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Crítica: Hércules

Hercules-1O herói da mitologia Hércules é uma figurinha repetida no cinema e na televisão, protagonista de diversas adaptações seja no cinema nos anos 60, passando por uma ridícula comédia estrelada por Arnold Schwarzenegger, séries e filmes para a televisão nos anos 90, um popular e bom desenho da Disney até o recente e esquecível filme Hércules estrelado por Kellan Lutz. Agora chega a vez do mais popular astro de filmes de ação do momento Dwayne “The Rock” Johnson fazer a sua versão do mitológico herói em um filme que tenta carregar um tom dramático ao personagem, mas não consegue deixar de ser apenas uma agradável aventura.

A trama se passa após Hércules completar os 12 trabalhos; traumatizado pelos erros e perdas do passado Hércules trabalha como mercenário ao lado de um grupo de guerreiros com diferentes habilidades. O roteiro foi baseado na HQ The Tracian Wars, de Steve Moore, que cria uma história que se assemelha bastante ao tom e narrativa do clássico Conan, o Destruidor, estrelado exatamente por Schwarzenegger. O maior acerto do filme é questionar o tempo todo sobre a lenda e a verdade envolvendo a história de Hércules, isso aparece através do personagem Iolaus (Reece Ritchie), sobrinho do protagonista, que durante o longa conta as lendárias histórias do herói, sempre aumentando os fatos. Os curtos flashbacks dos 12 trabalhos funcionam muito bem com bons efeitos especiais e é nestas cenas que o personagem principal ganha um pouco mais de profundidade.

Hercules-17Jul2014_05Há anos Dawyne Johnson vem tentando provar que pode ser mais do que um astro de filmes de ação, The Rock fez um longo preparo físico e emocional para interpretar Hércules para mostrar o máximo de sua capacidade como ator dramático. Mesmo com uma ótima caracterização que dá a Hércules um bom-tom sombrio por tudo que já viveu até o momento, o esforço de The Rock é em vão, por ser um papel mais sério o ator perde a chance de usar mais o seu conhecido carisma e restringe a sua atuação a berros e frases de efeito, acaba voltando a estaca zero ao se destacar realmente nas cenas de ação, onde seu incrível preparo físico funciona bem.

As atuações de verdade ficam para veteranos atores como Ian McShane como um vidente e funcional alívio cômico e John Hurt que mesmo com uma papel cheio de clichês ainda assim faz uma boa interpretação; elogios que não podem ser ditos para a caricata atuação na minúscula participação de Joseph Fiennes como o Rei Eurystheus e Rebecca Ferguson como uma mocinha da trama. O restante do elenco acompanha The Rock como ingredientes da ação como arqueira Atalanta (a bela Ingrid Bolsø Bendal) e o feroz e mudo Rhesus (Tobias Santeimann), além da aguardada participação da modelo Irina Shayk que se restringe a um papel que aproveita sua beleza e suas curvas.

Hercules-3O longa dirigido por Brett Renner (A Hora do Rush) funciona muito melhor quando deixa de lado essa tentativa de profundidade e se concentra em ser uma aventura. O diretor escolheu diminuir o máximo possível o uso da computação gráfica, criando enormes cenários e cenas de batalhas com efeitos especiais mais práticos, trazendo um tom mais realista, mas menos impressionante visualmente perto de outros blockbusters atuais.

Não foi desta vez que Dwayne “The Rock” Johnson conseguiu ultrapassar a imagem de homem forte e da ação ao falhar na tentativa de dar um tom dramático para Hércules que continua com sua imagem de um herói bom apenas para filmes de aventura.

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