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Crítica: 13° Distrito

brick-mansions-image03Na indústria do entretenimento a morte nem sempre significa o fim, já que aqueles que ficam tentam ao máximo utilizar a fama do falecido para lucrar. O caso mais recente é o ator Paul Walker falecido no ano passado em um acidente de carro e por causa de sua precoce e trágica morte o seu último filme rodado por completo 13º Distrito que com toda certeza seria lançado mundialmente diretamente em DVD ganha uma chance nas telas do cinema.

O longa é um remake de um filme francês que teve um certo sucesso de público em seu país e que ganha um remake pelas mãos do cineasta Luc Besson que pensou que poderia repetir o sucesso de seus recentes filmes de ação Carga Explosva e Busca Implacável; Besson acreditou sem motivos em um produtor que não tem elementos para conquistar e mesmo com toda atenção devido a morte de Walker o filme fracassou nas bilheterias americanas.

Na pseudo trama, Detroit, sempre a cidade predileta para este tipo de história, chegou ao máximo da insegurança e para proteger a população mais rica, a periferia é cercada por enormes muros que separam ricos e pobres. Dentro dos muros cria-se uma nova cidade e uma nova lei imposta pelos criminosos liderados por Treimane (o rapper RZA); o bandido tem em mãos uma bomba nuclear a qual pretende usar destruir a cidade que fica de fora dos muros, cabe ao policial Damien (Walker) impedir que Treimane use bomba, para isso terá ajuda do bandido local Lino (David Belle) que aceita ajudá-lo porque sua namorada (Catalina Denis) foi squestrada por Treimane.

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Preguiçosamente Besson usa todos os estereótipos possíveis dos filmes de ação, porque desde o fim dos anos 80 o gênero da ação é muito mais do que uma reunião de cenas de lutas, perseguições de carros e tiros, elementos que são reunidos e usados no roteiro de Besson e na fraca direção de Camile Delamare. A melhor maneira de assistir o filme é imaginá-lo como uma comédia, porque é impossível levar a sério uma história como essa; o humor começa com a escolha de David Belle como coprotagonista, como Belle não conseguiu falar inglês de forma razoável foi dublado por Vin Diesel, uma opção que fica bem exposta e estranha. O ator francês foi protagonista do filme original e de sua sequência e é mais conhecido por ser o inventor do Le Parkour, técnica que usa constantemente na trama e que acaba sendo o maior atrativo do longa. Outros elementos cômicos ainda ligados ao elenco como a decisão de colocar o rapper RZA como o vilão, o que deve ter acontecido provavelmente por ser um dos produtores; o rapper está patético como o vilão em uma história que tem como fio condutor uma bomba nuclear presa a um foguete e com direito até uma contagem regressiva, mais ridículo que isso é a mais que previsível ideia de que os governantes e empresários locais são os verdadeiros vilões.

Brick-Mansions-11fev2014-01Os créditos finais de 13 Distrito ressaltam que o longa é dedicado a Paul Walker que felizmente tem ainda Velozes e Furiosos 7 como seu último e mesmo assim incompleto trabalho no cinema, mas que provavelmente ainda assim deixará uma lembrança e homenagem melhor para o falecido ator que de despedirá na franquia que foi o maior sucesso de sua carreira.

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