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Crítica: O Espelho

JE3_7854.NEFO ano de 2014 realmente não está sendo bom para o gênero terror que a cada novo lançamento sente a falta de alguma obra que faça algo diferente ou pelo menos use as artimanhas do gênero de uma forma criativa. A nova estreia do gênero é o esforçado, mas ainda fraco, O Espelho.

O longa acompanha Tim (Brenton Thwaites) que foi internado quando criança em uma clínica psiquiatríca por ter matado seu próprio pai, o qual teria tido um surto psicótico e matado a sua esposa e tentado matar Tim e sua irmã Kayle. Dez anos depois Tim ganha liberdade e tenta recomeçar sua vida; porém sua irmã Kaylie (Karen Gillian, a Amy Pond de Doctor Who) quer provar que seu pai era inocente e que o culpado por tudo que aconteceu foi um espelho.

M53 Katie Sackhoff stars in Relativity Media's OCULUS.  Photo Credit: John Estes ©2013 Lasser Productions, LLC. All Rights Reserved.A trama é baseada no curta Oculus: Chapter 3- The Man with the Plan do diretor Mike Flanagan conhecido pelos seus medianos filmes de terror independente, o mais recente Absentia (2011). Flanagan recria a sua própria história para caber em um longa completo e seguindo os padrões comerciais do gênero, criando uma armadilha para si mesmo ao achar que basta somente copiar tudo que já foi feito no gênero para fazer sucesso. O diretor inicialmente faz algo um pouco diferente ao contar a história paralelamente no presente e em flashbacks tentando criar um mistério sobre o que realmente aconteceu naquela casa; Tim parece consciente sobre ter matado seu pai que tinha enlouquecido, enquanto Kayle relembra os fatos de uma maneira diferente, tendo a certeza que foram assombrados por uma entidade maléfica dentro do espelho.

Essa divisão entre passado e presente inicialmente soa coerente, mas traz, sem querer, uma divisão contraditória sobre qual história realmente merecia ser mesmo contada em O Espelho. O flashback conta uma história muito mais cativante de suspense e terror ao colocar duas crianças tendo que se defender de seus próprios pais, criando uma sensação real de medo muito também pela atuação de Annalise Basso e Garrett Ryan intérpretes das versões jovens dos protagonistas, dois atores mirins que são melhores do que todo o resto do elenco; já o enredo no presente exagera no uso de fórmulas comuns do gênero porque Flannigan tenta criar uma certa tensão que é derrubada pela suas próprias escolhas narrativas.

O Espelho-3O Espelho inicialmente cria um mistério sobre ser um suspense psicológico ou propriamente um filme de terror; essa dúvida sobre qual caminho a história irá seguir dura pouco já que o roteiro logo estraga o próprio suspense ao colocar padrões conhecidos de filmes de terror; animais com comportamento arisco, armadilhas no estilo de Jogos Mortais, portas que se fecham sozinha e não faltando o fantasma assustador aparecendo toda hora para provar que ele é realmente o culpado por tudo. Desfeito o mistério sobre o que realmente aconteceu no passado, o Espelho se perde totalmente e fica sem opções a não ser criar dramas e sustos convencionais, terminando com uma resolução pobre e que previsível desde o começo.

dois

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