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Marvel Agents of S.H.I.E.L.D – Primeira Temporada

Marvels-Agents-of-SHIELDDepois de dominar o cinema a Marvel decidiu expandir seu universo agora no formato de série, com sua primeira experiência e aposta em Agents of SHIELD; estrelada pelo agente Coulson (Clark Gregg), carismático personagem que faria seu grande retorno depois de sua suposta morte em Os Vingadores. Para colocar o projeto em prática foi chamado Joss Whedon, diretor e roteirista de Os Vingadores e agora o cabeça principal da Marvel no cinema e também na televisão.

A tarefa não era nada fácil já que a série não teria nenhum herói do primeiro ou segundo escalão na sua história, mas sim mostraria o trabalho diário dos agentes da SHIELD através de Coulson que ganhou sua própria equipe. O grupo foi formado pela calada agente ninja e antiga amiga de Coulson; Melinda May (Ming-Na Wen); o clássico agente que atira antes de falar Grant Ward ( Brett Dalton) e os nerds cientistas Jemma Simmons (Elizabeth Henstridge) e Leo Fitz (Iain De Caestecker) e por último a hacker Skye (Chloe Bennet). Na primeira parte da temporada Skye foi a peça chave para o desenvolvimento da história, uma hacker que investigava, sem permissão, o que a SHIELD estava fazendo e que foi colocada por Coulson na equipe por ver um talento na jovem. Skye era a personagem que servia inicialmente como o olhar do público, conhecendo e entendendo o que a SHIELD faz e como essa misteriosa agência funciona.

Inicialmente o público não gostou ou talvez não entendeu a história, muito porque talvez esperava um novo Vingadores na telona quando desde o começo a proposta não era essa, mas sim apresentar um enredo de pessoas comuns investigando e salvando o mundo de coisas fantásticas. Percebendo isso a série e tendo que conquistar o público rapidamente, a produção inicialmente ficou bastante presa a referências ao Universo Marvel do cinema, principalmente sobre os Vingadores; além de um claro objetivo de promover os filmes da Marvel com episódios com ligações a Homem de Ferro 3 e Thor 2, dois episódios que deixaram bastante a desejar.

A cada episódio a audiência caia e a produção recebeu duras críticas, a maioria delas sobre a série ficar presa demais aos casos semanais e ao seu elenco nada cativante. O que o roteiro fez foi apresentar uma trama de amadurecimento realmente começando com casos leves, até infantis, para depois ir aumentando a carga dramática da história. Já sobre a segunda crítica, diria que se Agents of SHIELD não foi cancelada rapidamente por causa de Coulson e Skye; o primeiro é um personagem que já conquistou o público por ser nada mais do que um nerd que trabalha na SHIELD; além de todo o mistério envolto de como ele foi ressuscitado. A segunda interpretada pela fofa e carismática Chloe Bennet que com seu charme conquistou o público e com seu olhar de novidade para tudo que estava conhecendo ajudou a produção a ter uma chance maior.

O maior erro e que prejudicou muito a série até o final da temporada foram os outros  personagens; começando com Fitz e Simmons, dois típicos nerds que não funcionaram, deveriam ser os alívios cômicos, mas também falharam nesta tarefa. Na minha análise Simmons é uma personagem com muito potencial, teve ótimos momentos com seu humor leve e seu jeito fofo e bastante natural de ser, o que atrapalhou e muito foi Fitz; o exagerado e falante demais nerd que muitas vezes passou do limite do aceitável para o irritante. A tentativa de criar um romance entre os dois pareceu muito forçada, com Fitz apaixonado por Simmons que sempre o viu como seu melhor amigo; ficou visível que o atrapalhava Simmons era Fitz com a chegada do personagem e potencial interesse amoroso Trip (B.J. Britt); curiosamente esta dupla com menos tempo funcionou melhor do que com os dois nerds.

Além de referências ao Universo Marvel, a série também teve na sua primeira parte curtas participações especiais como a de Nick Fury (Samuel L. Jackson); Maria Hill (Cobie Smulders) e outras maiores como a de Lady Sif (Jaimie Alexander) no ótimo episódio “Yes Men”. A primeira parte da temporada teve como temas principais a luta de Coulson para saber a verdade sobre a sua morte e sua equipe enfrentando a Centopeia, uma organização do mal que estava dando muito trabalho a SHIELD, liderada pelo enigmático Clarividente. A organização  tinha entre seus integrantes Quinn (David Conrad), o clássico maléfico empresário disposto a fazer alianças com que lhe garanta mais dinheiro e a misteriosa Raina (Ruth Negga), personagem bastante enigmática que foi uma vilã que apareceu pontualmente. Não posso deixar de mencionar o personagem Mike (J. August Richards) que correu por toda a temporada de herói para vilão diversas vezes e numa estratégia bem interessante foi transformado no cyborg Deathlok, bastante conhecido nos quadrinhos e que aqui ganhou uma versão bem interessante. O drama pessoal de Mike o transformou em um bom personagem e que pode vir a ser um aliado forte para Coulson e sua equipe.

O início da reformulação na trama e mudança de tom para algo mais sombrio começou com a revelação de que Coulson foi ressuscitado através de um projeto envolvendo o sangue de um estranho alienígena; algo que depois foi ligado também a Skye ter sido salva pelo mesmo procedimento. Esta novidade trouxe uma referência muito forte aos quadrinhos e a certeza de que essa novidade será expandida também no cinema, já que se trata de um enorme mistério envolvendo um grande alienígena. Agents of SHIELD pode também ser divida entre antes e depois de Capitão América 2 – O Soldado Invernal, filme que veio para mudar e mexer com todo Universo Marvel; com a revelação de que a HYDRA estava na verdade todo este tempo no comando da SHIELD.

Essa bombástica reviravolta fez muito bem para a série passando da fase infantil para adulta e chegando a tom e estilo que se esperava desde o começo na história. Essa revelação deu um ritmo alucinante para os últimos episódios da temporada, principalmente pela inclusão do sensacional vilão John Garrett (Bill Paxton perfeito!), sarcástico e canastrão, e a mudança de lado de Ward! Até então Ward era um personagem que não vinha agradando, sua proposital falta de emoção incomodava e o triângulo amoroso entre ele, Skye e May não tinha colado. Essa mudança de lado para Ward ser um integrante da HYDRA foi muito benéfica para o personagem e para a história; criando uma interessante dualidade de um homem que na verdade não é do mal, mas foi persuadido a cair neste caminho por Garrett que o pegou em um momento delicado da sua vida, sua única salvação pode estar no que sente por Skye, que depois de saber a verdade sobre ele não quer mais nada com Ward.

A partir desta mudança série cresceu e conquistou seu espaço, sendo também renovada para um segundo ano; todos os personagens cresceram no sentindo de espaço e de maturidade, exceto Fitz que poderia ter morrido. A pergunta principal era como a série continuaria com o seu título se a própria SHIELD foi destruída, resposta que foi dada pelo próprio Nick Fury (Samuel L. Jackson) em uma ótima participação no episódio final quando passou, de forma merecida, o comando para Gregg como novo líder da agora ainda mais secreta secreta agência. O último episódio deixou também as premissas para a nova temporada com Coulson tendo, tardiamente, os efeitos do sangue alienígena no seu corpo; a revelação de que Skye pode ser uma pessoa ainda mais especial do que o esperado e que seu bizarro pai está vivo e está procurando por ela; por último Quinn e Riena escaparam mais uma vez e levaram com eles o Graviton que pode ser um importante vilão na próxima temporada.

Agents of SHIELD demorou bastante para se firmar, mas no final acabou conseguindo corrigir seus principais erros e apresentar uma série divertida, com bom humor e cumprindo seu principal objetivo que era expandir o Universo Marvel para a telinha. Espero que quando a série retornar em setembro para sua segunda temporada mais mudanças sejam feitas e que a próxima temporada tenha muito mais estabilidade do que o seu ano de estreia.

quatro

 

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