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Crítica: Profissão de Risco

The Bag Man (2014) John CusackProfissão de Risco dificilmente seria lançado nos cinemas, e sim direto em DVD, se não fosse a presença dos atores John Cusack e Robert De Niro nos papéis principais, o que também não deixa de ser inexplicável dois atores com a carreira deles aceitaram estrelar este falso noir que na realidade é um puro trash.

A trama acompanha Jack (Cusack), um homem daquele tipo que faz serviços ilegais para pessoas poderosas, seu novo trabalho chega através do milionário Dragna (De Niro) que o manda levar uma bolsa, a qual não pode abrir de maneira alguma, até o quarto número 13 de um afastado hotel. O que era para ser um simples trabalho de entrega vira um inferno quando Jack acaba se envolvendo com a prostituta Rivka (a brasileira Rebecca da Costa).

the-bag-manO longa tenta se vender como uma mistura de noir com suspense o que não é um e muito menos o outro; o diretor estreante David Grovic que também coassina o roteiro, não tem capacidade para desenvolver nenhum dos gêneros, no lugar pega elementos de outros filmes para criar a sua confusa e estranha produção. Grovic tem como diretor gravíssimas falhas técnicas ao apresentar um filme com uma fotografia escura demais, tentando forçar o clima noir que a história não passa, mas traz um tom de escuridão tão forte que em algumas cenas, a maioria delas importantes, fica quase impossível distinguir o que está acontecendo.

Chamar Profissão de Risco de noir é um ultraje ao gênero diante de um filme que poderia ser descrito como um esquecível trash e que muitas vezes beira a comédia, ainda mais por reunir personagens bizarros como um anão russo, um cadeirante misturado com Norman Bates de Psicose e uma prostituta latina. O roteiro se estrutura na ideia de que Jack precisa proteger a bolsa a qualquer custo de todos, e não são poucos, que tentam tirar o objeto de suas mãos, aos poucos a própria bolsa torna-se objeto insignificante e a trama vira mais uma espécie de jogo onde Jack tem que tentar sobreviver quebrando assim o próprio suspense e virando um filme de ação.

The-Bag-Man-De-NiroAtores veteranos como Cusack e De Niro são mais do que capazes de tirar algo a mais de personagens e textos ruins, mas parecem em suas fatídicas atuações entrar no estilo trash da história. Cusack repete o mesmo personagem que virou comum em sua carreira, o homem calado, sombrio e agressivo, sempre com uma história trágica no passado, um desperdício ver o que virou a carreira deste que poderia ter sido um histórico ator. Ainda mais desanimador é ver De Niro em um dos papéis mais bizarros da sua carreira e que entra na sucessão de péssimos personagens que acumula nas últimas décadas. Curiosamente a mais esforçada no elenco é a desconhecida atriz brasileira Rebecca da Costa que tenta tanto disfarçar seu sotaque como fazer uma atuação no mínimo decente, mas não mostra beleza e muito menos talento para o papel de femme fatale.

David Grovic prossegue com sua humilhação pública na conclusão da história que é quase uma aula de como não fazer cinema com uma pseudo reviravolta e uma explicação para tudo que aconteceu que é descaradamente influenciada por Seven – os 7 crimes Capitais. O maior erro de todos os envolvidos em Profissão de Risco é levar a sério demais um filme que se fosse tratado como uma comédia poderia ter muito mais dignidade.

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2 comentários em “Crítica: Profissão de Risco

  1. Já não tinha gostado muito do filme. Sua crítica acabou deixando-o ainda pior! De fato, um desperdício!

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