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Crítica: Lucy

Lucy-1Ao ler a sinopse de Lucy é fácil perceber duas semelhanças com Sem Limites (2011), dois filmes que tem como temas a ideia da possibilidade de usar 100% da capacidade do cérebro humano e também tem como atrativo protagonistas, Scarllett Johansson e Bradley Cooper, populares e conhecidos pela suas belezas. O diferencial maior é que o diretor Luc Besson utiliza em Lucy uma linguagem pop misturada com experimental que fica logo visível na cena inicial onde o diretor mistura a sua história com cenas do mundo animal, uma comparação que percorre todo o filme. Besson, que também assina o roteiro, quer provar ao público que a sua obra não é apenas uma história de ação, usando este experimentalismo para colocar seriedade e uma ríspida crítica ao ser humano.lucy1O diretor perde um pouco a mão ao exaltar a parte científica demais dando um tom de documentário para o filme, o que fica ainda mais evidente com a usual narração de Morgan Freeman, desta vez como um cientista que tem o papel de explicar para o público o que está acontecendo no corpo e mente de Lucy. A parte científica perde o respeito no instante que se baseia em um fato mentiroso, já que é inverossímil a história de que o ser humano usa apenas 10% do cérebro; o tom sério também perde em uma trama que não foge dos clichês do gênero, passando pelo traficante chinês até uma empolgante e absurda cena final com muitas explosões.

Luc Besson  sempre soube criar protagonistas femininas marcantes, desde Nikita passando por O Quinto Elemento e repete isso com Lucy, colocando a atriz Scarlett Johansson na lista de suas memoráveis personagens femininas. Com sua voz roca e sua sensualidade espontânea Johannson hipnotiza como Lucy, a atriz tem a capacidade de atuação necessária para mostrar a mudança da personagem de garota ingênua para a pessoa mais inteligente e poderosa do mundo.

Lucy-3Lucy tem uma certa elegância em suas boas cenas de ação e é nesta parte que a história consegue ser realmente atraente, uma pena que existe um esforço excessivo para mostrar que este não é mais um filme comercial comum, o que acaba sendo de qualquer maneira, esquecendo que às vezes no cinema não existe vergonha alguma em fazer um  uma história que tenha apenas o objetivo de entreter o público.

tres

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