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Chicago Fire – 2×19 – A Heavy Weight

140408_2771508_Preview__A_Heavy_WeightAs belas palavras de Boden no começo do episódio retrataram como é perder alguém da maneira que aconteceu com Jones e como os membros do Batalhão 51 precisavam ficar ainda mais unidos para um ajudar o outro, para que isso nunca mais aconteça com outro parceiro.

Para Casey foi um sinal de que não pode perder mais tempo com besteiras e que precisa aproveitar cada dia ao máximo, apesar de uma ideia um pouco impulsiva é bonito da parte dele pedir Dawson em casamento, percebendo que os dois nasceram para ficar juntos. Paralelamente o único momento de humor da trama foi com Shay tentando ajudar Casey a descobrir o tamanho do dedo da Dawson para aliança, uma missão que a paramédica concluiu de maneira bem peculiar. Ninguém teve mais dificuldades para lidar com a perda de Jones do que Dawson, que custava a entender como uma pessoa tão forte e decidida tomou uma decisão tão drástica de desistir de lutar.

Shay, que já passou por algo parecido, foi muito inteligente ao explicar que Dawson estava errada ao tentar buscar uma razão racional para um ato irracional; Jones não se matou totalmente por causa do seu pai, mas porque tinha sérios problemas internos. A revelação contada por Clarke de que Jones tinha depressão explica o comportamento dela e ainda mais que já tinha tentado antes suicídio, tudo que aconteceu com Jones serviu para este sentimento retornar e ter coragem para acabar com sua própria vida. O pai de Jones logicamente teve uma grande culpa nesta história, mas com todas essas revelações deu para entender parcialmente o lado dele, que estava tentando apenas proteger sua filha da pressão de ser bombeira; ironicamente não percebeu que a escolha desta profissão para Jones era a única coisa que lhe dava força para continuar, sem a mesma não tinha mais motivo para viver. agora o pai dela viverá com este sentimento de culpa até seu último dia de vida.

Essa situação fez Dawson pensar se o mesmo não poderia acontecer com ela, uma morte tão próxima faz qualquer pessoa temer o futuro e ficar com medo de que talvez um dia tome uma decisão parecida com a de Jones. O dia de Dawson ficou ainda pior ao saber através de Boden que poderia fazer o teste para ser bombeira novamente, mas que se passar terá que trabalhar em outro Batalhão por causa de seu envolvimento com Casey! O futuro de Dawson é realmente complicado, se por um lado aceitar fazer o teste e passar terá que começar tudo de novo em um outro lugar longe deste grupo que gosta tanto. Essa bomba acontece perto de Casey pedir Dawson em casamento, e toda essa história pode pesar para a paramédica não ter tanta certeza se aceitará ou não o pedido, ainda mais porque acredita que Casey não a apoia na sua decisão de ser bombeira.

Hermann e Mills tiveram um forte desentendimento por causa de Jones, os dois demoraram para perceber que a dor que estavam sentindo pela perda era o que deveria uni-los. Mills teve uma rápida e curta aproximação com Jones, talvez até o último beijo da vida dela; Mills sabia o que Jones passava como a novata e sentiu o peso de não ter a ajudado ainda mais para evitar tudo que aconteceu; o que não é verdade, já que Mills fez muita coisa por ela, mas do que todo o resto do Batalhão. Se estivesse no lugar de Mills também ficaria bravo com o comportamento dos seus colegas, principalmente Otis e Cruz que entendo que são alívios cômicos na trama, mas a maneira que reagiram a morte de Jones foi desrespeitosa demais.

Para Hermann o peso da morte de Jones foi igual ou até maior do que para Mills, o veterano foi a última pessoa a falar com a recruta e sabe que até antes desta conversa não tinha tido um bom relacionamento com ela, tudo por causa do seu preconceito sobre mulheres neste tipo de trabalho, o que o impediu de ser aproximar mais de Jones e ajudá-la. Hermann estava na verdade furioso consigo mesmo, mas preferiu descontar essa raiva sobre qualquer um que passava na sua frente, como Jason Clarke, o ex-integrante do Batalhão 51! Essa estranha saída de Jeff Clarke serve como uma lição para que no futuro a inclusão ou não de mais personagens seja bem pensada antes de ser colocada em prática; Clarke não conseguiu marcar o seu lugar na série, seu único enredo solo foi desenvolvido de forma apressada e acabou não mostrando qual seria o seu papel na trama. Sua despedida foi um resumo de sua participação, servindo apenas como fio de ligação para outros personagens, como Hermann descobrir que Clarke conseguir a promoção para tenente que tanto desejava, adiando assim mais uma vez a sua chance de subir na carreira.

Outro veterano que teve dificuldades com esta tragédia foi Boden que tinha que superar sua própria dor de perder um integrante do seu Batalhão como também cuidar do lado emocional dos seus homens, o que não é nada fácil para um grupo que esconde demais seus sentimentos. Essa situação serviu para Boden lembrar da sensação de culpa pela morte do pai de Mills, o que só aumentou com a presença do capelão o qual Boden injustamente colocava a culpa pela morte do pai de Mills; Boden estava cansado de perder companheiros, se sentindo sozinho e como dito por Casey em um momento como este é essencial ter alguém ao seu lado. Boden agiu impensadamente em relação a Donna e que bom que voltou atrás de sua decisão, até cheguei acreditar que Donna iria dispensá-lo, mas não e ainda revelou que está grávida! O Chefe Boden vai ser papai! Depois de tudo que passou nesta vida estava mais do que na hora de Boden receber uma notícia maravilhosa como essa e agora terá duas companheiras em sua vida.

Quem surpreendeu, mais uma vez, foi Severide que foi o mais maduro de todos e diante de tudo que aconteceu não ficou deprimido ou lamentando, apenas decidiu que para esquecer essa dor precisava salvar outra pessoa, como Bloom. Severide sabe que foi duro demais com Jones e que deveria ter sido mais amigável, como todos do Batalhão deveriam ter sido, por isso jamais iria desistir de Bloom até dar para o veterano a chance de recomeçar sua vida, o que conseguiu fazer. A história do passado de Bloom era bastante trágica, o que o bombeiro precisava era apenas ouvir de seus antigos companheiros de caminhão que agora entendem a dura decisão que teve que tomar para salvar suas vidas e que se não fosse por Bloom todos estariam mortos como os outros dez bombeiros que faleceram na tragédia.

Essa história de Bloom serviu como lição para todos pararem de se lamentar tanto e de agora em diante aproveitar cada dia como se fosse o último. Mills e Hermann caíram na real e perceberam que os dois precisavam parar de colocar a culpa um no outro, mas superarem juntos este trauma, começando com uma bela homenagem para Jones jogando boliche, esporte que ela era craque, algo que todos descobriram somente depois de sua morte. Nada mais poético do que terminar o episódio com a revelação do que estava escrito no bilhete deixado por Jones para Dawson: “Não deixe ninguém ficar no seu caminho”. Emocionante demais pensar que Jones antes de partir deixou essa mensagem para Dawson, assumindo que Dawson sempre foi mais forte que ela e que não queria que o mesmo que aconteceu consigo se repetisse com Dawson. Um bilhete que será para sempre uma lembrança para Dawson nunca desistir dos seus sonhos.

Chicago Fire terá uma pausa e retorna em 29 de abril com um episódio bastante especial com uma história que vai ser ligada e concluída em um episódio de Chicago PD, colocando todos os personagens trabalhando juntos mais uma vez, imperdível!

quatro

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Um comentário em “Chicago Fire – 2×19 – A Heavy Weight

  1. O Clarke saiu pq conseguiu o papel principal no Agent X uma sèrie da Marvel.

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