-lo como seu paciente e operar a sua perna que infelizmente precisa ser amputada. Jordi terá que dividir um quarto com Leo, criando uma grande amizade e dividindo a experiência de enfrentar a doença que lhes tirou uma perna.

Outra novata é a egocêntrica, mandona e fútil Kara (Zoe Levin, de Confiar), bastante irresponsável e odiada até pelos seus amigos, ironicamente Kara descobre que ironicamente precisa de um transplante de coração, o que chega a ser irônico por ser difícil de acreditar que ela tem um coração. Kara precisa do transplante ou irá morrer, porém por causa do seu excessivo uso de cigarro e drogas seu nome fica entre os últimos na lista de candidatos a cirurgia. Muito mais que um coração no hospital Kara terá que encontrar a sua humanidade ao conviver com estes outros jovens doentes e parar de se esconder dentro da imagem que criou.

Afinal como diz, o colega de quarto de Kara, Charlie dentro do hospital não existem separações por popularidade ou qualquer outro parâmetro imposto pela sociedade. O fofo Charlie (Griffin Gluck, de Private Practice) é um garoto de apenas 11 anos que está em coma depois de um acidente supostamente causado pelo seu pai. Apesar de estar em coma é Charlie o narrador desta bonita história, porque apesar do seu estado atual o jovem escuta tudo ao seu redor e ocasionalmente aparece para seus companheiros em seus sonhos.

Apesar da sua fama de brava e sua postura grosseira a enfermeira Jackson (Octavia Spencer, de Mom) é mãezona de todos os jovens do hospital, Jackson ama seus pacientes e cuida deles com muito carinho. Completam o elenco o enfermeiro Kenji (Wilson Cruz, de Minha Vida de Cão) e a novata Brittany (Rebecca Rittenhouse, de Philadelphia, Ti Amo), além do ricaço Ruben (Griffin Dunne, de House of Lies), um hipocondríaco que mora nos hospital por doar seu dinheiro para o local e é um grande amigo do grupo de jovens.

Mesmo com uma trama tão forte Red Band Society consegue ser agradável e ter até sua boa dose de humor, bastante negro. As frases de efeito são otimistas de uma maneira que fará você pensar na sua própria vida e a doença de cada jovem é tratada de uma maneira que claro irá ocasionalmente emocionar o público, mas não de uma forma triste e sim pela força destes jovens que unidos vão tentar superar os desafios da vida.

A maior mensagem que Red Band Society passa é que viver em um hospital e ter uma séria doença não precisa ser exatamente o fim da sua vida, mas sim o primeiro passo para um recomeço, porque é um momento difícil como este que deixamos de ligar para as pequenas coisas e sim para o que realmente importa.

Vai dar certo? Merece ser um grande sucesso! Acompanho séries há mais de 15 anos e fazia muito tempo que não assistia um piloto capaz de conquistar o público tão rapidamente como o de Red Band Society.

Para quem gosta de…: séries sobre adolescentes, histórias comoventes e de superação, A Culpa é das Estrelas.

O TV Cinema e Música vai acompanhar? Sim, Red Band Society começou muito bem com um envolvente episódio piloto e espero que a série fique ainda melhor.

quatro_e_meio

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