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Grey’s Anatomy – 10ª Temporada

grey's anatomy season 10 cast photoAté quase metade da décima temporada de Grey’s Anatomy a série convivia com o medo de possíveis e drásticas mudanças no elenco, já que os atores principais e mais antigos ainda não tinham renovado seus contratos; acabou que todos renovaram para mais duas temporadas, exceto Sandra Oh, a Cristina Yang, que tomou a decisão que era hora de deixar a série.

O review da temporada de Grey’s Anatomy terá um formato diferente por causa de a série ter um elenco muito grande, por isso irei separar o texto por personagens:

Cristina Yang, a briga com Meredith, o prêmio Avery a despedida

Shonda Rhimes sabia desde o começo da temporada da decisão de Sandra Oh de deixar a série e por isso dedicou por parte deste ano na despedida de Yang; este enredo foi o maior acerto de Rhimes nesta temporada que soube preparar o terreno para os motivos que levariam Yang a deixar o hospital. Era hora de Yang seguir em frente, a brilhante cirurgiã já tinha alcançado o seu máximo no hospital e para realizar novos sonhos era hora de pensar em sua vida em uma nova casa. Yang refletiu muito sobre o assunto, percebeu como sua relação com Hunt não seria benéfica para nenhum dos dois, e que apesar de se amarem não foram feitos para ficarem juntos; também percebeu o desgaste de sua inesquecível amizade com Meredith por terem no final seguido caminhos diferentes em suas vidas e chegando ao ponto de brigarem por causa de uma coisa banal como a história da copiadora! O motivo final para a decisão de Yang foi a mais que injustiça derrota do prêmio Avery, o qual era mais que merecedora e simplesmente perdeu por causa do local que trabalhava, uma decisão bastante questionável da Mama Avery.

Shonda Rhimes mostrou porque é uma das melhores roteiristas da televisão americana ao criar um gancho perfeito para a saída de Yang; foi genial de ideia de trazer o polêmico Burke de volta e que em uma espécie de perdão pelo que fez para Yang deu a sua importante vaga de chefe do setor de cardiologia em um hospital de Zurique para seu antigo amor; neste lugar Yang teria como fazer as experiências que sempre sonhou. O último episódio da temporada com a despedida de Cristina Yang fez jus a história da personagem, com declarações de amor, no estilo Yang de ser, para cada pessoa do hospital e claro que a maior foi para Meredith, a sua eterna pessoa. Yang e Meredith brigaram, mas no final ficaram ainda mais unidas, não importa se não vão trabalhar mais juntas, porque sabem que vão sempre contar uma com a outra; um fim de ciclo que terminou com Yang e Meredith dançando juntas pela última vez. Yang terminou sua história de forma explêndida alcançando o topo naquilo que dedicou sua vida inteira para ser e agora continuará sua vida de sucesso em Zurique, aguentando o mala do Ross, mas sabendo que nunca será esquecida pelos fãs de Grey’s Anatomy e que fará muita falta!

Meredith Grey e a sombra de Derek, o queridinho do presidente

No último episódio da temporada Yang em sua despedida disse perfeitamente que Meredith (Ellen Pompeo) não pode ser apenas a sombra de Derek porque ela é um sol, diria não só de Derek (Patrick Dempsey), mas como de todo o resto. Vi Meredith nesta temporada como uma personagem realmente sem brilho e personalidade, parecia inicialmente que iria se dedicar a sua pesquisa, mas ficou presa sempre nas histórias de outros personagens, o problema de saúde de Webber, a briga com Yang e depois o estudo de Derek. O último capítulo pelo menos deixou a deixa que Grey não vai aceitar mais esta situação e que vai começar a se impor mais, começando com decisão de não ir para Washington com Derek. Shepherd voltou a ser aquele velho médico egocêntrico que se acha o dono do mundo depois de ter sido convidado pelo presidente para uma importante pesquisa; o velho estilo de dono da verdade voltou tanto na briga que teve com Callie como também da maneira que lidou com Meredith, a quem tinha prometido que era a vez dela de brilhar na medicina; a decisão de Meredith de ficar em Seatle deve causar uma séria crise no casal.

Hunt, agora sem Yang, e a chegada de Amy

Dois personagens surgem como os maiores beneficiados com a partida de Yang da série; Hunt (Kevin McKidd) finalmente poderá ter sua própria história deixando de lado sua dependência quase vital de Yang, com o romance finalizado é hora de Hunt crescer sozinho e começar a ganhar mais espaço, algo que merece e muito. Uma surpresa do final da temporada foi o retorno de Amy (Caterina Scorsone) no que inicialmente parecia uma participação especial da irmã de Derek, mas que pode ser algo definitivo. Particularmente gosto e muito da personagem Amy desde sua época em Private Practice e com Yang fora de cena é hora de criar uma nova amiga para Grey, claro Amy nunca substituirá Yang completamente, mas pode formar uma boa dupla com Grey; ainda mais com a possível decisão de Derek de ir para Washington e Amy assumindo o seu lugar no hospital.

Karev, a despedida de seu pai, o relacionamento firme com Jo e o trabalho na clínica particular

Outro personagem que gostaria que voltasse a ter mais espaço na história é Karev (Justin Chambers), todos os enredos envolvendo o personagem nesta temporada foram ótimos; o reencontro e depois a rápida morte do seu pai no erro de Ross; os problemas enfrentados pela nova lei de relacionamentos no hospital, o que felizmente serviu apenas para unir ainda mais Karev e Jo; o melhor casal de Grey’s Anatomy, não custa sonhar que os dois deixem de fugir da verdade e comecem a pensar em ter algo ainda mais sério, quem sabe um casamento! Temi por uma possível saída de Karev quando ele aceitou o trabalho na clínica particular, o que já viu que não será nada fácil e que sente falta de ajudar mais as pessoas como faz no hospital. Porém Alex pode voltar logo para o hospital com a novidade de que Yang deixou para ele sua vaga no conselho, um gesto bonito de Yang e um reconhecimento para seu antigo amigo. Para Karev essa decisão de Yang chegou no melhor momento possível, mas isso também o colocará em confronto direto com Bailey.

Bailey, a briga com Webber, o TOC e os sonhos perdidos

O ano para Bailey (Chandra Wilson) foi como uma montanha-russa de emoções com muitos altos e baixos; a briga com Webber no início da temporada, o retorno inesperado de Ben, a descoberta de ter TOC e a experiência com o menino bolha. Foram histórias muito fortes que fizeram a personagem passar por fases complicadas e também a cometer alguns erros impensáveis até então para a personagem, como a maneira que lidou com seu TOC e o caso da experiência com o vírus da AIDS, onde foi salva por Steph. Com o sucesso da audaciosa pesquisa do menino bolha Bailey parecia de volta ao topo, mas o financiamento de sua pesquisa acabou, porém logo em seguida Webber disse que a indicaria para o lugar de Yang, o que não irá acontecer por causa do Karev, o que deve colocar Bailey novamente em uma situação delicada e com medo do seu futuro, o próximo ano não será nada fácil para a personagem.

Webber, a quase morte, o mestre dos residentes e uma filha perdida!

Shonda Rhimes presenteou Webber (James Pickens Jr.) com um ano fantástico seguindo um caminho de mudanças benéficas para o eterno Chefe; Webber quase morreu eletrocutado, o que o levou a um confronto forte com Grey e com Bailey, com quem depois se acertou; por causa de sua paixão pelo hospital e a injustiça feita com Yang pode ter perdido seu romance com a Mama Avery; recebeu merecidamente o cargo de ser o mestre dos novos residentes, afinal não existe pessoa melhor do que Webber para ensinar estes jovens médicos. Quando tudo parecia completo para o personagem, Rhimes entrega uma daquelas bombas que somente ela é capaz de escrever; a substituta de Yang como a nova chefe de cardiologia, Maggie, é na verdade uma filha perdida de Elis e Webber!!! Que gancho espetacular para o próximo ano que irá mexer com a vida de todos nos hospital, obviamente e principalmente com Webber e a própria Grey.

Callie e Arizona, o quase rompimento e um novo bebê! 

Poucos apostariam que Callie e Arizona terminariam esta temporada prontas para terem uma nova criança em suas vidas. O casal enfrentou uma dura e longa crise que quase causou o rompimento, mas as duas conseguiram superar esta briga que começou lá quando Callie decidiu cortar a perna de Arizona. A verdade é que Arizona passou de a “bitch” da história por ter traído Callie para uma pessoa que apenas passava por uma crise interna e que agora finalmente aceitou a sua nova condição física. Já Callie conviveu com muitas brigas fora do seu casamento, a história do paciente que a processou, a briga com Derek por causa do estudo, mas pelo menos terminou ganhando uma futura aluna com Jo que parece ter descoberto sua paixão pela ortopedia. Voltando a falar de Calzona que surpreenderam ao decidirem que querem ter uma nova criança em suas vidas, o que quase não aconteceu, já que Callie não pode ter mais filhos e Arizona não tem como engravidar na sua atual situação; a resposta para este problema é uma barriga de aluguel! Essa história ainda deve render mais e mais problemas para o casal, começando com a escolha da moça que será a barriga de aluguel, o acompanhamento da gravidez, entre outros assuntos que devem rondar a vida delas na próxima temporada.

April x Jackson x Steph

Quem acompanha o blog sabe que nunca fui fã de April (Sarah Drew) e muito menos de Jackson (Jesse Williams), dois personagens que considero bastante insossos. Todo o enredo do relacionamento de Jackson com a coitada da Steph (Jerrika Hinton) foi apenas para matar o tempo até Jackson voltar para os braços de April, o que aconteceu rapidamente com um casamento e agora até uma gravidez. Um relacionamento que já teve suas primeiras brigas, a maioria pela exagerada fé de April e quem diria que seria a Mama Avery que faria os dois se acertarem e se estabilizarem. A gravidez de April deve ser um enredo muito usado na próxima temporada, sempre com aquele tom mais de humor do que drama, se April já é irritante normalmente imagina grávida, coitado do Jackson!

Os residentes

A minha maior decepção na temporada foi o desenvolvimento dos residentes, Shonda Rhimes errou bastante em suas escolhas apostando demais em personagens como Murphy (Tessa Ferrer) e Ross (Gaius Charles) que jamais funcionariam e logo foram rejeitados pelo público, tanto que já deixaram a série, pelo menos Rhimes deu um final digno para cada um. O mesmo não pode ser dito sobre Jo (Camilla Luddington) e Steph, essas sim duas personagens que parecem ter mais chance e um futuro melhor; falta dar as duas histórias mais independentes. Para Steph o fim do romance com Jackson é uma oportunidade para se destacar, já Jo precisa desgrudar um pouco de Karev, o que pode acontecer se escolher mesmo ortopedia como seu ramo, o que aproximará de Callie, as duas já mostraram formar uma boa dupla. Foi também boa ideia de colocar Ben (Jason George) ao lado dos residentes mais novos, o que claro criou engraçadas situações, mas também ajudou aos residentes a ganharem um pouco mais de maturidade com um personagem mais veterano e um ator experiente ao lado deles.

Veredito

A bonita homenagem e despedida de Cristina Yang foi ápice da décima temporada de Grey’s Anatomy, que no resto deixou bastante a desejar, pecou pela falta de emoção, histórias mais fortes e também o sumiço da própria Meredith Grey. Apesar de não ter sido uma temporada perfeita,a série ainda consegue conquistar o público com suas histórias e principalmente seus personagens que retornam para mais um ano em setembro.

tres

 

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