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The Crazy Ones – Primeira temporada

THE-CRAZY-ONESUma das principais estreias e aposta da CBS nesta temporada foi a sitcom The Crazy Ones que concluiu sua primeira temporada recentemente; criada por David E. Kelley (Aly McBeal) a produção marcou o retorno de Robbin Williams à televisão e também contou com Sarah Sarah Michelle Gellar como coprotagonista, além de um elenco coadjuvante bastante competente com James Wol (Political Animals), Hamish Linklater (The New Adventures Of Old Christine) e Amanda Setton (The Mindy Project).

A primeira temporada de The Crazy Ones deixou uma sensação de desapontamento perto do que se esperava de uma produção criada por Kelley e com este elenco. A série em seus 22 episódios não conseguiu mais do que tirar alguns sorrisos do rosto, com um humor leve e até ingênuo demais; a temporada começou relativamente mediana e foi caindo até torna-se uma história que ficou presa nas mesmas piadas, a colocando como uma forte candidata a ser cancelada. Tanto é que o maior atrativo da série acabou sendo não suas histórias, mas os seus populares erros de gravação mostrados ao final de cada episódio, neles era possível perceber como o elenco poderia ter rendido muito mais se não tivesse ficado preso as amarras e clichês do roteiro.

O que Kelley fez foi não sair do lugar-comum tanto na sua história ao não explorar ao máximo uma trama que se passava em uma agência de publicidade e ficar em piadas clichês deste tipo de ambiente; como também não saber criar algo novo para seu elenco, preso a tudo já fizeram em sua carreira. Um dos motivos da série ter ficado rapidamente monótona foi os incontáveis momentos de lições de família e moral, a maioria centrados na relação estranha de pai e filha entre Simon e Sydney. um clichê  ultrapassado que Kelly errou ao utilizá-lo.

O maior exemplo da falta de criatividade para desenvolver os seus personagens foi com o próprio protagonista Robbin Williams, todo mundo sabe que o ator é conhecido pelo seu estilo altamente exagerado como humorista, careteiro e que ama fazer diferentes vozes; seu personagem Simon era o reflexo do próprio ator, e era difícil identificar alguma diferença entre os dois. Esta opção de dar um papel com o perfil perfeito para Williams poderia dar certo se as piadas fossem pelo menos mais inovadoras e menos repetitivas; a empolgação inicial com o personagem foi perdendo a força ao longo da temporada até o personagem torna-se uma repetição de si mesmo. Um ator veterano como Williams precisa pensar uma maneira de reinventar sua carreira e explorar algo novo, não pode ficar preso a um estilo que já tornou-se cansativo e por causa disso até no cinema o ator não tem mais oportunidades como antes.

Sarah Michelle Gellar foi a maior surpresa desta sitcom, a atriz acostumada a papéis mais dramáticos mostrou ter um interessante talento para o humor; sua adorável personagem Sydney foi um dos motivos da série ter conseguido ir até o final de seu primeiro ano. Sydney teve mais altos do que baixos nesta primeira temporada, uma personagem que foi crescendo junto com Gellar que aos poucos soube entender o que precisava fazer para tornar Sydney uma personagem cativante. Gellar sai com um resultado melhor até do que o esperado e diria que foi a verdadeira protagonista, se The Crazy Ones for cancelada tomara que a atriz dê outras chances para explorar este seu lado como comediante.

Em uma série estrelada por Williams e Michelle Gellar esperava-se que o restante do elenco não tivesse tanta importância, mas parte do elenco coadjuvante, e um incluso, surpreendeu e quase sempre mostraram-se mais engraçados que os protagonistas. Hamish Linklater deu um show como o carismático Andrew com seu jeito meio ingênuo e otimista de ver a vida, com seus comentários muitas vezes ácidos, sempre sabendo como rir da cara de seus colegas de agência; também pesou ao personagem um romance com Sydney que rodou toda a temporada e que merecia ter tido um desenvolvimento melhor; infelizmente por causa do possível cancelamento este romance deve ficar sem um fim.

Esperava que Amanda Setton fosse apenas o rosto bonito da história e nada mais, mas a atriz roubou a cena com sua Lauren que parecia um pouco burra e em outros momentos mostrava um comportamento quase de uma pessoa fofamente maluca. Quem também fez uma participação bem interessante foi Brad Garrett (Everbody Loves Raymound) como o contador gay Gordon, um personagem que teve participações inicialmente normais, mas depois teve momentos hilários como o episódio que rompeu com seu marido. A única decepção foi o bom ator James Wolk como Zach, o braço direito de Simon que o tratava como um filho; o personagem foi nada mais do que o galã da trama. A relação de quase pai e filho entre Simon e Zach foi desenvolvida bem no começo, mas depois foi perdendo graça por causa da limitada atuação de Wolk que pareceu sempre bastante forçado no papel e serviu mais como uma escada para as piadas de Robin Williams.

Colocaria The Crazy Ones como uma das principais decepções da temporada 2013/2014, uma série que tinha absolutamente tudo para ser um sucesso, mas que cometeu mais erros do que acertos e que não deixará nenhuma saudade se for realmente cancelada. A audiência da primeira temporada de The Crazy Ones deixou bastante a desejar e a CBS até deu um voto de grande confiança ao exibir toda a primeira temporada; pesa também contra a série e para um possível cancelamento o seu alto custo de produção, por causa dos salários de Williams e Michelle Gellar. Se por acaso receber um voto de confiança, o que não acredito que vai acontecer, e for renovada, David E. Kelley e todos os envolvidos vão ter que pensar em drásticas mudanças na produção.

dois_e_meio
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