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Crítica: Amor sem Fim

Amor Sem Fim-1Amor Sem Fim foi anunciado como um remake do chatíssimo filme de romance homônimo lançado em 1981, que tinha Brooke Shields e Martin Hewitt nos papéis principais, mas é lembrado até hoje apenas por ter sido a estreia de Tom Cruise no cinema; a nova versão estrelada por Alex Pettyfer e Gabriella Wilde pega apenas os nomes dos personagens originais para contar uma nova e ainda pior história.

O romance cafona acompanha David Elliot (Alex Pettyfer, de Eu Sou o Número Quatro), um jovem humilde que se apaixona por uma garota mais nova chamada Jade (Gabriella Wilde, de Carrie), vinda de uma família rica e que se recupera ainda da trágica morte de seu irmão mais velho. O romance entre David e Jane é obviamente proibido pelo pai dela, Hugh (Bruce Greenwood, de), um homem hipócrita que é contra o romance muito pelo medo de perder sua filha, a quem protege demais e também a usa para substituir e colocar nela os sonhos que tinha para seu falecido filho.

Amor Sem Fim-2A diretora e roteirista Shana Fest (do horrível do Onde o Amor Está) cria uma típica história de romance dos anos 80, desde a trilha sonora, a montagem e até algumas cenas que para os novos tempos parecem cômicas, como a clássica cena da protagonista correndo como uma criança contrariada; Fest faz o básico do romance barato para conquistar, talvez, pré-adolescentes que ainda acreditam em histórias tão irrealistas como esta. Difícil também sentir alguma ligação por uma produção com uma protagonista tão inexpressiva como Gabriella Wilde, despreparada para protagonizar um filme como este e qualquer outro, sem habilidades para sair do lugar-comum da sua personagem; tem como par romântico Pettyfer que sempre foi um ator que fica entre o esforçado e o canastrão, sempre se segurando no seu carisma e charme. O elenco veterano é formado por Bruce Greenwood e Joely Richardson como os pais das protagonistas, dois atores que apesar de serem experientes nunca primaram por marcantes atuações.

Amor Sem Fim-3O que faz de Amor Sem Fim um romance inexpressivo são suas saídas narrativas fáceis, em nenhum momento diretor e elenco tenta ir um pouco mais além do que é comum no gênero, com isso uma história relativamente curta torna-se cansativa e não parece ter fim até chegar a sua mais que óbvia conclusão. Desde Romeu e Julieta filmes sobre amores proibidos conquistam a atenção do público ainda mais em uma semana onde se comemora no Brasil o Dia dos Namorados, o que é a única explicação para um filme tão inexpressivo como Amor Sem Fim estrelar nas telas brasileiras e não direto em DVD. Um romance daquele tipo que qualquer pessoa é capaz de adivinhar o rumo que seguirá em sua história sem originalidade alguma e que não tem vergonha, quando deveria, de reunir tantos estereótipos.

dois

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