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Chicago Fire – Segunda Temporada

Chicago-Fire-Keyart-16x9-1Os integrantes do Batalhão 51 retornaram para a sua segunda temporada que foi cheia de emoções, boas histórias e um excelente desenvolvimento do seu vasto elenco. Chicago Fire é uma série sobre bombeiros, paramédicos, mas os atendimentos semanais acabam sendo secundários diante de um acervo de personagens complexos e com muitos dramas pessoais. Os produtores e roteiristas conseguiram fazer algo extremamente difícil para uma série com um elenco tão grande que foi dar o espaço merecido para cada um deles, já que cada integrante deste elenco tem a sua função, não importa se seja pequena, mas cada um é vital para o sucesso desta excelente série. Um enredo que conta histórias dramáticas sem parecer piegas e até usando da maneira correta alguns clichês do gênero, atrelado também a necessários momentos de humor.

O segundo ano comprovou que o pilar da série está em torno de três personagens principais; Casey (Jesse Spencer), Severide (Taylor Kinney) e agora com muito mais espaço Dawson (Monica Raymund). Os melhores enredos desta temporada giraram em torno destes três personagens que curiosamente são interpretados por três atores bastante medianos, mas que aqui conseguiram encontrar o tom certo para os seus personagens. Casey e Severide são dois personagens obviamente interpretados por dois galãs, mas os roteiristas criaram histórias para seus personagens que não giram em torno dos seus atributos físicos, apesar de algumas cenas deles com pouca roupa. O roteiro consegue equilibrar bem a atenção dada aos três com o espaço dado aos outros personagens, criando muitas vezes histórias que se ligam bastante a eles.

Casey na temporada passada teve um espaço enorme no começo, talvez por ser o nome mais conhecido, mas depois foi perdendo espaço para Severide que passou de homem “problema” para herói em um processo muito bem feito de amadurecimento. Casey passou por poucas e boas nesta temporada, perdeu uma família e começou outra com Dawson, quase morreu no trabalho e agora vive com as consequências físicas deste acidente. O relacionamento de Casey e Dawson virou realidade neste ano; um casal que faz bem para a série e que combina muito. Dawson também teve um ano duro, mas terminou noiva do homem que ama e finalmente realizou o sonho de ser bombeira, um desafio que ainda está longe de estar completo; ainda acho que seria melhor ver Dawson trabalhando no 51 do que em outro batalhão.

Já Severide teve muito espaço na primeira metade da temporada e depois ficou mais afastado, quase com o mesmo processo de Casey no ano anterior. O ápice de Severide foi a história do sequestro e estupro da sua irmã, um enredo bastante forte e que culminou com a irmã indo embora da cidade e Benny fazendo justiça com as próprias mãos contra o culpado por ter machucado sua filha. Este caso serviu para Severide se aproximar de Erin (Sophia Bush), personagem vinda da recém-estreante e série derivada Chicago PD; um romance importante para uma ligação entre as duas séries e para os personagens que combinam bastante, espero que este romance tenha mais espaço no próximo ano. A ligação entre Chicago Fire e PD, um novo sucesso, está sendo feita de forma perfeita e de uma maneira bastante real, criando assim um universo entre estes personagens que vivem e moram em Chicago. Impossível não comentar o emocionante episódio que interligou as duas séries envolvendo um atentado terrorista, história que começou em Fire e terminou em PD.

Colocaria no segundo pelotão  de personagens de Chicago Fire; Shay; Boden e Mills. Lauren German deu um show no arco onde Shay chegou fundo do poço para depois se levantar com ajuda de Dawson, mas ainda contínua sendo péssima no amor, Shay não pode de forma alguma dar mais uma chance para Devon. Shay que pode ganhar uma nova companheira na ambulância se Dawson for realmente transferida, o que não sei se seria uma boa opção, já que o arco onde Shay ficou longe de Dawson não foi muito bom. Boden (Eamonn Walker) ganhou merecidamente mais espaço nesta temporada principalmente no arco onde o Batalhão 51 quase fechou e também na sua história com Donna, finalmente agora é um homem casado e com chance de ser feliz. O meu maior questionamento nesta temporada foi o quase sumiço de Mills neste segundo ano, personagem que ficou muito em segundo plano, teve alguns pequenos enredos, mas nada demais.

O enredo que Mills teve uma maior participação, e mesmo assim quase secundária, foi a curta e marcante passagem de Rebecca Jones (Daisy Betts), definitivamente uma história que nunca será esquecida e que mudou a todos os membros do 51. Jones era uma jovem que para realizar o sonho de ser bombeira superou o preconceito dos homens, a pressão do seu poderoso pai que era contra a ideia e além de tudo isso um forte caso de depressão; porém Jones lutou até onde conseguiu e quando viu que não realizaria o seu sonho decidiu tirar sua própria vida! A decisão de tirar Jones da história desta maneira foi algo muito marcante para a série e talvez uma transição importante para um amadurecimento no tom das histórias, afinal falar de suicídio ainda é um tema bastante tabu. O suicídio de Jones afetou a todos desde Hermann, Mills e bastante Dawson que como lição e homenagem a Jones prometeu a si mesma que não desistiria do sonho de torna-se bombeira.

Voltando a falar dos personagens desta vez do terceiro escalão formado por Hermann (David Eigenberg), Otis (Yuri Sardarov), Mouch (Christian Stolte) e Cruz (Joe Minoso). Penso que já chegou a hora de Hermann subir pelo menos para o segundo escalão; um bom personagem que sempre que tem espaço brilha, como na morte de Jones e parece ter uma história que ainda pode ser melhor usada, como agora ter conseguido virar tenente. Gosto muito de Otis como alívio cômico e até funcionou bem no arco dramático com o romance com a irmã do Severide; Mouch também funciona bem na parte do humor com seu jeito rabugento e quem diria que ele iria terminar o ano tendo um possível romance com a tenente Platt, achei genial essa ideia! Já Cruz é um personagem supérfluo e não faria falta se fosse embora. Um pequeno comentário para entrada e rápida saída de Jason Clarke que deixou a série porque o seu intérprete Jeff Hephner foi para outro projeto, uma pena, já que parecia ser um bom personagem.

É hora de falar do inacreditável gancho deixado no último episódio da temporada onde quase todos os integrantes do Batalhão 51 atenderam uma emergência em um prédio no que parecia ser um pequeno incêndio e acabou virando uma grande explosão! Somente Boden, recém-casado, ficou do lado de fora e desesperado por ver todos os seus homens dentro do prédio em chamas! Um gancho para deixar qualquer fã sem palavras e com medo e ansiedade para saber o que aconteceu com os membros do Batalhão 51. A minha aposta é quem pelo menos alguém saíra muito ferido ou morrerá, não tem como depois de uma explosão como aquela todos saírem bem. A resposta somente em setembro quando Chicago Fire retorna para sua terceira temporada.

quatro

 

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