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Crítica: Transformers 4 – A Era da Extinção

film-review-transformers-age-extinctionDepois de dizer para todos que Transformers – O Lado Oculto da Lua seria o seu último filme da franquia o diretor Michael Bay não só retorna como começa em Transformers – A Era da Extinção uma nova trilogia com um elenco diferente, mas mantendo todas as características dos filmes anteriores.

Depois da devastadora batalha em Chicago os humanos descobriram a existência dos Transformers e desta maneira os Autobots, apesar de terem salvado a humanidade, tornaram-se inimigos públicos e são cruelmente caçados pelos militares com quem até pouco tempo atrás tinham uma aliança. O grupo que persegue os Transformers é liderado por Harold (Kelsey Grammer, de Fraser) que tem como principal objetivo encontrar o líder dos Autobots, Optimus Prime que está desaparecido; os Transformers, do bem ou do mal, derrotados são entregues ao empresário de tecnologia Joshua (Stanley Tucci, De o Diabo Veste Prada) que faz experiências com a tecnologia alienígena. A trama humana é ligada ao texano sonhador cientista Cade (Mark Wahlberg, de Ted) que mesmo com muitas dívidas sonha em fazer uma invenção que irá mudar sua vida, o que irrita sua filha adolescente e mais adulta que o pai Tessa (Nicola Peltz, de Bates Motel); Cade acaba encontrando o sumido Optimus Prime e ao lado de sua filha, e sua namorado Shane (Jack Reynor, De Repente Pai), acaba no meio de uma guerra entre humanos e Autobots.

Transformers-4-24Jun2014_14Diferente de muitos diretores que querem ser levados a sério e vendem a imagem de que fazem arte, Michael Bay está muito mais preocupado com o resultado na bilheteria e para conseguir seu objetivo usa ao máximo toda a tecnologia mais moderna existente para entreter o público com intermináveis e explosivas cenas de ação. Para o diretor a história é o menos importante e sim a ação, o diretor muda o elenco, mas mantém as características dos personagens antigos, saí Sam Witwicky (Shia LaBeouf) e entra outro em seu lugar outro nerd interpretado por Wahlberg, novamente o fracassado que acaba tornando-se o herói; a gostosa com pouca roupa da vez é Nicola Peltz e os alívios cômicos ficam em torno dos personagens de Tucci e Reynor. A diferença é que é muito difícil acreditar que alguém com o físico de Wahlberg seja um nerd fracassado e Peltz está muito longe de ter as curvas, e carisma, hipnotizantes de Megan Fox, já Tucci é um desperdício de ator jogado em um papel muito caricato assim como Kelsey Gramer.

O diretor não se preocupa com seu elenco que assim como os personagens criados em computação são meras peças colocadas no lugar que achar melhor para criar suas dramáticas explosões; sua  real preocupação é criar inúmeras cenas de ação que obviamente são sempre finalizadas em câmera lenta; artifício que o diretor usa sem vergonha mesmo sabendo que lá pela quinquagésima que é repetido já perde a atenção do público, o que acontece também com sua outra paixão por mostrar os atores cobertos por um raio do sol. Muito mais que um diretor Michael Bay é um estrategista de marketing sabe o que o seu púbico alvo quer ver na telona e vai além do cinema ao criar Autobots que vão servir de base para novos bonecos; afinal essa é a única explicação lógica para a inclusão de um esdrúxulo Autobot ninja e os desperdiçados Dinobots anunciados tantas vezes e que aparecem bem menos que o esperado.

transformer-4-grimlock-age-of-extinction-hd-wallpaper-1920x1080Bay há muito tempo enxergou o mercado asiático como um grande potencial e neste novo longa da franquia coloca o seu interminável, e desnecessário, terceiro ato ambientado na China, o resultado disso é que Transformers – A Era da Extinção com poucas semanas em cartaz já é o filme mais visto da história do país asiático. A clássica regra dos três atos para Bay é quebrada ao colocar cada parte com um tempo muito maior do que necessário, o que é uma destruição do próprio ritmo acelerado e constante que o diretor tenta manter ao longa das quase três de duração; cada parte poderia ser cortada e editada para que o resultado final fosse muito mais satisfatório e até ajudaria a esconder melhor as falhas da esdrúxula trama e da direção comercial de Bay.

Tirando alguns novos robôs e o elenco reformulado Transformers – A Era da Extinção não traz absolutamente nada de novo para a franquia e tem poucas diferenças com a trilogia anterior; para Michael Bay e a Paramount isso pouco importa e a defesa, que não deixa de ser coerente, deles é que o público não quer ver arte em um blockbuster que tem robôs gigantes como protagonistas, tanto que o filme já é a maior bilheteria do ano, mesmo que isso seja apenas para a satisfação momentânea do público e para o mal do cinema.

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