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Elementary – 2×19 – The Many Mouths of Andrew Colville

The Many Mouths of Aaron ColvilleDemorou até demais, mas Elementary finalmente começa apresentar a qualidade de entretenimento que se esperava desde o início desta segunda temporada, está em uma sequência de regulares episódios e que continuou neste retorno da série.

O episódio arrasou logo com uma ótima cena de abertura que parecia ser o caso da semana, com um homem que trabalha em um necrotério aparentemente assassinado depois de um roubo; Sherlock em segundos desvendou que o rapaz na verdade tinha morrido em um acidente idiota, porque estava sobre efeitos de maconha e tinha até sido mordido por um cadáver, o detalhe era que o roubo realmente tinha acontecido e o ladrão ainda estava escondido no necrotério fingindo ser um dos mortos! Um excelente equilíbrio de um caso curto mas bem montado, a dedução genial de Sherlock e uma ótima pitada de humor.

Naquele tipo de coincidência que acontece só em séries, o falso caso chamou atenção de outra detetive que investigava o possível retorno de um serial killer que tinha como, literalmente, marca registrada morder suas vítimas, caso que chamou atenção de Watson pelo suposto nome do suspeito; Andrew Colville. O nome se refere ao suposto culpado pelo crime que foi preso anos atrás e que poderia ser inocente, já que novos crimes iguais ao do passado começaram a acontecer. O flashback explicou a ligação de Watson com o suspeito Andrew Colville, que depois de esfaqueado na prisão foi parar no hospital onde trabalhava a ainda jovem Watson ao lado do Dr. Fleming que estranhamente não deu o tratamento que o paciente merecia e que talvez por isso tenha morrido. Bem trabalhada a questão de como o médico age diante de um paciente que é uma pessoa ruim e que tinha matado outras pessoas; nunca será possível descobrir com toda certeza, mas Fleming não parece ter dado o seu máximo para salvar o Colville, o que fica ainda mais explícito com confissão tardia do criminoso para o doutor, que também sabendo que o paciente era um doador de órgõas talvez tenha o deixado morrer de propósito.

O potencial desta caso foi o aprofundamento feito sobre as mudanças de personalidade de Watson, criando um paralelo entre o que ela era antes e depois de conhecer Sherlock; Watson contínua sendo uma pessoa íntegra e bastante emocional enquanto seu alerta pela busca da justiça e pela verdade surgiu com esta parceria com Sherlock. A questão básica era que este caso era pessoal para Watson que ainda se sentia mal mesmo depois de tantos anos por ter pensado por segundos em deixar Colville morrer, um curto pensamento que não colocou em prática, como Fleming talvez tenha feito, mas acreditava que provando sua inocência poderia se auto perdoar. Como reparou Sherlock, Watson não poderia se remoer depois de tantos por um mero pensamento que não colocou em prática, se alguém tinha que se sentir culpado era Fleming, mas o experiente doutor estava em paz com sua decisão. Um sinal forte da mudança de Watson foi sua insistência para encontrar de qualquer maneira um culpado, algo bem comum em Sherlock, quando não conseguiu descobrir o verdadeiro assassino para provar inocência de Colville, tentou se dedicar a descobrir se Fleming deixou outros pacientes morrer; o que nada mais era uma maneira de ainda tentar corrigir esse sentimento de culpa que tinha relacionado a Colville; sendo que na época como uma jovem médica não poderia ter feito nada contra seu mentor.

O caso para provar ou não a inocência de Colville teve altos picos de criatividade; como a dedução de que o culpado poderia usar uma dentadura com a arcada dentária de Colville que serviu de modelo para as dentaduras feitas na prisão, o que não deixa de ser uma crítica ao desleixo do governo com os presos. O desenrolar da investigação também teve ótimos momentos de humor, com Sherlock que estava em um dos seus melhores dias; como nas duas tentativas de contato de Sherlock com o grupo de hackers Everbody, que em troca de favores fizeram o detetive pagar micos como parar na rua com uma placa pedindo para levar socos e gravar uma versão da canção de Frozen!!!!!! Essa cena precisava ter sido mostrada, deve ter ficado hilário Sherlock com aquele ridículo vestido de formatura cantando Let it Go, afinal segundo o detetive a sua versão ficou melhor que a original! Não esquecendo de mencionar a fofa tartaruga vestida de tubarão que Sherlock usa como despertador e porta de recados para Watson.

Sherlock merece também um parabéns pelo seu companheirismo e amizade com Watson, desperdiçando o que também seria um caso interessante para achar um barco naufragado para ajudar Watson não só a descobrir a verdade sobre Colville como  a aceitar que não precisava se sentir culpada por nada do que aconteceu; afinal foi irônico Colville ter sido realmente o culpado e a mãe dele ter cometido estes novos assassinatos para vingar seu filho e ganhar uma milionária indenização. Tanto trabalho para limpar o nome de Colville para não só descobrir que ele era o culpado como também sua família em geral não prestava, mesmo assim Watson teve a paz que precisava para esquecer este pensamento que teve anos atrás e ouviu de Sherlock que cada vez mais deixa seu lado médica e pensa como uma consultora investigativa!.

Alentador ver Elementary ter uma real melhora nos seus últimos episódios, ainda mais por se aproximar do final de sua temporada e dando motivos para continuar a acompanhando em seu já confirmado terceiro ano.

tres

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