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Supernatural – Nona Temporada

Supernatural-season-9-promo-poster-featureA cada temporada Supernatural se desgasta mais um pouco e fica mais difícil entender como a série conseguiu a proeza de chegar a sua décima temporada; isso aconteceu unicamente por causa dos seus milhares fãs, os Hunters, que tem um amor quase cego e talvez por isso não percebam que já passou faz tempo da hora de acabar com a história dos irmãos Winchester.

O nono ano de Supernatural tinha potencial para apresentar uma boa história, mas foi definitivamente o pior da série, aquele que deixou poucas coisas boas. O que mais irrita em Supernatural é a mania da equipe criativa da série de não conseguir ir além do lugar-comum e ficar sempre na mesma fórmula; Sam morre e daí Dean vai lá e faz uma besteira para ressuscitá-lo, os Winchester brigam e acaba a temporada com Sam morrendo ou nesta virando diabo para Dean agora ajudá-lo, um círculo vicioso sem fim onde só muda o irmão em perigo.

Até os episódios fillers mostraram o desgaste da série e a falta de novas ideias; o único episódio filler bom e diria que o melhor  e mais engraçado da temporada foi quando Sam teve que virar uma espécie de cachorro ganhando a habilidade de falar com os cachorros e se comportando como um. O ano contou com o retorno de clássicos personagens como Charlie (Felicia Day), Garth (DJ Equals) e os Ghostfacers, infelizmente todos em episódios fraquíssimos. Um erro crucial foi mudarem a a personalidade destes personagens, principalmente como Garth e os Ghostafacers, com péssimas ideias como transformar Garth em um lobisomem ou separar os Ghostfacers. Ainda mais fatídico foi o episódio que deveria ser o piloto para a série derivada, Supernatural: Bloodlines, com uma história sem pé e cabeça e personagens horríveis, o exemplo maior como o universo de Supernatural está fechado demais a novas ideias.

A temporada iniciou com a deixa para dois potenciais arcos principais; o primeiro Metatron (Curtis Armstrong, ótimo!) dominando o céu e expulsando todos os anjos para a Terra, com Castiel (Misha Collins, perfeito como sempre) como humano; no outro Crowley (Mark Sheppard, brilhante!) viciado em sangue humano e vendo Abaddon (Alaina Huffman) tentando ocupar a sua cadeira principal no inferno. Acabou que nenhum dos dois enredos funcionou da maneira esperada, ambos escondidos no meio da insuportável briga entre os Winchester. Incrível como Sam e Dean ainda discutem a postura de cada um, todo mundo sabe que Dean jamais iria aceitar ver Sam morrer e que não sabe viver sozinho, por isso fez o acordo idiota e impensado com Gadreel (Tahmoh Penikett, péssimo!) e que acabou resultando na morte do Kevin! Um erro maior do que essa briga boba entre os irmãos foi de matar Kevin; Supernatural já mostrou que nem sempre a melhor solução é matar os personagens, mas sempre deixar o gancho para um possível retorno.

O que atrapalhou o desenvolvimento dos enredos principais foi essa chata briga entre os irmãos, com Sam tentando, sem sucesso algum, ter apenas uma relação profissional com Dean, tudo para no final ficar desesperado ao vê-lo morto em seus braços. Exigir uma carga dramática de um ator limitado como Jared Padalecki é sempre um erro, foi difícil aguentar ele “fingindo” ser outra pessoa quando Gadreel tomou seu corpo e pior ainda bravinho com Dean. Há muito tempo Jensen Ackles vem levando essa dupla nas costas, com seu jeito meio bobo e engraçado, mas muito sério e bravo na hora que a história esquenta, tanto é que a “melhor” parte da temporada foi quando Dean agiu sozinho, sem o chato do Sam atrás dele, interagindo tanto com Cas como com Crowley.

Uma outra virada curiosa é como a cada temporada Cas e Crowley roubam a atenção dos Winchester e tornam-se os únicos atrativos da série. Cas teve uma jornada interessante começando de forma bem engraçada tentando viver como um humano e tentando fugir da sua vida de anjo, mas quando foi preciso voltou mais uma vez a luta, enfrentando seus próprios irmãos para recuperar o céu para os mesmos. Deliciosamente diabólico Crowley passou de um drogado em sangue humano para um viciado consciente, como sempre usou seu melhor amigo Dean da maneira que desejava para primeiro matar Abbadon, que final sem graça desta ótima personagem, e depois o trouxe para seu lado. Crowley obviamente sabia desde o começo o que aconteceria no instante que Dean pegasse a marca e a primeira lâmina de Caim e fez tudo isso de propósito; para Dean isso foi o preço de se aliar demais a Crowley e esquecer que ele sempre será um demônio.

É inegável que a temporada terminou com um gancho para deixas os fãs ansiosos pela nova temporada, mas analisando friamente é de costume o ano terminar com uma premissa de cair o queixo para o próximo ano, o problema é o que acontece depois. Dean agora como demônio vai se aproximar ainda mais de Crowley, e logo Sam vai descobrir e buscará uma maneira de salvá-lo, repetindo aquele círculo vicioso que comentei neste texto.

Continuando a minha política de desapego de algumas séries, oficialmente desisto de Supernatural e desejo boa sorte e muita paciência para quem continuar acompanhando as aventuras sonolentas dos irmãos Winchester.

dois

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