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Crítica: Anjos da Lei 2

Jonah Hill, left, and Channing Tatum in Columbia Pictures' "22 Jump Street."Desde a primeira até a última e melhor piada Anjos da Lei 2 ri de si mesmo por ser uma sequência de um filme baseado em uma série. Essa auto sátira segue na escolha de não apresentar nada de novo e sarcasticamente repetir todas as piadas do primeiro filme, mesmo sabendo que a mesma piada, por mais que seja boa, pode não funcionar duas vezes.

A trama segue no ponto que parou o longa anterior com Schmidt (Jonah Hill) e Jenko (Channing Tatum) agora infiltrados como alunos de uma faculdade novamente em busca do traficante que está vendendo uma nova e perigosa droga. A estrutura narrativa do primeiro filme é propositalmente repetida desde o título do filme, em referência ao novo local da base do grupo de jovens policiais, até como a missão acaba separando novamente os parceiros e melhores amigos Schmidt e Jenko, com a diferença do segundo ser agora o popular como um clássico garoto de fraternidade que joga futebol americano.

Jonah Hill;Channing TatumOs diretores Phil Lord e Chris Miller retornam trazendo o seu estilo de humor escrachado e trama acelerada colocando ação e humor em uma sequência sem fim. A proposta de auto sátira parece ser audaciosa para os padrões da indústria e até certo pode consegue ser, mas a partir do segundo ato essa ideia mais prejudica do que ajuda. O maior exemplo é a cena quando Tatum e Hill usam drogas, ideia que rendeu a melhor piada do primeiro filme e que aqui é recriada de maneira ainda mais lunática, mas bem menos engraçada. A insistência de rir de si mesmo gera também uma repetição das poucas novas piadas, como a repetição de que os personagens de Hill e Tatum parecerem velhos demais para estarem na faculdade.

A dupla formada por Hill e Tatum ainda tem seus bons momentos, mas a repetição da ideia de separá-los não funciona tão bem nesta sequência, prejudicando Tatum que tem um enredo próprio muito fraco, enquanto Hill tem seus ótimos momentos solos, como na cena que imita um mexicano ou participa de um microfone aberto com um rapper hilário. O primeiro Anjos da Lei tinha um elenco secundário, com nomes como James Franco que retorna em uma engraçada participação, muito superior ao da continuação que fica presa demais aos seus protagonistas que necessitam de bons coadjuvantes para que as suas falas funcionem melhor. Esse buraco é parcialmente suprido ao colocar o Capitão Dickson como um dos personagens principais, mérito total de Ice Cube que tem uma participação ainda melhor do que no primeiro filme com seu personagem rabugento e estressado.

Anjos da Lei-2-3Anjos da Lei 2 ao repetir a mesma estrutura do primeiro filme confia demais em um estilo de humor que já dá sinais de desgaste ao ser repetido e assim perde a oportunidade de expandir e melhorar o que poderia ser uma longa franquia, o que parece ser a última preocupação dos diretores e protagonistas que usam os créditos finais para rirem sobre o excesso de continuações em Hollywood.

tres

Um comentário em “Crítica: Anjos da Lei 2

  1. […] Rothman, um dos roteiristas de Anjos da Lei 2, vai retornar para escrever o terceiro filme da franquia. Inicialmente os diretores dos dois filmes […]

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