4 Comentários

Arrow – Segunda Temporada

Arrow-Season-2

Quando a primeira temporada de Arrow terminou Oliver Queen (Stephen Amell, perfeito), o Arqueiro, estava no fundo do poço, não conseguiu salvar a cidade que jurou proteger e viu seu melhor amigo morrer sem poder nada fazer. Com essa tragédia, a segunda temporada da série deu um novo passo para o amadurecimento de Oliver que depois de um tempo caído decidiu se levantar e se reerguer, mas não para ser um vigilante, mas sim torna-se um herói de verdade.

Todos os eventos deste ano giraram ao redor do tema de Oliver deixar de ser um vigilante e torna-se um herói; para isso a temporada ganhou um tom bem mais sombrio que a anterior e este amadurecimento de Oliver também foi pano de fundo para todos os outros personagens da série. Cada personagem, incluindo os novos, desta sensacional série chegaram ao fundo do poço e precisaram de alguma maneira se reerguer. Um ano que teve a pontual, e importante, entrada de novos personagens; a principal foi Sara Lance (Caity Lotz), a Canário. A personagem que começou como vilã e depois virou heroína foi a introdução para o novo estilo da série, muito mais sombria e com o tema redenção como o assunto principal. A Canário superou todas as expectativas como uma personagem densa, forte e que viveu nesta temporada algo parecido com Oliver indo do inferno ao céu; o seu passado sombrio e sua ligação com a Liga dos Assassinos, trouxeram novos elementos para esta e até futuras temporadas. Caity Lotz com sua beleza deixou um pouco a desejar em sua atuação, mas fez o necessário para a personagem conseguir conquistar o público e até parte dele torcendo para que ela fique com Oliver, um casa que combinou com o contexto deste ano.

A chegada da Canário também afetou outros personagens; se por um lado o retorno da suposta morta Sara serviu para unir Quentin (Paul Blackthorne, fez o básico) ainda mais para o lado do Arqueiro e também ajudou Laurel (Katie Cassidy, com uma atuação bem melhor) a sair do fundo do poço e descobrir a verdade sobre Oliver e sua identidade secreta. Laurel teve a importância na trama que se espera dela, gosto e muito da opção de guardar o romance dela e com Oliver para o futuro, a personagem precisa crescer mais antes de eles ficarem juntos. Com a Canário tendo um romance e trabalhando mais ao lado do Arqueiro, consequentemente o espaço em cena dos aliados do protagonista.Diggle (David Ramsey, excelente) e a mais que fofa e adorável Felicity (Emily Bett Rickards, perfeita!), foi menor.

A passagem de Diggle por este ano pode ser resumida no bom episódio que introduziu o Esquadrão Suicida que tirou Oliver do primeiro plano e colocou seu braço direito como protagonista; o que rendeu uma história interessante de Diggle ficando mais próximo de Lyla e curiosamente de seu antigo inimigo Deadshot. A fofa da Felicity é ainda a mais injustiçada da trama, com pouco espaço e sempre funcionando como a visão de uma pessoa comum no meio de toda essa história de heróis e vilões. Os seus sentimentos sobre Oliver, e consequentemente o ciúmes de Sara, foram ainda seus temas principais, mas diria que um pouco de justiça foi feita ao utilizar Felicity como a ligação para a introdução de  Barry Allen (Grant Gustin), o futuro Flash. Barry Allen que teve uma participação rápida (jura!) e marcante sendo o criador da necessária máscara que Oliver agora usa, chega de maquiagem preta! O velocista escarlate que irá ganhar sua série solo este anúncio é a segunda parte da criação de um universo de heróis da DC na telinha e será benéfica para ambas as séries, com futuros episódios interligados, contando tanto com as participações de Arrow como de Felicity em Flash.

A temporada teve um enredo diferente do anterior sem vilões semanais, apenas no início da temporada como com o ótimo Dollmaker, mas sim um com um impactante vilão principal; Slade Wilson (Manu Bennett, magnífico!), o Exterminador. Porque para o Arrow torna-se um herói de verdade precisava encarar um vilão à altura e Slade foi muito mais que isso, por ser uma ferida do passado de Oliver que precisava ser fechada para que ele pudesse seguir em frente. Slade com sua vingança misturada aos efeitos da Mirakuru fez da vida de Oliver um inferno desde a sua magnífica chegada, um dos melhores episódios da temporada, até a sua final contra Oliver. Com a ótima atuação de Benett; Slade tornou-se a cada episódio um inimigo quase insuperável para Oliver que teve que repensar toda sua vida e novos valores na hora de encarar um antagonista sem honra e que queria apenas destruí-lo. Slade Wilson trouxe com ele dois fortes aliados na sua luta contra Oliver; Sebastian Blood (Kevin Alejandro, bastante competente) e Isabel Rochev (Summer Glau, decepcionante), duas peças importantes na sua vingança.

Blood também seguiu na linha do homem que ao tentar fazer o bem para a cidade que amava acabou se aliando com a pessoa errada, gostei do caminho seguido do personagem que pelo menos se despediu fazendo o bem. Blood serviu como fio condutor do enredo de Moira (Susanna Thompson) que seguiu também a narrativa de redenção passando de pessoa mais odiada da cidade pela sua ligação com o atentado de Malcolm Merlyn (John Barrowman), para candidata a prefeita. A personagem também foi guia para revelações bombástica e importantes para o futuro da trama, como Merlyn ser o pai de Thea (Willa Holand) e de que Oliver tem um filho perdido; enredo diga-se de passagem bem mal encaixado e que espero que seja esquecido diante de uma ideia desnecessária.

Thea contínua sendo a personagem mais fraca da série, muito mais pelas limitações de sua intérprete do que pela sua história que deixou de ser sobre uma adolescente mimada e sim sobre uma jovem que precisa conviver com os fantasmas e erros de sua família. A revelação dela ser filha de Malcolm abriu uma porta interessante para vê-la talvez na próxima temporada mais próxima dele e seguindo o seu exemplo, já que não tem mais sua mãe e talvez tornando-se até uma rival para Oliver; isso ganha mais força com a excelente notícia de que Malcolm Merlyn será um personagem recorrente na próxima temporada.

Falar de Thea é lembrar do Roy Harper (Colton Haynes, ainda abaixo do esperado) que passou de simples namorado da irmã de Oliver para um herói de verdade com direito até sua própria máscara vermelha e com seu próprio arco; para Oliver ter um “aluno” como Roy é também uma maneira de ficar centralizado nos seus novos objetivos. O meu único questionamento sobre Roy foi o enredo do uso da Mirakuru no personagem, uma história que serviu unicamente para descobrir a cura da droga.

Voltando a falar dos aliados de Slade como Rochev que foi uma enorme decepção desta personagem que já teve histórias muito boas nos quadrinhos. Toda a história da ligação dela com o pai de Oliver pareceu exagerada e talvez se fosse apenas uma aliada de Slade já estaria bom demais, sua transformação em uma das integrantes do exército de Slade também foi uma história feita de forma apressada e que culminou com sua aparente morte.

Os polêmicos flashbacks continuam sendo a pior parte da série, pelo menos desta vez ganharam mais importância para contar a história do que aconteceu entre Oliver e Slade, algo que também não precisava ser visto já que Slade e Oliver ficaram repetindo diversas vezes o que aconteceu na ilha. O flashback é a parte mais fantasiosa da história porque os roteiristas insistem em prolongá-lo, talvez já tenha chegado a hora de ambientar a trama somente no presente; porém os flashbacks e suas reviravoltas devem continuar já que o último episódio revelou uma nova bomba sobre Oliver ter neste período saído da Ilha para conhecer Amanda Waller (Cynthia Addai-Robinson, careteira, mas competente).

O empolgante episódio final fechou a temporada muito bem e deixando interessantes opções para o próximo ano; Sara retornou para a Liga dos Assassinos o que pode render uma futura história; Quentin ter ficado entre a vida e a morte o que pode fazer com que Laurel torne-se mais forte em caso da morte do pai, o que não acho uma boa opção, e porque não assumir o lugar de sua irmã como heroína feminina local. Slade destruiu tudo que tinha de mais importante na vida de Oliver o deixou novamente sem nada, perdeu sua mãe, seu dinheiro, mas ganhou heroísmo e força para ver que é capaz de superar grandes desafios.  A decisão mais acertada do final da temporada foi de deixar Slade vivo, o que sempre deixa a possibildade aberta para o seu retorno e também uma curiosidade sobre o que Amanda pode fazer com ele em suas mãos.

Superando mais uma vez todas as expectativas a segunda temporada de Arrow beirou a perfeição, consolidando uma forma de fazer série sobre super-heróis que respeita a história original, mas não tem medo de mudá-la para uma forma que a torne mais real. A segunda temporada de Arrow acabou com a imagem de Oliver Queen como de um Arqueiro vigilante o transformando em um herói admirável que com ajuda de seus aliados está pronto para os futuros desafios!

quatro_e_meio

 

4 comentários em “Arrow – Segunda Temporada

  1. Eu tô muito decepcionada com a frieza deles de fazer a pobre da Felicity de boba nesse season finale! TADINHA!!!

  2. Concordo em tudo com vc Caio, foi mt boa demais da conta essa temp!! kkk Nem parece CW, daora! Sem palavras….
    Texto perfeito Caio.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s