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Crítica: Chef

Chef-1Após os blockbusters Homem de Ferro 1 e 2, e o fracasso de Cowboys & Aliens, o diretor e ator Jon Favreau volta as suas origens indie com a comédia gastronômica Chef.

No longa, o chef Carl Casper (Favreau) trabalha em um restaurante elegante com muita dedicação até que um crítico culinário da internet destrói seu trabalho, o que faz Casper repensar toda sua vida e carreira. Favreau que também assina o fraquíssimo roteiro faz uma mistura de diferentes gêneros, comédia romântica, drama familiar, filme de culinária, crítica social e no meio de isso tudo um road movie. Essa mistura de gêneros nunca dá certo em uma narrativa que por ter muitos temas não consegue explorá-los ao máximo e sim de forma supérflua, neste caso os prejudicados são as críticas as redes sociais e internet e o bobo drama familiar do protagonista.

Chef-2O diretor praticamente quer vender a culinária como a cura para todos os problemas desde os amorosos, familiares até os financeiros. Com sua câmera tenta embelezar a arte de um chef com repetidas e cansativas cenas do preparo da comida, não sendo nada diferente de um habitual programa de culinária, com a única exceção de que os ingredientes não são ditos ou colocados na tela. O diretor utiliza a comida e sua ideia de road movie para explorar as diferentes etnias que existem nos EUA, vendendo uma imagem diferente da realidade, afinal é difícil de acreditar que um americano que não sabe falar espanhol conseguiria vender tão facilmente comida cubana em plena Miami.

A vantagem atual de Favreau para os outros diretores de filmes pequenos é a sua fama no cinema comercial, o que possibilita minúsculas, mais chamativas, participações de atores como Robert Downey Jr. (interpretando a si mesmo), Dustin Hoffman e Scarlett Johannson. Outra liberdade de Favreau, por fazer tudo no filme, é colocar o seu personagem como ex-marido de Sofia Vergara e amante de Johannson, o que acaba sendo, não propositalmente, cômico, mas no cinema tudo é possível.

CHEF_08612.NEFPequenas participações já que o espaço maior é dado para os outros personagens como John Leguizamo como o irritante braço direito do chef e Emjay Anthony como filho do protagonista. O menino de apenas 11 anos acaba tendo a melhor atuação do filme, superando até Favreau, muito por ser o único personagem com toques de realismo. A relação pai e filho é o único ponto da trama que merece alguns elogios e que consegue se aprofundar pelo menos um pouco, apesar de ser um tema ultrapassado e que pouco combina com a narrativa principal.

Os créditos finais reforçam a preparação e o esforço de Favreau para passar em seu filme o realismo do trabalho de um chef, mas a culinária é desperdiçada com um história que parece uma salada de gêneros feita com ingredientes que não combinam.

dois

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