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Crítica: Capitão América – O Soldado Invernal

Capitao-America-2-1Recentemente o presidente do Marvel Studios Kevin Feige afirmou que o estúdio já tem filmes planejados até o longíquo ano de 2028, algo que poderia ser considerado exagerado, mas após assistir a ousadia do estúdio de reinventar seu próprio universo no cinema com Capitão América 2- O Soldado Invernal este longo planejamento parece uma realidade bastante tocável.

Após os eventos de Os Vingadores, Steve Rogers (Chris Evans, confirmando ter sido a escolha certa) ainda lida com a ideia ser um homem fora de seu tempo, com uma lista (sacada genial) das coisas que precisa ainda conhecer depois de passar décadas congelado. Rogers acaba fazendo amizade com Sam Wilson (carismático Anthony Mackie), mais conhecido como o Falcão, um militar com que o protagonista logo cria um vinculo. Steve Rogers dedica boa parte do seu tempo aos trabalhos como agente da S.H.I.E.L.D, mas após uma estranha missão ao lado de Natasha, a Viúva Negra (Scarlett Johansson), o Capitão começa a desconfiar que Nick Fury (Samuel L. Jackson, sensacional!) está escondendo algo dele e que a agência a qual dedica sua vida pode não ser o que parece. O herói ainda precisa lidar com um novo e poderoso inimigo, o Soldado Invernal, um homem com um braço metálico que prova ser um dos poucos a ter a força para enfrentar de igual para igual o Capitão, além de ter uma importante ligação com o passado do protagonista. Outro personagem vital para o desenvolvimento desta história é Alexander Pierce (o  extraordinário Robert Redford), o líder supremo da da S.H.I.E.L.D que tem uma longa amizade e confiança com Nick Fury.

Capitao-America-2-2A cada filme a Marvel deixa de apenas contar histórias de super-heróis no cinema e se aventura em diferentes gêneros, na segunda aventura solo do Capitão o estúdio cria um típico e divertido filme de espionagem, com um roteiro que não deixa nada a desejar a grandes clássicos do gênero, com fatos que são uma clara referência aos problemas reais e atuais dos EUA. Os roteiristas Christopher Marks e Stephen McFeely, dupla do primeiro filme do Capitão e do ótimo Thor – O Mundo Sombrio, fazem um trabalho brilhante, seja ao criar uma ótima história de espionagem como também ao desmontar e reconstroir o universo que Marvel criou até este filme, com uma liberdade total para fazer mudanças que nunca antes foram imaginadas e que vão servir de guia para o futuro da Marvel no cinema.

Os irmãos diretores Anthony e Joe Russo tiveram a sensibilidade para desenvolver a história de uma maneira que apresentam um filme de entretenimento, mas com alta qualidade. Os diretores conseguem desenvolver bem o vasto elenco, dando um merecido e maior espaço para a Viúva Negra (Johansson soltíssima no papel) que passa a ser mais que uma agente com habilidades de luta e espionagem, mas revela um humor sarcástico; introduzem bem personagens novos, e importantes para franquia do Capitão, como o Falcão e o Soldado Invernal, além de Kate, a agente 13 (Emily VanCamp) e Brock Rumlow (Frank Grillo), o Ossos Cruzados. Outro trabalho impecável dos irmãos Russo é na ação, algo que não falta neste filme, com clássicas perseguições e tiroteios, como também excelentes lutas.

Capitao-America-2-3O filme deixa o público, principalmente os fãs de quadrinhos, sem palavras com suas reviravoltas e revelações, que abrem as reais portas para a fase 2 do estúdio que será concluída com Os Vingadores 2, além de referências a heróis que vão integrar a fase 3. O que faz de Capitão América 2 – O Soldado Invernal o segundo melhor filme da Marvel, Os Vingadores ainda é insuperável, é trazer para a telona alma de um personagem que apesar de carregar em seu peito a bandeira de um país, é e sempre será um herói que busca a liberdade e a justiça para todos.

quatro_e_meio

Um comentário em “Crítica: Capitão América – O Soldado Invernal

  1. […] tecnologia usada para copiar o rosto de uma pessoa apareceu pela primeira vez em Capitão América 2 : O Soldado Invernal. Um detalhe estranho é que a máscara tecnicamente só muda o rosto e a voz da pessoa, não o resto […]

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