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Série Nova: Turn – 01×01 – Pilot

o-AMC-TURN-facebookO AMC, mesmo canal de séries como The Killing, The Walking e Breaking Bad, estreou esta semana nos EUA a série de época Turn. A trama é baseada em fatos reais e tem como argumento o livro Washington’s Spies, de Alexander Rose; a produção ficou nas mãos de Barry Josephson (Bones) e Craig Silverstein (Nikita), especialista no assunto principal da trama, espionagem.

A história é ambientada em 1776 durante o período da revolução americana e apresenta a formação do The Culper Ring, o primeiro grupo de espiões dos EUA que tinham a missão de contar detalhes sobre as operações dos ingleses durante a guerra. O personagem principal é Abe Woodhull (Jamie Bell, de Jumper), um fazendeiro morador de Nova York, casado e com um filho pequeno, sua casa serve de abrigo para os ingleses que invadiram e dominaram Nova York.

Mais da metade do episódio piloto se centraliza em criar um perfil para Abe, um fazendeiro bastante trabalhador e honesto, um jovem que não tem interesse algum pela guerra e não se intromete em nenhum dos lados, acreditando que este confronto logo passará. Abe é casado com Mary (Meegan Warner), com quem tem um pequeno menino; na verdade Abe ama Anna (Heather Lind), uma jovem que foi sua noiva por um curto período, mas após o pai dela proibir o relacionamento Anna decidiu terminar o noivado e casou com Selah, dono de uma taverna. Abe nunca aceitou essa decisão de Anna e tenta manter a maior distância possível dela, ainda mais por ter uma dívida com Selah, algo que faz questão de resolver sozinho, sem ajuda de seu pai, o juiz Richard Woodhull (Kevin McNally), um poderoso homem local que passou boa parte do piloto tentando salvar a vida de seu filho.

Essa exagerada preocupação em apresentar o personagem principal, e praticamente esquecer os secundários, prejudicou bastante o piloto que teve um ritmo bastante sonolento; utilizando do artifício de colocar Abe em uma série de situações onde sua única saída é ter que escolher um lado nesta guerra para assim salvar a sua vida e de sua família. Abe é praticamente um santo, preocupado em salvar, duas vezes, a vida de Selah, que roubou o seu grande amor e que ainda faz questão de cobrar o dinheiro que lhe deve, mesmo quando está prestes a ser enforcado! A parte da Revolução Americana foi pouco explorada no contexto geral, servindo como tema de fundo para explicar os motivos de Abe ter que entrar neste confronto; por ser uma produção americana é bem óbvio que a a proposta é mostrar os americanos como os heróis e os ingleses como os vilões; tanto que do lado dos ingleses, os personagens seguem o clássico estilo de capitães que se acham acima da justiça.

O tema que é o carro chefe da série que a criação do primeiro grupo de espionagem foi colocado em uma mini apresentação no começo do episódio e explorado de forma bem rasa na metade em diante do longo episódio, sendo explicado apenas como uma resposta dos americanos que ao descobrirem que os ingleses estão usando este método decidem montar o grupo deles de espiões. Abe fica em uma situação onde aceita ser um dos integrantes do grupo de espiões por ser é a única maneira de salvar a sua vida e melhorar a de sua família; Abe aceita ser o espião dos americanos em Nova York, algo que o colocará em perigo constante por viver em um território dominado pelos ingleses, sendo que o protagonista já está sendo vigiado pelos inimigos por causa de seu comportamento.

O único ator passível de uma avaliação é o próprio protagonista Jamie Bell que neste piloto fez o básico, talvez um ator da mesma idade, 28 anos, mas com um pouco mais de experiência poderia ter conseguido conquistar mais atenção do público logo na estreia. Bell é um ator que fez uma estreia forte no simpático Billy Elliot, mas desde então não teve nenhum papel marcante em sua carreira; terá em breve uma ótima oportunidade de mudar isso por ter sido escalado para o papel de O Coisa no novo Quarteto Fantástico.

Turn foi vendida como uma série de espionagem, mas no seu piloto passa a imagem de uma série de época dramática comum, a criação do grupo de espionagem não consegue ter vida própria por ser presa demais a história do personagem principalmente, a qual é bastante simplória; [ror ser uma produção de um nome experiente no gênero de séries de espionagem como Silverstein, Turn deixa e muito a desejar com um piloto sem emoção alguma.

Vai dar certo? Não acredito, uma série de época centralizada demais em um assunto que todo mundo conhece o final, um elenco pouco carismático e falta de ritmo e emoção.

Para quem gosta de…:  séries de espionagem, séries de época, história dos EUA.

O TV Cinema e Música irá acompanhar? Não, acredito que os motivos ficaram bem claros no meu texto.

dois_e_meio

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