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Two and Half Men – 11ª Temporada

042414_0742_TwoandaHalf1A 11ª temporada de Two and Half Men foi a que mais trouxe mudanças na história da série em uma tentativa clara de fazer algumas reformulações na narrativa e também apresentando novos personagens para garantir uma nova vida e mais temporadas, o que inacreditavelmente deu certo pela milagrosa renovação para mais uma temporada. Infelizmente Two and Half Men perdeu totalmente sua graça, atualmente nada mais é do que uma série que fica repetindo as mesmas piadas e que cada vez mais usa e abusa de um tipo de humor medíocre, com piadas sobre sexo, maconha e outros clichês do gênero.

Já se passaram três anos ou três temporadas que Charlie deixou a produção, sendo que antes mesmo da sua saída a série já não era tão mais engraçada, mas é um fato quase inegável que Ashton Kutcher nunca conseguirá ser um substituto do mesmo nível de Charlie Sheen e seu Charlie Harper. Walden é um personagem sem vida, quase como se fosse uma versão bizarra e sem graça de Charlie, o personagem gira somente em torno da sua riqueza, a qual Alan e outras pessoas abusam, sua facilidade por se apaixonar rapidamente e seu vicio na maconha. Os roteiristas tentaram fazer de tudo para torná-lo um personagem mais cativante, criam nesta temporada diversos enredos solos para que ele conseguisse se destacar sem necessitar da presença de Alan, mas nada deu certo.

Para criar um enredo somente para Walden até criaram um novo e totalmente obsoleto personagem o Barry (limitado Clark Duke) que nada mais é do que uma tentativa de ser uma versão diferente de Jake que deixou a trama na temporada passada. Barry é o clássico nerd e jovem moderno, apresentando um novo estilo de personagem, para conquistar o público jovem, para a trama e que sinceramente se não tivesse existido não faria falta alguma. Barry deveria ser um alicerce para Walden quando na verdade roubou a cena, um personagem literalmente supérfluo, mas ironicamente muito mais engraçado que o próprio Walden. Os problemas românticos de Walden continuaram nesta temporada, o personagem teve diversos romances o mais longo com Nicole (Odette Annable), o qual esperava que iria mais longe, mas acabou rapidamente. Outro romance que teve um desenvolvimento bem insatisfatório foi no retorno de Kate (Brooke D’Orsay) que parecia ser a chance de Walden ser feliz, mas que acabou depois que ele se apaixonou e levou um fora de uma moça viajante que passou pela sua vida em apenas um episódio! Personagem que foi interpretada por ninguém menos que Mila Kunis, a atual namorada de Kutcher, o que pareceu uma piada forçada e sem graça alguma, servindo apenas para desperdiçar a oportunidade de existir um relacionamento sério dele com Kate.

Quando foi inicialmente anunciada a introdução da filha perdida de Charlie acreditava-se que a personagem serviria como a real substituta de Jake na história e talvez para dividir a cena com Alan e Walden. A personagem interpretada pela boa atriz Amber Tamblyn ganhou o nome de Jenny, uma tradicional garota folgada parecida com Alan que finge tentar uma carreira de atriz, mas na verdade vive as custas dos outros. A personagem até tinha potencial, mas ficou presa demais as piadas sobre ser lésbica e o forçadíssimo romance com Brooke, que pareceu muito mais uma enorme desculpa para mostrar a bela atriz Aly Michalka com pouca roupa. Acabou que Jenny não teve, como Barry, utilidade alguma na trama parecendo deslocada e o maior erro foi a sua estranha aproximação com Walden quando deveria ser naturalmente mais ligada a Allan.

Se aguentei duramente assistir até o final desta temporada foi por causa de Jon Cryer e sua ainda engraçada interpretação de Alan Harper, o personagem ainda repete as mesmas piadas de sempre, mas continua rendendo os poucos risos da história. Alan teve boas lembranças do auge da série em alguns episódios que contaram com retornos especiais; Evelyn (Holland Taylor) voltou para trazer um pouco mais de humor para a trama com seu casamento de interesse com o milionário produtor, em um dos poucos bons episódios temporada. Quem também retornou inesperadamente foi Judith (Marlin Hinkle) no curto romance com Alan, que obviamente terminou da pior maneira possível com os dois novamente brigando.

O enredo principal de Alan nesta temporada foi a sua tentativa de reconquistar Lyndsey (ótima Courtney Thorne-Smith), para isso criou uma nova personalidade, o Jeff Strongman que ficou logo amigo de Larry, o atual namorado e depois noivo de Lyndsey. Todo este enredo da falsa identidade de Alan rendeu alguns dos poucos momentos realmente engraçados da temporada, além de ter sido uma virada inteligente coloca Alan em um romance com Gretchen (Kimberly Williams-Paisley), a irmã de Larry. Gretchen era a alma gêmea de Alan, folgada e pão dura como ele e os dois formavam o casal dos sonhos, pena que o romance foi cortado bruscamente no episódio final minutos antes deles se casarem. Seria muito mais interessante colocar Alan casando com Gretchen e os recém-casados morando na casa de Walden, afinal sem pensar duas vezes tiraria Barry e Jenny da história e colocaria Gretchen no lugar deles.

Assisto Two and Half Men desde a sua estreia em 2003, acompanhei o crescimento, o auge e agora a derrocada desta que foi um dia da melhor sitcom da televisão. Depois desta fatídica temporada a minha história com Two and Half Men acabou, prefiro ter na lembrança boas memórias sobre a série e desejo paciência para quem continuar acompanhá-la, porque irá precisar e muito!

dois

 

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