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Vikings – Segunda Temporada

vikings_s2promo_castSurpreendente sucesso de público e crítica a série Vikings do History Channel retornou para sua segunda temporada com o desafio que toda produção passa que é tentar consolidar-se e apresentar uma história que pode continuar a crescer; dois objetivos alcançados, mas dentro de alguns percalços. O que fica após o final desta segunda temporada é que foi uma história de passagem para uma nova fase do enredo, algo comum em uma série que ama fazer longas passagens de tempo entre um episódio e o outro. Para esta passagem de fase ser feita o ritmo foi drasticamente diluído, em alguns episódios muita coisa aconteceu e pouco em outros quase como se tudo fosse um preparo para o próximo ano.

Todos os personagens de alguma maneira passaram por grandes questionamentos e momentos de decisões, mas na conclusão evoluíram e ficaram mais certos do que querem para suas vidas. Um trabalho interessante foi feito com o próprio protagonista Ragnar (Travis Fimmel, impecável) que pareceu muito mais um coadjuvante na história; em uma das mais belas cenas da temporada após uma vitória Ragnar ficou nas sombras escondido vendo tudo que acontecia na sua terra e com aqueles ao seu redor; essa imagem é o maior exemplo para explicar tudo que o personagem fez nesta temporada. Ragnar usou aqueles ao seu redor da maneira que desejava para concluir seu objetivo maior que era aumentar mais o seu poder local e fora e torna-se o Rei Ragnar! Cada passo dado nesta temporada foi feito para alcançar este objetivo; aliança com Horik, o acordo com Ecbert; a histórica morte de Borg; os atos do último episódio, era o momento de Ragnar se recolher e ficar nas sombras esperando a hora de surgir.

Com o protagonista nas sombras outros integrantes do elenco cresceram e muito e aumentaram o leque de personagens fortes e profundos. Lagertha (linda Katheryn Winnick), a rainha que foi trocada pela nojenta da Aslaug (Alyssa Sutherland, fraca) que perdeu de uma vez sua filha, marido e terra; mas soube esperar calada esperando a hora certa de reerguer, algo feito tirando a vida de seu novo e violento marido e tomando o seu posto como a nova e merecida Earl da terra que pertencia a seu agora falecido esposo. Incrível como Lagertha soube se reerguer e voltou para sua terra natal ainda mais forte agora como Earl, seu ex-marido Ragnar viu no seu retorno tudo que perdeu ao trocá-la pela fraca da Aslaug; o casamento acabou, mas uma aliança maior e mais forte foi feita entre os dois agora companheiros de guerra em busca de novas terras; Ragnar será o novo rei e ao seu lado terá como ajuda a Earl Lagertha e seus homens. Falar de Lagertha é lembrar de Bjorn o garoto que logo pequeno teve que escolher entre ficar com o seu pai ou proteger sua mãe, escolheu o segundo caminho e uma tarefa que cumpriu bem, mesmo aguentando as agressões verbais do seu nojento padrasto. Quando chegou a hora Bjorn voltou para o lado de seu pai e terá muito trabalho até torna-se o guerreiro que Ragnar espera que seu primeiro filho seja, mas para isso não pode ficar distraído com sua nova pretendente Porunn que parece levá-lo ao caminho do amor. Se Bjorn quer assumir o lugar de seu pai é melhor não perder tempo diante da quantidade de filhos e competidores pelo trono que seu pai tem e ainda terá.

Ragnar trocou o amor de sua vida pela máquina de fazer filhos Aslaug que sinceramente na história só serviu para ter um monte de novos herdeiros; incluindo um com o olho da cobra e outro deficiente físico. Sobre estas duas crianças, a primeira deve ter ainda bastante importância na história e está destinada a algo grande; a segunda foi uma maneira interessante de citar como naquela época crianças deficientes eram mortas porque não teriam futuro com o resto do grupo, mas Ragnar e Aslaug não aceitaram isso e deixaram o garoto viver; estou curioso para ver o futuro destas duas crianças na próxima temporada e nelas pode estar o futuro da história para futuras temporadas.

A maior decepção foi com o desenvolvimento de Athelstan (George Blagden), repetindo o tema do homem preso entre dois mundos, o dos católicos e dos vikings; a passagem dele ao lado de Ecbert foi confusa e o uso das alucinações foi um artifício que não se encaixou na proposta da série. A emblemática cena da crucificação já era o bastante para Athelstan ter o choque e ficar em dúvida sobre qual caminho seguir ainda mais aliado pela sua vontade de conhecer novas culturas, como a dos romanos, informação dada por Ecbert (Linus Roache, excelente) que soube atrair o antigo padre para o seu lado. Acabou que Athelstan escolheu os vikings como sua família real, decisão acertada e que seja algo definitivo, Athelstan pode muito bem amar este povo que o acolheu e também passar e principalmente ensinar estes valores católicos para os vikings. O tempo de Athelstan com Ecbert serviu muito mais para conhecermos mais deste rei inglês que tem inúmeras semelhanças com Ragnar, ambos são homens que desejam cada vez mais poder, sabendo usar todos ao seu redor para isso, criando alianças e inimigos para o que for conveniente para completarem o seu sonho. Ecbert é ao mesmo tempo um aliado e inimigo importante para Ragnar, a parceria é benéfica para ambos, mas nenhum pode confiar no outro totalmente. Ecbert que expandir seu reinado seguindo o exemplo dos romanos o que o faz bastante perigoso e pode inverter o jogo e fazer o que Ragnar fez ao talvez tentar dominar as terras dos vikings.

Rollo (Clive Standen, impactante) e o simpático Floki (Gustaf Skarsgård, magnífico!) foram os maiores destaques desta temporada. Rollo passou do primeiro episódio até o último de traidor para o herói que sacrificou-se para ajudar seu irmão Ragnar. Rollo encarou o peso da sua errada decisão de ter ser aliado a Borg e teve que batalhar muito para reconquistar a confiança de seu irmão e de todos, mas conseguiu primeiro ao salvar a família de Ragnar contra o próprio Borg e depois lutando ao lado de seu irmão disposto até perder sua vida por ele. Rollo entendeu que não poderia viver mais com inveja das conquistas de Ragnar, precisava aceitá-las e ficar ao lado dele como seu braço direito, seu irmão é sua família e ambos precisam ficar unidos cada vez mais. Espero que daqui em diante Rollo continue neste caminho, mas terá que ter paciência para se recuperar da última batalha a qual pode lhe deixar com um problema para andar que deve prejudicar seu futuro como guerreiro, o que é um desperdício diante de suas habilidades, quem sabe ele não fica saudável na próxima temporada. Rollo também conseguiu superar o veneno de Siggy (Jessalyn Gilsig) que como uma cobra deseja voltar a ser rainha e foi percorrendo nas sombras o caminho para fazer isso, mas acredito que depois de ter sido mais ou menos estuprada por ter feito aliança com Horik também aprendeu como Rollo que Ragnar é um homem que merece estar no lugar que alcançou e precisa ficar ao seu lado e não contra ele, para o seu próprio bem.

O querido Floki continuou com seu comportamento meio louco parecendo muito o Loki da lenda dos vikings, mas encontrando o seu caminho para um futuro melhor; encontrou um amor e ganhou uma linda filha, as quais precisa entender que as merece é capaz de ser um ótimo pai e marido. Floki foi a peça fundamental para Ragnar torna-se Rei, Floki fez um teatro perfeito enganando Horik que tinha trocado de lado, tudo apenas para entender seus planos e preparar o terreno para o contra-ataque, mais uma vez foi o verdadeiro braço direito de Ragnar, aquele que poderá contar eternamente.

A conclusão da temporada foi magnífica Ragnar saiu das sombras e com um prazer doentio acabou com a vida de Horik, e cruelmente seus familiares, tomando o seu lugar. A belíssima cena final refletiu toda a profundidade de texto, imagens e personagens com o agora Rei Ragnar com sua espada no topo da montanha olhando tudo que é seu como líder de um povo forte lutador e as novas terras que pretendem conquistar! Resta agora uma dura espera até 2015 quando Vikings retorna para sua terceira temporada.

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