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Crítica: Guardiões da Galáxia

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Em 2008 com uma enorme expectativa e receio de como seria a reação do público a Marvel começava com Homem de Ferro a criação e adaptação do seu universo dos quadrinhos para o cinema. Muita coisa mudou desde aquela cena pós-crédito onde Nick Fury falava para Tony Stark sobre a iniciativa Vingadores que quatro anos depois virou realidade com um filme que fez um enorme sucesso. É com este mesmo frescor de novidade e também medo do novo que o Marvel Studios estreia o filme Guardiões da Galáxia,  apresentando um grupo de personagens do seu terceiro escalão, não conhecido do grande público e até com poucos fãs entre os leitores de quadrinhos, mas que enaltece o vasto e diversificado grupo de ótimos personagens que a Marvel tem em mãos.

Guardiões da Galáxia é também a primeira aventura espacial do Marvel Studios que sempre manteve seus filmes com toques de realismo e que aqui viaja para galáxias distantes para mostrar novos mundos e muitos alienígenas. A comparação óbvia é com o clássico Star Wars seja pelas semelhanças entre os personagens de ambos os grupos e o tom de aventura espacial; a maior diferença entre as duas obras é que o diretor James Gunn (Seres Rastejantes) usa muito do humor como artifício para conquistar o público com estes novos personagens.

Guardioes-da-Galaxia-02O espertíssimo roteiro de Gunn e Nicole Perlman faz muitas piadas relacionadas a década de 80 por causa da história do seu protagonista humano Peter Quill, mas sem deixar de ter outros tipos humor, principalmente o físico; por causa desta influência dos anos 80 Guardiões da Galáxia também tem a melhor trilha sonora de um filme da Marvel. Diferentemente das outras produções da Marvel, Guardiões da Galáxia não tem a obrigação de fazer uma ligação com os outros filmes do estúdio, é muito mais um apêndice do Universo cinematográfico da Marvel no cinema; para não ficar totalmente desconexo com o universo até então criado o filme se passa no mesmo universo e repete alguns personagens de outros filmes, principalmente um aguardado e temido vilão que faz sua real estreia.

O grupo principal é composto por curiosos personagens que reunidos criam um grupo tão carismático e apaixonante como de Os Vingadores; Peter Quill (Chris Patt, de Parks and Recreation), o único humano da história e alívio cômico, aquele que não tem perfil para ser herói, mas acaba encontrando o seu lado heroico; Gamora (Zoë Saldana, de Avatar), a sensual e durona alienígena que busca redenção e vingança e que esconde seu lado mais sensível e feminino; Rocket Raccoon (voz de Bradley Cooper, de Sem Limites), o  rabugento guaxinim falante que torna-se adorável e extremamente engraçado; a gigantesca árvore Groot (voz de Vin Diesel) que com apenas uma fala conquista o público com seu jeito dócil e ingênuo e por último Drax (Dave Bautista) que usa sua enorme força física para vingar a morte de sua família e acaba sendo um inesperado alívio cômico.

Guardioes-da-Galaxia-03Guardiões da Galáxia é o filme com o melhor elenco e atuação de todos os filmes da Marvel; Chris Pratt deixa de ser apenas o cara engraçado para ganhar músculos e virar o herói da história, mas funciona melhor nas cenas de humor; a talentosa Zoë Saldana está perfeita como Gamorra e provando que fica linda em qualquer cor; o lutador Dave Bautista surpreende ao fazer uma atuação decente e não serve apenas para as cenas de lutas, as quais se saí muito bem. Os dubladores Bradley Cooper e Vin Diesel foram escolhidos a dedo e fazem um trabalho magnífico, difícil imaginar Rocket sem a voz exagerada e sarcástica de Cooper e Diesel consegue com Groot passar diferentes emoções com apenas uma frase. O elenco secundário também se destaca com Lee Pace e Karen Gillan formando uma boa dupla de vilões e nomes prestigiados como Glenn Close, Benecio Del Toro, John C. Reilly em pequenas e pontuais participações.

Guardioes-da-Galaxia-04Gunn parece uma criança, no melhor sentido possível, tendo um enorme orçamento para fazer um espetacular filme blockbuster, o melhor do ano, e brincar de criar o seu Star Wars, com muitas sequências de perseguição espacial, sempre completadas com piadas para o tom nunca ficar sério demais. Gunn e Perlman somente erram e se excedem nos arcos dramáticos onde não conseguem mostrar tanta criatividade e usam e abusam de clichês de dramas familiares, mas nada que estrague a diversão que o filme proporciona. Guardiões da Galáxia com sua agradável aventura espacial consolida ainda mais a criação do Universo Marvel no cinema e abre as portas para introdução, agora sem medo, de outros personagens menores da editora, tendo a certeza que a partir de agora não precisa ficar apenas presa ao seu grupo principal de heróis.

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Um comentário em “Crítica: Guardiões da Galáxia

  1. […] direitor e roteirista James Gunn conversou com à Empire sobre a já aguardada sequência de Guardiões da Galáxia. Gunn confirmou que a identidade do misterioso pai de Peter Quinn (Chris Pratt) será diferente dos […]

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