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Supernatural – 9×18 – Meta Fiction

Meta FictionQuem dá o significado para uma história o escritor ou o leitor? A diferença maior entre o autor e o leitor é que o primeiro tem total controle da obra, a última decisão é sempre o autor, o que pode causar uma revolta sem fim nos leitores e até fãs de séries, que precisam aguentar temporadas chatas como essa de Supernatural.

Metatron começou a escrever o seu livro, mas diferente de seu antecessor não vai publicar a primeira versão de sua obra, esperando a hora que sua história estiver perfeita para soltá-la ao mundo. O que Metatron fez neste capítulo de sua história foi lembrar tanto os Winchester como Castiel que é ele quem no comando, será benevolente ao deixar o trio tentar impedi-lo, vai até se divertir com isso, mas no final será o vencedor. Cabe ao trio tentar encontrar uma maneira de roubar a obra de Metatron e escrever o seu próprio final, o que não será uma tarefa nada fácil.

Os melhores vilões de Supernatural sempre tiveram como principal qualidade o humor negro, o que acontece com Metatron que tirou o dia para rir um pouco da cara dos três que tentam impedir seus planos. A melhor parte do episódio, e talvez a única, foi o retorno de Richard Speight Jr. como o canastrão e hilário Gabriel. Se Gabriel está ou não morto isso não importa, o que valeu foi a brincadeira do novo Deus contra Castiel, o anjo, que agora sabe mexer com celular e odeia frigobar de hotéis, caiu inicialmente na pegadinha que parecia bastante real, afinal Gabriel sempre primou pelo exagero e por ser inconstante. Ninguém sabe fazer uma entrada tão especial como Gabriel, o anjo aparecendo no programa erótico foi hilário; além de outras frases ainda mais engraçadas como ser mais quente que Jesus e a revelação de nunca ter assistido Downton Abbey!

Um baúde de água fria descobrir que tudo era mentira e nada mais que uma ilusão criada por Metatron para fazer com que Castiel aceite o papel de herói disfarçado de vilão na sua história. A brincadeira que Metatron faz é colocar Castiel mais uma vez em uma posição que sairá de qualquer jeito como o vilão, porque para conseguir colocar na prática a pequena chance que tem de derrotar Metatron, terá que assumir o papel de líder dos anjos, mesmo sabendo que isso possa custar a vida de todos e o próprio ser o último sobrevivente. Mais uma vez Metatron faz com que Castiel precise sacrificar sua própria raça por um bem maior que é tentar reconquistar o céu, o novo Deus deve ter um plano ainda maior para o anjo que conhece bem e sabe facilmente prever seus passos. O que talvez seja a única surpresa da obra de Metatron é que Castiel não é mais o mesmo anjo que o ajudou a conquistar o céu, Castiel tem dentro de si ainda um pedaço de sua humanidade o que faz tomar atitude fora do seu padrão.

A obra que Metatron está escrevendo beira ao sadismo como colocar o seu escudeiro Gadreel para ser propositalmente sequestrado e torturado pelos Winchester; repetindo a tática feito com Castiel de fazer com que os Winchester acreditassem que estavam ganhando. Metatron apenas usa Gadreel porque precisa de pelo menos um anjo forte em seu time, mas não perdeu uma oportunidade de colocar a vida dele em risco por pura diversão. Gadreel continua o mesmo anjo em cima do muro de sempre, por um lado não larga o trabalho de Metraton, mas não ficaria nada triste se Dean o tivesse matado e o livrado deste seu atual cenário, não vejo a hora de alguém colocar aquela lança no peito dele e o mandar para o limbo!

Chato ter que afirmar que nesta temporada os irmãos Winchester em quase todos os episódios foram coadjuvantes de sua própria sériel Dean e Sam chegaram um ponto de chatice com suas brigas e sonolentas histórias pessoais que ficam na sombra de personagens muito mais carismáticos como Castiel, Crowley e até Metatron, a cena dele fingindo estar preso com o feitiço dos Winchester foi de chorar de rir. Toda a parte do enredo com os Winchester foi a mais monótona, os roteiristas parecem não saber mais como criar algo novo para os personagens e ficam batendo nas mesmas teclas. Não precisa ser um anjo como Gadreel ou ter entrado no corpo de Sam para saber o que passa na cabeça dele e muito menos na de Dean, é sempre a velha história do primeiro estar cansado desta luta e o segundo não querer ficar sozinho de maneira alguma.

Algo que também cansou faz muito tempo na relação dos Winchester é essa mania de um mentir para o outro, e mesmo depois de tantos de convivência ainda acreditam nestas falsidades. Sam já percebeu faz tempo que Dean não é mais o mesmo desde que pegou a marca de Caim e que está fingindo que não está acontecendo nada. Os produtores insistem neste tipo de relacionamento entre os irmãos, sempre precisando de uma pessoa de fora, mais uma vez Castiel, para alertar um que o outro está escondendo algo.

O episódio escrito por Metatron sofreu dos mesmos problemas dos outros de Supernatural uma boa premissa, mas na hora de colocá-las no papel não soube desenvolve-la ao máximo, criando boas situações narrativas, principalmente quando se trata na parte de humor, mas acaba sempre indo para os clichês de sempre e sem entregar nada de novo.

tres

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