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Critica: O Grande Herói

lone-survivor-internalO cinema americano sempre teve uma forte ligação com o exército do país, é fácil encontrar em filmes de diferentes gêneros citações, a maioria positiva, aos militares. O Grande Herói enaltece essa ligação e faz uma propaganda sobre os valores e qualidades do exército dos EUA, tentando melhorar a imagem controversa que os soldados ganharam nos EUA pós 11 de setembro e a polêmica e comprovadamente desnecessária guerra do Iraque.

A história baseada em fatos reais é ambientada no Afeganistão, acompanha o oficial da marinha norte-americana Marcus (Mark Wahlberg) que junto com mais três companheiros soldados partem em uma missão para capturar um terrorista, mas uma falta de sorte dos soldados os coloca em uma posição que passam a ser caçados por um grande números de homens da Al Qaeda e agora precisam lutar pela sua vida. O motivo do erro da missão é outro exemplo de propaganda militar, vendendo a ideia de que os militares dos EUA são justos e seguem as regras, o que soa hipócrita diante de tantos casos conhecidos de opressão dos soldados americanos contra os moradores locais, seja no Afeganistão ou no Iraque.

lone-survivor-eric-bana1Desde a primeira até última cena o tema principal do filme é a irmandade que existem entre os militares, não se explica ou tenta julgar o motivo deles estarem nesta guerra, porque estes soldados parecem poucos preocupados com isso, estão lá e agora vão dar sua vida pelo seu país. O diretor e roteirista Peter Berg (Battleship, Hancock) cria nos minutos iniciais pequenas histórias para este grupo de soldados, formado por Macurs (Whalberg), Michael Murphy (Taylor Kitsch, de Battleship), Axe (Ben Foster, de 30 Dias de Noite) e Danny Dietz (Emile Hirsch, de Speed Racer), mostrando a amizade entre estes homens que aguardam ansiosamente a hora de voltar para casa e para suas verdadeiras famílias.

O filme acabou sendo um sucesso inesperado de bilheteria nos EUA, o que muito se deve a mão de Berg nas cenas de ação. O diretor soube criar a tensão e o realismo necessários para o público se sentir dentro desta situação onde apenas quatro homens  que mesmo sabendo que dificilmente todos vão sair vivos desta situação continuam lutando pelas suas vidas contra inimigos em maior número e que possuem até um lança-míssel. Para aumentar este tom de amizade foram escolhidos quatro atores com experiência em filmes de ação e que conseguem, dentro de seus limites, fazer atuações para comover o público a cada morte.

2587982-lonesurvivor1Quando deixa de lado o seu tom de propaganda militar, O Grande Herói é um divertido filme de ação, Berg roda o seu longa com um estilo mais clássico, usando apenas efeitos cinematográficos e não no computador, aproveitando cada detalhe do cenário de montanhas aonde a trama se ambienta. No terceiro ato a ação fica em segundo plano e o tom dramático impera, ficando sentimentalista demais, em uma maneira de propor uma teoria que nem todos os afegãos o odeiam os EUA.

O Grande Herói não quer em nenhum momento apresentar uma história política ou de crítica a guerra, apenas de ser um filme com ótimas cenas de ação; é muito mais um comercial militar para inspirar jovens a se alistarem e para o povo americano continuar acreditando que para o EUA ser o país da liberdade precisam tirar exatamente isso de outras pessoas.

 tres

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