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Crítica: A Face do Mal

A Face do Mal-1É uma marca e chavão antigo da indústria do entretenimento de que quando uma fórmula dá certo precisa ser copiada ao máximo por outras produções do gênero, o que cria uma série de produtos iguais seja na televisão, na música e principalmente no cinema, um déjà vu sem fim. Isso está acontecendo no gênero terror desde a estreia de Atividade Paranormal, seguindo com os mais recentes Sobrenatural e o único realmente inovador e atraente invocação do Mal, porém a fórmula nem sempre dá certo como no desgastante e preguiçoso A Face do Mal.

A premissa é a mesma de sempre, uma família muda para uma casa que recentemente foi palco de uma série de assassinatos, algo que faria qualquer pessoa normal ficar longe do local, menos para as famílias dos filmes de terror americano. Desta vez a casa no passado pertencia a doutora Janet (Jacki Weaver, de O Lado Bom da Vidal) e sua família, mas estranhamente cada membro da família foi morrendo e assim Janet foi a única sobrevivente, e acaba vendendo o local para uma nova família, os Asher.

A Face do Mal-2O filho mais velho dos Asher, Evan (Harrison Gilbertson, de Need for Speed – O Filme) conhece e rapidamente tem um romance com a vizinha Sam (Liana Liberato, de Confiar), uma jovem bastante misteriosa e que sofre com as constantes agressões de seu pai; os dois curiosos adolescentes começam a investigar o que aconteceu na casa e quem é a presença que está na casa, o que claro desperta um mal que deseja matar a todos. O romance adolescente acontece de forma tão rápida como ilógica, uma desculpa esfarrapada para os personagens serem usados como fio condutor para explicar o que aconteceu na casa e criar os esdrúxulos sustos da trama. O estreante roteirista Andrew Barrer faz uma história padrão do gênero em uma história sem rtimo alguma, usa todas suas boas ideias na explicação da história que apesar de nada inovadora, acaba tendo seu valor e o melhor do filme.

A Face do Mal-3Longas como Atividade Paranormal e até o mais antigo como a Bruxa de Blair já provaram que é possível fazer boas produções do gênero mesmo com um baixo orçamento, o que resulta em um elenco de atores mais fracos e principalmente simplórios efeitos especiais. O diretor estreante Mac Carter esbarra na sua falta de criatividade para superar essas limitações de orçamento e também conta com um elenco medíocre; Carter tem uma falha principal de colocar sempre sua câmera focalizada no local onde o fantasma irá aparecer segundos depois, tirando assim qualquer possibilidade de assustar o público.

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